26 de abril de 2012

O 25 de Abril em Portugal


 Revolução Democrática de 1974 Foi Um
Passo No Caminho da Fraternidade Universal

Joaquim Duarte Soares


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O artigo a seguir foi publicado pela
primeira vez a 25 de abril de 2012 no
website www.Vislumbres.com . Título
original: “25 de Abril: Liberdade e Fraternidade”.

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Celebra-se a cada dia 25 de Abril em Portugal o fim da ditadura que imperou no país durante uns longos 48 anos, e a instituição da democracia.

Durante várias décadas, o povo português viveu no medo, na opressão e sem liberdade. Através de um golpe militar, a 25 de Abril de 1974, e com o apoio da população, foi finalmente derrubado o regime fascista que dominava Portugal desde 1933, naquela que viria a ficar conhecida como a “Revolução dos Cravos” ou a “Revolução Tranquila” por ter sido totalmente pacífica.

Esta revolução pacífica acabaria por influenciar a transição democrática em vários outros países da Europa e do mundo. No entanto, muito há por fazer nestes tempos de dificuldades e oportunidades.

Vale a pena resgatar, neste início do século 21, os ideais democráticos, éticos e filosóficos de todos os que lutaram pela liberdade em Portugal, ao mesmo tempo que apontaram para o papel que cada um pode cumprir na edificação da civilização da fraternidade universal.

Neste sentido, cumpre resgatar e valorizar, por exemplo, a obra do grande pioneiro da teosofia moderna em língua portuguesa, o pensador português Frederico Francisco Stuart e Mourão (1827 – 1908), o Visconde de Figanière, discípulo e colaborador de Helena Blavatsky.

Porque a única revolução que diminuirá realmente o sofrimento dos povos e da humanidade e que restabelecerá a liberdade plena a cada ser humano é aquela descrita nestas palavras, por H. P. Blavatsky:

A grande reforma deve acontecer sem convulsão social, sem derramar uma gota de sangue, apenas em nome da verdade axiomática da Filosofia Oriental que mostra que a grande disparidade de fortunas, de posição social e de intelecto, é devida aos efeitos do Carma pessoal de cada ser humano.Nós colhemos apenas o que semeamos. Embora a personalidade física do homem seja diferente da de qualquer outro homem, o ser imaterial nele ou a individualidade imortal emana da mesma essência divina da consciência do seu vizinho.”

“Aquele que percebe profundamente a verdade filosófica de que cada eu superior começa e termina no TODO indivisível não pode amar seu próximo menos que a si mesmo. Mas, até o momento em que isso se torne uma verdade religiosa, a reforma não poderá ocorrer. (…) Os fortes devem apontar o caminho para os fracos e ajudá-los a subir a encosta íngreme da existência. Que eles voltem o seu olhar para o Farol que brilha como uma nova estrela de Belém no horizonte, mais além do misterioso e inexplorado mar das ciências teosóficas; e que os deserdados da vida retomem a esperança.” [1]


NOTA:

[1] “A Árvore da Fraternidade Universal”, Helena P. Blavatsky,  artigo que pode ser facilmente  encontrado em nossos websites associados.

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Para conhecer um diálogo documentado com a sabedoria de grandes pensadores dos últimos 2500 anos, leia o livro “Conversas na Biblioteca”, de Carlos Cardoso Aveline.


Com 28 capítulos e 170 páginas, a obra foi publicada em 2007 pela editora da Universidade de Blumenau, Edifurb.  

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