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26 de agosto de 2017

Vida!

A Força de uma Gota de Água Cristalina

Augusto de Lima




Olha esta gota de água cristalina:
é tão leve, tão tênue e pequenina,
que a sede vegetal mais estimula,
e nem ao menos molha
do lírio o hastil, o cálice ou a folha,
em que, líquida pérola, tremula;
dir-se-ia um pingo de sidérea mágoa.

Tu, que já penetraste os oceanos
e devassas recônditos arcanos,  
não a desprezes, olha-a:
que vês na gota cristalina de água?

Nela se espelham fulgidos, celestes
prismas, que a luz exterior difunde,
como em puro diamante lapidado.

Mas se o olhar limitado
de uma lente revestes,
porque a vista sagaz mais se aprofunde,
verás, então, do turbilhão da Vida,
surgirem novos seres, e estes seres
aumentando-se em linha indefinida,
de modo a não poderes
contar sequer seu número. Detém-te
e observa a formação vária, infinita
dos corpos, cujo frêmito latente
um mesmo protoplasma anima e agita.

Mas não! O olhar perturba-se em vertigens
de febril paroxismo.
Nem procures saber-lhes as origens,
a esses entes anônimos, que viste.
Para o perscrutador olhar humano,
como no grande, existe
no infinito minúsculo - um abismo.

Homem, na gota de água há um oceano!

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O poema acima é reproduzido do volume “Poesias”, de Augusto de Lima, Editora H. Garnier, Rio de Janeiro / Paris, 1909, 300 pp., ver pp. 116-117. A ortografia foi atualizada.

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9 de julho de 2016

Através dos Séculos

Sobre as Ondas do Carma
e da Compaixão Universal

Augusto de Lima



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Nota Editorial:

O poema a seguir faz um exercício de expansão
da consciência para além da esfera de sofrimentos e
ambições pessoais. Acrescentamos notas explicativas.

(CCA)

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O globo estava escuro, o firmamento baço.
Arrebatado na asa invisível dos ventos,
eu ouvia gemer no indefinido espaço
as mortas gerações dos séculos poentos. [1]

Filhos de antigos sóis [2], filhos dos novos dias,
monstros, ídolos, reis, virgens de rostos pulcros [3],
corpos vazios de alma, almas de amor vazias,
erguiam-se a meus pés do fundo dos sepulcros.

Como ondas que as marés vão arrojando às plagas [4],
num denso remoinho elétrico de gritos,
eu via o turbilhão dessas humanas vagas,
bulhando no cairel [5] dos tempos infinitos.

A guerra fratricida, a tirania, o roubo,
a crápula, o veneno, as tramas hediondas…
Messalina [6], a cadela, Heliogábalo, o lobo [7],
cruzavam-se a rolar, arrastados nas ondas.

E o vento cada vez se tornava mais forte,
e o ruído crescia, e a treva era mais densa;
nisto ouvi rebentar dos vagalhões da Morte
um grito, que ecoou pela abóbada imensa.

E súbito acalmou-se a agitação das massas,
e o vento me depôs. Um estelino [8] albor
vinha lavando o céu das fúnebres fumaças:
- era a constelação das lágrimas do Amor.

NOTAS:

[1] Poentos: poeirentos.

[2] A filosofia esotérica afirma que sóis e sistemas solares seguem a mesma lei universal da “reencarnação” periódica, descansando nos pralayas e voltando à atividade nos manvântaras. Assim, a expressão “antigos sóis” é uma referência a existências anteriores de sistemas solares.

[3] Pulcros: de grande beleza, delicadeza e graciosidade.

[4] Plagas: terras.

[5] Cairel: borda, beira, fronteira.

[6] Messalina: mulher devassa, meretriz.

[7] Heliogábalo, imperador romano sem ética.

[8] Estelino: o termo, raro, significa “estrelado”.

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O poema acima foi reproduzido do volume “Poesias”, de Augusto de Lima, Editora H. Garnier, Rio de Janeiro / Paris, 1909, 300 pp., ver pp. 9-10. A ortografia foi atualizada.

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Para conhecer um diálogo documentado com a sabedoria de grandes pensadores dos últimos 2500 anos, leia o livro “Conversas na Biblioteca”, de Carlos Cardoso Aveline.


Com 28 capítulos e 170 páginas, a obra foi publicada em 2007 pela editora da Universidade de Blumenau, Edifurb.  

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5 de julho de 2016

Elevação

Quando a Alma Humana Se 
Reconhece Como um Pássaro

Augusto de Lima

Um albatroz em voo


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Nota Editorial:

Há milênios o ser humano projeta nos
pássaros a sua necessidade de transcender
limitações e elevar-se por mérito próprio aos mundos
superiores. O livro “A Vida Secreta da Natureza”
dedica um capítulo a este tema. Ali está registrado:

“Segundo os Upanixades, a alma do homem é um
pássaro migratório. Ele migra de um corpo para outro,
ao longo dos séculos, colhendo diferentes experiências
em sua marcha rumo à perfeição da experiência humana.”[1]

Pode-se dizer que um ser humano possui duas almas. 
A alma mortal, embora transcenda o corpo, deve morrer
ela própria de modo que o foco da consciência se traslade
para o espírito, a alma espiritual, o eu superior e eterno.

A identidade simbólica do ser humano com os
pássaros é o tema do poema a seguir, escrito no século 19. 

(Carlos Cardoso Aveline)

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Elevação

A Américo Lobo.

Outra essência, outra forma, asas tivera
de um albatroz universal, gigante,
e eu tentaria a viagem pela esfera,
embarcação de penas flutuante.

Do globo perlustrar não vistas zonas,
os trópicos de fogo e o polo frio;
de manhã beber água no Amazonas
e à noite adormecer no sacro rio.

Bem afastado do bulício humano,
sentir, envolto num luar de prata,
o salso cheiro salutar do oceano
e os eflúvios balsâmicos da mata.

E quando já de tédio e de cansaço
gemesse a vida, então, me fosse dado
ir procurar nas amplidões do espaço,
junto do sol, meu túmulo dourado.

E abrindo as asas de fulgentes penas,
num voo imenso que assombrasse os mares,
desfazer-me na Luz, deixando apenas
palhetas de ouro esparsas pelos ares.


NOTA:

[1] “A Vida Secreta da Natureza”, Carlos Cardoso Aveline, terceira edição, Ed. Bodigaya, Porto Alegre, 2007, 156 pp., ver p. 90.

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O poema acima foi reproduzido do volume “Poesias”, Augusto de Lima, Editora H. Garnier, Rio de Janeiro / Paris, 1909, 300 pp., ver pp. 16-17. A ortografia foi atualizada.

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Sobre a ecologia da mente e a teosofia do ambiente natural, veja o livro “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline.


A obra foi publicada pela Editora Bodigaya, de Porto Alegre, tem 157 páginas divididas por 18 capítulos, e está na terceira edição, de 2007.

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4 de julho de 2016

Visita a uma Mineração

Poema do Final do Século 19 Faz
Defesa Pioneira do Ambiente Natural

Augusto de Lima

Páginas de abertura da obra que contém o poema “Visita a uma Mineração”
                  

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Nota Editorial de 2016:

Décadas antes de Henrique Luiz
Roessler [1], Augusto de Lima era já um
defensor ativo do meio ambiente no Brasil.

O poema a seguir foi escrito no século 19
e reeditado em 1909 no volume “Poesias”.

(Carlos Cardoso Aveline)

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Duro penhasco, abre teu seio duro,
em que a luz primitiva adormecera;
o aço da Indústria, o cetro do futuro,
abutre novo, as fibras te lacera.

E eis já rasgada funda galeria,
túmulo aberto da avareza insana,
onde nunca chegaste, ó grande Dia,
mas onde chega a intensa força humana.

Partindo aos estilhaços o veeiro,
a dinamite  à rocha dá combate,
e em compassados golpes o mineiro
a retumbante picareta bate.

Um estampido, - e lasca-se o granito,
outro tiro, - e o granito rola em seixos.
Das máquinas de ferro ao forte atrito,
rincham as rodas nos candentes eixos.

E a rica flora mineral desata
e rompe o véu ao rútilo tesouro:
- brota o esmeril, em fios corre a prata,
floresce a gema, abrem-se rosas de ouro.

Feérica visão, mas verdadeira.
Aqui fantástico alvanel [2] gravara,
em fino esmalte, na época primeira,
plástica ideal da perfeição avara.

Colunas, arcarias, arabescos
brilham, para que a Memória [3] nos esconda
os fabulosos paços principescos,
e os tesouros de Ofir [4] e de Golconda [5].

Creso [6] da Lídia, foste um miserável,
também, Lúculo [7], um miserável foste,
Alhambra, arquitetura detestável,
Coluna de Vendôme, humilde poste.

O íris compõe-se em luz, a luz se coalha
e decompõe-se em íris, e de novo
cintila, ora na luz que o raio espalha,
ora na suave cor da gema de ovo.

Em cimbre augusto a abóbada suspendem
palmeiras de cristal e bronze e cobre;
racimos de ouro de seus troncos pendem,
entre a enroscada silva que as encobre.

E com a picareta e o camartelo [8],
o Homem que tem da criação o reino,
de destruir o esplêndido castelo,
novo Átila fatal, nada detém-no.

Demole, arrasa e quebra e faz escombros,
e ei-lo de novo ascende em áurea insânia,
levando sobre os suarentos ombros
os espólios da flora subterrânea.

E toda aquela maravilha imensa,
que de espanto  e de luz nos embebeda,
se apouca, se constringe e se condensa
no disco miserável da moeda!


NOTAS:

[1] Veja em nossos websites associados o artigo “Roessler, um Pioneiro da Ecologia”, de Carlos Cardoso Aveline.

[2] Alvanel: operário que trabalha com pedras.

[3] No original, “porque a Memória…” tem o sentido de “para que a Memória…”.

[4] O nome “Ofir” aparece na Bíblia judaica e designa uma terra onde se recolhia ouro.

[5] Golconda: cidade e fortaleza em ruínas da região central da Índia, conhecida por seus tesouros.

[6] Creso: rei da Lídia.

[7] Lúculo: político e militar romano do século I.

[8] Camartelo: um tipo de martelo terminado por uma parte em gume e a outra em forma esférica ou quadrangular. É usado como instrumento de demolição.

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O poema acima foi reproduzido do volume “Poesias”, Augusto de Lima, Editora H. Garnier, Rio de Janeiro / Paris, 1909, 300 pp., ver pp. 104-106. A ortografia foi atualizada.

Sobre o custo sociológico e ambiental da atividade mineradora, veja em nossos websites associados o conto “A Mina de Prata”, de Selma Lagerlöf.

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Sobre a ecologia da mente e a teosofia do ambiente natural, veja o livro “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline.


A obra foi publicada pela Editora Bodigaya, de Porto Alegre, tem 157 páginas divididas por 18 capítulos, e está na terceira edição, de 2007.

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3 de julho de 2016

Ad Majorem Dei Gloriam

Torturas e Assassinatos Realizados 
Pelo Vaticano no Tempo da Inquisição

Augusto de Lima

Durante séculos, os tormentos físicos e o assassinato foram promovidos pelo clero católico
como mecanismo de controle político. Na imagem, uma “sessão de trabalho” dos criminosos.


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Nota Editorial:

A expressão “Ad Majorem Dei Gloriam”
significa em latim “Para  Maior Glória de
Deus”, e é também o lema da ordem dos Jesuítas.

Augusto de Lima foi um pensador pioneiro que
abriu caminho para a ética. Como poeta, desafiou
o “consenso católico” e denunciou sem meias
palavras os absurdos do Vaticano. Lima alertou para a
hipocrisia dos que cometem crimes contra a humanidade
usando argumentos religiosos como álibi e como desculpa.   

(Carlos Cardoso Aveline)

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Ante o vulto senil do Juiz Executivo
compareceu o Algoz, da lei o braço vivo.
Aquele, austero lê; este se curva todo
e em seguida se exprime, humilde, deste modo:
“Para glória maior de Deus, Senhor, eu venho
dar conta da missão, de cujo desempenho,
vosso excelso poder por bem houve incumbir-me.
Foi tudo no melhor, pois tenho o braço firme.
O fogo, a fome e o mar tive por ajudantes
para os réus que em viver eram recalcitrantes.
Os que fiz expirar, no ecúleo [1] decompostos,
tinham a luz da fé nos macerados rostos.
- Bendito seja Deus! - bradava um ateísta,
e, de todos os mais condenados da lista,
só um impenitente, em seu orgulho pleno,
recusou confessar a lei do Nazareno.
Chorou nos borzeguins [2], rangeu na corda tesa
e empalado bramiu; mas o ânimo e firmeza
sempre mostrou bradando: - É livre a humanidade;
morra a fé que escraviza e viva a Liberdade! -”

“E que fizeste dele?” o juiz inquieto atalha.
“Mandei-o espicaçar a golpes de navalha
e seu corpo sangrento expor ao sol e às moscas;
e como ainda vivia, entre candentes roscas
de ferro, mandei fosse oprimido o seu ventre.
E a despeito de tudo, entre as torturas, entre
o crepitar da carne ardendo, no supremo
paroxismo da dor, o cínico blasfemo
(e o carrasco enxugou a fronte enfebrecida)
disse ainda: - Sou livre! - e morreu em seguida.

“E do corpo infiel que heis feito?”
                                                   “Ao mar lancei-o;
mas, ao cair, meteu-se uma onda de permeio,
que o levou e repôs na praia descoberta,
onde o abutre voraz, de goela sempre aberta,
há de roer-lhe a carne e triturar-lhe os ossos. 
Busquei assim cumprir os mandamentos vossos.”

Disse, corteja e sai. E o juiz da lei clemente
continua a leitura imperturbavelmente…


NOTAS:

[1] Um dos inúmeros instrumentos de tortura inventados e usados pelos criminosos do clero católico. (CCA)

[2] Outro instrumento de tortura utilizado pelos sacerdotes. (CCA)

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O poema acima foi reproduzido do volume “Poesias”, Augusto de Lima, Editora H. Garnier, Rio de Janeiro / Paris, 1909, 300 pp., ver pp. 169-170. A ortografia foi atualizada.

Sobre o mesmo tema, veja também em nossos websites associados poema “O Inquisidor”, de Augusto de Lima.

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Para conhecer um diálogo documentado com a sabedoria de grandes pensadores dos últimos 2500 anos, leia o livro “Conversas na Biblioteca”, de Carlos Cardoso Aveline.


Com 28 capítulos e 170 páginas, a obra foi publicada em 2007 pela editora da Universidade de Blumenau, Edifurb.  

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2 de julho de 2016

Voz das Coisas

Um Estudo Sobre a Sinfonia do Silêncio

Augusto de Lima 

Páginas de abertura do volume “Poesias”,  publicado em 1909



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Nota Editorial:

No poema a seguir, “vulgo” é apenas o cidadão
desatento diante da vida.  A “música dos sóis” é
a “música das esferas”. Este conceito pitagórico
e teosófico se refere à permanente combinação
e renovação das energias cósmicas, que ocorre
conforme a lei dos ciclos. Nas últimas linhas, a
consciência de um poeta abrange também a percepção
do místico e do estudante de filosofia esotérica.

(CCA)

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Voz das Coisas

Aos ouvidos do vulgo indiferente
passa o rumor das coisas. Quem me dera,
vertê-la em notas de harmonia austera,
o original guardando fielmente!

Quem não sabe cantar também não sente
a sinfonia que o silêncio gera,
através dos espaços, onde impera
a música dos sóis eternamente.

Sons vagos, indecisos e serenos
passam por ti, ó vulgo, sem ao menos
este rumor das coisas entenderes.

Entendê-lo somente ao poeta é dado,
que é seu destino andar arrebatado
na sugestiva música dos seres.


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O poema acima foi reproduzido do volume “Poesias”, Augusto de Lima, Editora H. Garnier, Rio de Janeiro / Paris, 1909,  300 pp., ver p. 242.  A ortografia foi atualizada.

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Sobre a ecologia da mente e a teosofia do ambiente natural, veja o livro  “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline.


A obra foi publicada pela Editora Bodigaya, de Porto Alegre, tem 157 páginas divididas por 18 capítulos, e está na terceira edição, de 2007.

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