9 de fevereiro de 2013

O Poder da Boa Vontade

A Intenção Correta Tem, em
Si Mesma, Um  Valor Decisivo

Immanuel Kant 

A energia da boa vontade expressa um sentimento de respeito pela Vida


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Nota Editorial:

As ideias kantianas fazem parte
das propostas humanistas apoiadas
pela filosofia esotérica autêntica. O ensaio de
Kant “A Paz Perpétua”, de 1795, é profético e
inspirador  em relação à criação da Organização
das Nações Unidas, que ocorreu em 1945. Um
dos principais filósofos do período Iluminista,
Immanuel Kant (1724-1804) é citado várias vezes
em “Cartas dos Mahatmas para A.P. Sinnett”.

(CCA)

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Nem neste mundo nem fora dele, nada é possível pensar que possa ser considerado como bom sem limitação, a não ser uma só coisa: boa vontade.

A argúcia de espírito, a capacidade de julgar ou como queiram chamar os talentos do espírito, ou ainda a coragem valorosa, a decisão, a firmeza de propósito, como qualidades do temperamento, são, sem dúvida, em certos aspectos, qualidades boas e desejáveis; mas também podem se tornar extremamente más e perniciosas, se a vontade que deve usar estes dons naturais, e cuja constituição natural, por isso, se  chama caráter, não for boa.

O mesmo acontece com os dons da fortuna. O poder, a riqueza, a honra, mesmo a saúde, e todo o bem-estar e contentamento com a sua  sorte, conferem, sob o nome de felicidade, um ânimo que muitas vezes, por isso mesmo, desanda em orgulho, caso não exista também a boa vontade capaz de corrigir a sua influência sobre a alma e, ao mesmo tempo, o princípio complexo da ação.

Acrescente-se a isso que um espectador sensato ou imparcial, diante dos sinais de ininterrupta prosperidade de uma pessoa totalmente desprovida de qualquer traço de uma pura e boa vontade, jamais poderá sentir satisfação. A boa vontade parece assim constituir a condição indispensável do próprio fato de sermos dignos de felicidade. (....)

A boa vontade não é boa só pelo que promove ou realiza, pela aptidão para alcançar qualquer finalidade proposta, mas é boa somente pelo querer, isto é, em si mesma. E considerada em si mesma,  deve ser avaliada em grau muito mais elevado do que tudo o que por meio dela puder ser alcançado em proveito de qualquer inclinação ou, se quiser, da soma de todas as inclinações.

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O fragmento acima é um trecho do volume “Fundamentação da Metafísica dos Costumes e Outros Escritos”, Immanuel Kant, Editora Martin Claret, São Paulo, 2006, 139 pp., ver pp. 21-22. Foi publicado também na edição de setembro de 2008 de “O Teosofista”.

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