23 de fevereiro de 2014

O Conhecimento Natural da Verdade

Reconhecendo as Linhas Escritas na Alma

Joana Maria Pinho

Enxergar o livro da vida requer atenção



Muitas vezes buscamos tranquilidade e conhecimento esquecendo que a luz está em nós. Não há nada esperando no final do caminho. A meta está na própria viagem.

Por vezes caminhamos de forma ingênua, pensando que o fim do caminho trará a paz eterna. No entanto a bem-aventurança não é fruto - é substância. 

Ao longo do estudo teosófico percebemos no ensinamento novas dimensões. Apesar do seu sentido se desdobrar a cada passo é como se o ser mais profundo soubesse desde sempre o que a percepção alcança pela primeira vez. Caminhar traz o reconhecimento da  origem e do propósito do ser e da grande  viagem.

Sendo um microcosmo, o homem é criativo e natural conhecedor da verdade.

A educação teosófica permite o reconhecimento das linhas escritas na alma. O estudo e o trabalho teosóficos cultivam  a capacidade de autoaperfeiçoamento e é através desse esforço que surgem os materiais e as faculdades necessárias para o desenvolvimento da grande obra. 

Aos olhos físicos o livro da vida tem suas folhas em branco. Eles não conseguem ver os pontos e traços de luz que preenchem cada espaço. No entanto, o trabalho teosófico desenvolve a visão capaz de perceber a escrita luminosa. A obra e seu projeto começam a ser percebidos com a disposição dos materiais.

Temos conosco todos os passos descritos e traçados na perfeição. Mas só nos colocando como construtores somos capazes de reconhecer o arquiteto. É desenvolvendo o silêncio e focando a energia na construção que ele nos fala e o projeto nos guia.

Devemos ter presente que a teosofia é um trabalho em tempo integral. A tarefa é humilde e elevada. John Garrigues escreveu:

“Todo verdadeiro teosofista trabalha na construção das defesas externas do Templo da Verdade, que foi erguido pelos esforços de gerações incontáveis de Adeptos. É uma tarefa elevada. Ela exige do trabalhador cuidado e habilidade ao colocar cada tijolo firmemente no lugar adequado. (…) O número de tijolos que cada trabalhador é capaz de colocar depende da sua qualificação diante da lei do carma; mas, se nos libertarmos da ansiedade e da irritação que surgem da pressa, teremos ao nosso alcance a possibilidade de fazer tudo o que somos capazes de fazer - seja pouco ou muito -; e de construir para os séculos que virão.” [1]

Que o trabalho prossiga com todo empenho, tranquilidade e gratidão. Que o Templo da Verdade esteja sempre protegido nos corações.

NOTA: 

[1] Do artigo “Deixando a Pressa de Lado”, de John Garrigues, que está disponível em nossos websites associados.  

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Sobre a missão de Helena Blavatsky e do movimento teosófico autêntico, que envolve o despertar da humanidade para a lei da fraternidade universal, veja o livro “The Fire and Light of Theosophical Literature”, de Carlos Cardoso Aveline.


A obra tem 255 páginas e foi publicada em outubro de  2013 por “The Aquarian Theosophist”. O volume pode ser comprado através de Amazon Books.

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