9 de dezembro de 2018

Sobre a Alma de Brasília

A Dimensão Mística e
Lendária da Capital do Brasil

Gilmar Gonzaga

O Eixo Monumental, no centro da cidade



Lido há algum tempo com a necessidade de fazer uma investigação sobre Brasília enquanto ideia, enquanto cidade e enquanto fator de esperança. Sempre dei um jeito de reduzir o incômodo de postergar essa investigação. Usava o argumento de que “muito já foi escrito sobre Brasília”, sob diversos enfoques.

Nunca deixei de refletir acerca da fascinação que Brasília exerce sobre mim, até que mudei  o objeto da investigação, relativizando o foco na cidade em si e passando a considerar com mais força um sentimento que, conforme  fui percebendo, faz parte da vida de muitas pessoas: o contato de Alma com a cidade.

Trata-se de um misto de fascínio e de convicção sobre um poder oculto relacionado a um glorioso destino reservado, de algum modo, à cidade de Brasília e à civilização que iria surgir em seu seio.  O imaginário espiritual das cidades merece ser estudado, porque influencia fortemente o carma e o futuro delas.

Sou testemunha de depoimentos de amigos moradores de Brasília e também de registros deixados por pessoas famosas que por aqui passaram. Para exemplificar, cito um testemunho de Clarice Lispector sobre a sua relação com a cidade, expresso em suas crônicas:

Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil; eles ergueram o espanto deles, e deixaram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério.”

“Olho Brasília como olho Roma: Brasília começou com uma simplificação final de ruínas. A hera ainda não cresceu. - Além do vento há uma outra coisa que sopra. Só se reconhece na crispação sobrenatural do lago.”

“Sou atraída aqui pelo que me assusta em mim. - Nunca vi nada igual no mundo. Mas reconheço esta cidade no mais fundo de meu sonho. O mais fundo de meu sonho é uma lucidez.[1]

A investigação do lado “oculto” de Brasília, contando com algo mais além de informações existentes ou “dados históricos secundários”, revela um caminho interno de uma ideia que aportou em várias estações humanas, por meio das quais recebeu impulsos até chegar ao lugar onde por fim materializou-se.  

Um forte impulso foi dado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em 1789. Nesse caso, a ideia revestiu-se - inicialmente - do pensamento libertário nacional relacionado à transferência da Capital do Brasil para o interior do país. Tiradentes sugeriu São João Del Rei, em Minas Gerais, como sede da Capital. [2]

Outro grande impulso iniciou-se em Portugal - passando em seguida para Londres - na pessoa de Hipólito José da Costa. O historiador Adirson Vasconcelos, entusiasta de Brasília e autor de vários livros sobre a cidade, escreveu em sua obra “A Mudança da Capital”:

Se em Tiradentes encontramos a figura precursora do ideal de mudança e interiorização da Capital do Brasil, vamos ter, logo após ele, na pessoa do jornalista Hipólito José da Costa, o primeiro paladino baluarte desse ideal.”

“As atividades de Hipólito através dos seus escritos patrióticos para o jornal ‘Correio Braziliense’, logo no início do Século Dezenove, marcaram, na história, a sua presença pelas admiráveis teses e campanhas que levantou dentro do melhor espírito pátrio, destacando-se a grandiosa concepção da transferência da Capital do Brasil para o interior, onde seriam lançados ‘os fundamentos do mais extenso, ligado, bem defendido, e poderoso império que é possível que exista na superfície da terra’. Apontou o local da nova Capital no interior do Brasil e definiu este local, no Planalto Central, com a ‘descrição do paraíso terreal’.[3]

O entusiasmo com que Hipólito da Costa abordava a questão da transferência da Capital do Brasil para o interior do país - relacionada a um futuro grandioso - demonstra algo mais que um simples patriotismo ou mesmo um ideal de natureza estratégica e política.

Na passagem seguinte da mesma obra, Adirson destaca:

Vítima do radicalismo da Inquisição, Hipólito José da Costa conseguiu, numa fuga novelesca, sair do cárcere, em Portugal (até hoje não se sabe como), indo terminar na Inglaterra, com o apoio da Maçonaria, da qual fazia parte.”

“Em Londres, criou uma tribuna: o jornal ‘Correio Braziliense’, cujo primeiro número data do mês de junho de 1808. Pontualmente, a partir dessa data, Hipólito editou, na clandestinidade, e num país de língua inglesa, 175 números até o ano de 1822.”

“Apesar da oposição e da perseguição encetadas contra Hipólito, logo o ‘Correio Braziliense’ começou a influir em Portugal e no Brasil e mesmo em Londres, onde era editado em língua portuguesa. A repercussão das teses de Hipólito o consagrou ‘o mais famoso, influente e temido jornalista de seu tempo’. Seu objetivo maior era ‘fazer do Brasil uma grande e livre Nação, eternamente unida a Portugal’, mas para isso, analisava os problemas, criticava, apontava soluções, e via de regra, desgostava a muitos.[4]

Um aparente detalhe é o nome que a cidade assumiria mais tarde, o qual começa a aparecer com o próprio jornalista Hipólito José da Costa, que batizou o seu jornal, em 1808, de Correio Braziliense. Hipólito era um maçom de grande destaque.

Ligando a ponte invisível dos fatos externos por meio da percepção mais acurada dos acontecimentos, Adirson Vasconcelos escreveu:

“Com a independência do Brasil, a 7 de setembro de 1822, Hipólito José da Costa ocupou-se do assunto [a nova Capital do Brasil] no número de novembro do ‘Correio Braziliense’.”

“Ao sugerir as ‘medidas de relevo’, incluiu entre elas a recomendação de construir-se a Capital no interior central do País, ratificando os pontos de vista esposados anteriormente.”

“Esta foi a última palavra de Hipólito José da Costa, pois apenas por mais uma vez voltou o ‘Correio Braziliense’ a circular  no mês seguinte, em dezembro de 1822. E só voltou a ser editado 138 anos depois, a 21 de abril de 1960, por iniciativa do jornalista Assis Chateaubriand, ao se concretizar o ideal de Hipólito José da Costa com a construção da Capital do Brasil no interior do País, Brasília.”

“Daí a propriedade das palavras da Senhora Sara Kubitschek, esposa do Presidente que construiu Brasília, ao descerrar a fita simbólica inaugurando a segunda fase do ‘Correio Braziliense’, na mesma data de Brasília:

‘O Embaixador Assis Chateaubriand, pioneiro sempre, apanha a pena de Hipólito José da Costa. E o jornal com outra roupagem, encimado pelo mesmo nome, espalhar-se-á pelo Brasil levando a mensagem de Brasília, a mensagem da esperança a todos os recantos da Pátria’.” [5]

Voltando aos primórdios do movimento que dotou de substância as tratativas da transferência da Capital do Brasil para o interior, a ideia sobre Brasília ganhou energia e mais um forte impulso, na mente e na atuação de José Bonifácio. Detalhes dessa atuação estão gravados em mármore no Museu erigido na Praça dos Três Poderes da Capital do Brasil, com a seguinte anotação: “José Bonifácio de Andrada e Silva preconiza criar uma cidade central no interior do Brasil, para assento da Regência, que poderá ser em 15 graus de latitude, em sítio sadio, ameno, fértil (...) cabendo-lhe a primazia, em 1823, de sugerir o nome Brasília que pela primeira vez ocorrera no ano anterior [1822], em escrito anônimo.” [6]

Aqui cabe ressaltar que Tiradentes, Hipólito e José Bonifácio foram reconhecidos como heróis nacionais e seus nomes estão gravados no “livro de aço” das personalidades que prestaram contribuições heroicas pela Liberdade no Brasil. O livro está exposto no Panteão da Pátria, também localizado na Praça dos Três Poderes.

Outro aparente detalhe que merece destaque é o fato de que a ideia que se apresentou a princípio como uma tratativa para a transferência da Capital do Brasil para o interior, considerando questões estratégicas e de desenvolvimento do país, passou a realçar a necessidade de uma localização adequada, tratada genericamente, a princípio, como Planalto Central do Brasil. A questão do sítio, cujos paralelos já se apresentavam nas mentes que atuariam pela transferência, fortaleceu a ideia central. Essa questão ganha vigor na mente do engenheiro e historiador, então membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Adolfo de Varnhagen, chamado de “clarividente” pela antevisão que teve, nos idos de 1849, da exata localização onde posteriormente se assentou Brasília:

Francisco Adolfo de Varnhagen demonstrou as desvantagens do Rio de Janeiro como Capital: sugeriu a criação e fundação de uma cidade nova e não o aproveitamento de uma já existente; indicou para o local ‘uma situação como não tem segunda’ nas cabeceiras dos rios Amazonas, Prata e São Francisco; propôs esta situação nas vizinhanças do triângulo formado pelas três lagoas, Formosa, Feia e Mestre d’Armas; apontou o paralelo 15 e 16 graus como latitude mais vantajosa; condicionou uma altitude de 3.000 pés (cerca de 1.000 metros) para garantir melhor clima. (...)”

“E a Brasília inaugurada, em 1960, pelo ‘mineiro’ Juscelino Kubitschek é um retrato e uma confirmação da Imperatoria sonhada, proposta e planejada um século antes por Francisco Adolfo de Varnhagen. Toda a localização é a mesma e até o Plano Piloto de Lúcio Costa tem pinceladas das previsões de Varnhagen.[7]

Além da antevisão de Varnhagen, um fato de natureza intuitiva que exerceu forte influência nas decisões posteriores quanto a esse movimento, foi o evento que ficou conhecido como o “sonho”, a “visão” ou a “profecia” de Dom Bosco, ocorrido em 1883:

Entre os graus 15 e 20 havia uma enseada bastante longa e bastante larga, que partia de um ponto onde se formava um lago. Então uma voz disse repetidamente: - Quando escavarem as minas escondidas no meio destes montes aparecerá aqui a TERRA PROMETIDA, onde jorrará leite e mel, será uma riqueza inconcebível. [8]

A visão é claramente simbólica, e deve ser vista como uma referência ao mundo espiritual.

No dia 7 de setembro de 1922, data do Centenário da Independência, foi lançada, ao meio-dia, a pedra fundamental - em forma de obelisco - da futura Brasília, no Planalto Central.

Após um longo período de maturação interna no âmbito das mentes de verdadeiros realizadores, a ideia de uma gloriosa Capital para o Brasil foi sendo gradualmente fortalecida. A materialização da Cidade foi levada a efeito por Juscelino Kubitschek, JK, eleito Presidente do Brasil em 1955. Ele atuou com vontade firme e esmerada determinação na construção de Brasília, de arquitetura monumental, no breve prazo de quatro anos. Um fato curioso, que consta de vários relatos sobre a transferência da Capital do Rio de Janeiro para o Interior do País, é o modo como JK foi lembrado do compromisso de construir a nova Capital através de uma simples pergunta feita por um integrante do povo, durante uma visita do então candidato, à cidade de Jataí, em Goiás. O cidadão arguiu a Juscelino “se uma vez eleito, iria cumprir a determinação constitucional de transferir a Capital do País para o Planalto Central”. JK assentiu.

Com efeito, acerca da trajetória dessa onda de acontecimentos que culminou na construção de Brasília, o depoimento ou testemunho que mais evoca o sentimento de uma “ideia viva em curso” foi feito pelo próprio Juscelino Kubitschek no seu livro “Meu Caminho para Brasília”.

Em suas notas autobiográficas, JK contextualiza a trajetória da ideia em um período de tempo mais distante. Na passagem a seguir, Juscelino narra a sua visita ao Egito e suas impressões a esse respeito, quando ainda exercia a profissão de médico, sem pretensões políticas:

Recordei a beleza, aureolada pelo infortúnio, da Rainha Nefertiti e o visionarismo do seu marido Amenófis IV ou Akhenaton - o ‘Faraó Herege’. Apesar da minha formação religiosa, não escapei do fascínio daquela estranha personalidade, misto de sonho e audácia, cuja obra de reformador constituiu, durante algum tempo, uma das preocupações do meu espírito.”

“O Faraó tinha, então, apenas dezesseis anos de idade. E, apesar da sua juventude, compreendeu que sua revolução religiosa só teria êxito se procedesse, igualmente, a uma mudança de sede da monarquia, de forma a subtraí-la à tutela milenar dos sacerdotes dos antigos ídolos, especialmente dos de Amon. Surgiu, assim, a ideia da mudança da capital do Egito. Ao invés de Tebas - a ‘Tebas das Cem Portas’, segundo a expressão de Heródoto - a monarquia iria funcionar em Ekhenaton, a ‘Cidade do Horizonte de Aton’.”

“Hoje, tanto tempo decorrido, pergunto-me, às vezes, se esta admiração por Akhenaton, surgida na mocidade, não constituiu a chama, distante e de certo modo romântica, que acendeu e alimentou o meu ideal, realizado na maturidade, de construir, no Planalto Central, Brasília - a nova Capital do Brasil.[9]

No caso de Brasília, outros eventos reforçam a existência de uma possível influência além da simples vontade pessoal, em relação à construção da cidade. É o caso das linhas iniciais do relatório apresentado pelo arquiteto Lúcio Costa, que desenvolveu o projeto vencedor do concurso para o Plano Urbanístico da nova capital:

Desejo inicialmente desculpar-me perante a direção da Companhia Urbanizadora e a Comissão Julgadora do Concurso pela apresentação sumária do partido aqui sugerido para a nova Capital, e também justificar-me.”

“Não pretendia competir e, na verdade, não concorro - apenas me desvencilho de uma solução possível, que não foi procurada, mas surgiu, por assim dizer, já pronta.”

“Ela [Brasília] deve ser concebida não como simples organismo capaz de preencher satisfatoriamente e sem esforço as funções vitais próprias de uma cidade moderna qualquer, não apenas como Urbs, mas como Civitas, possuidora dos atributos inerentes a uma capital. E, para tanto, a condição primeira é achar-se o urbanista imbuído de uma certa dignidade e nobreza de intenção, porquanto dessa atitude fundamental decorrem a ordenação e o senso de conveniência e medida capazes de conferir, ao conjunto projetado, o desejável caráter monumental. Monumental, não no sentido de ostentação, mas no sentido da expressão palpável, por assim dizer, consciente, daquilo que vale e significa”. [10] (Nesta citação, sublinhei as palavras que no original estão em itálico.)

Assim surgiu Brasília, a ideia que virou cidade e cuja Alma inspirou e inspira os sentimentos de muitos.

As passagens selecionadas descrevem eventos históricos ligados ao nascimento de uma cidade que encerra em si a esperança de uma Nova Era, e ressaltam a existência de alguns princípios presentes na Ciência Oculta, explicados pela Teosofia. A Lei dos Ciclos e o Princípio da Correspondência e da Analogia possibilitam (pelo menos) a inferência de que Brasília, a exemplo de outras importantes cidades que já existiram, percorreu uma trilha interna ou oculta que obedece aos estágios de “Geração, Degeneração e Regeneração”.

Brasília como ideia, vem de longe. Como cidade, é menina. É poderosa como fator de esperança. O percurso da ideia demonstrado documentalmente, assim como aquele que vem de um passado mais distante, da Roma na sensibilidade da celebrada escritora e do Egito no Insight do Fundador da Capital da Esperança, reforçam a tese expressa por Victor Hugo na seguinte afirmação: “Nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou”.

As ideias e visões místicas sobre Brasília têm uma exatidão relativa cujo nível não podemos avalizar. Elas não devem ser encaradas de modo literal. Estas imagens, mais ou menos folclóricas, possuem uma força espiritual própria. Elas influenciam criativamente a história e o futuro da cidade e do Brasil. 

A arquitetura moderna de Brasília, com aspecto monumental, dialoga com o passado distante de civilizações que já viveram os seus momentos de glória e alavancaram, no âmbito da dinâmica dos ciclos, estágios anteriores da evolução das Almas. Roma, por exemplo, cumpriu o auge do seu ciclo como um fogo alquímico que se alastrou pelo velho mundo; e “Ekhenaton” ou Akhetaton representa uma fagulha com um poder ígneo que atravessa eras.

Segundo a filosofia teosófica, à medida que dirigimos nossa atenção aos elementos de analogia - revelados muitas vezes por acontecimentos históricos -,  percebemos o fio condutor que inspira mentes a iniciarem projetos capazes de construir o destino de povos e de elevar civilizações.

Brasília, nesse contexto, representa um novo começo e um instrumento de renovação para o curso evolutivo da humanidade. A Onda da Vida segue seu curso. A Hera está florescendo. Quem tiver olhos para ver, verá.

Nas palavras de Juscelino Kubitschek:

Lembro-me, agora, do que me disse, um dia, a princesa Marina da Grécia, duquesa de Kent, quando a levei para conhecer Brasília. Ao ver a cidade, que, naquela época - meados de 1958 - era apenas um gigantesco canteiro de obras, comentou, extasiada: ‘O senhor constrói, Presidente, como os faraós do Antigo Egito o faziam’. Sorri, mas corrigi a observação: ‘Quanto à monumentalidade, é possível que sim, Alteza, mas quanto aos objetivos, seguimos caminhos diametralmente opostos. Os faraós construíram para os mortos, e eu construo para as gerações do futuro’.[11]

Finalizo com um trecho do discurso para inauguração de Brasília, pronunciado por JK:

Brasileiros! Daqui, do centro da Pátria, levo o meu pensamento a vossos lares e vos dirijo a minha saudação. Explicai a vossos filhos o que está sendo feito agora. É sobretudo para eles que se ergue esta cidade síntese, prenúncio de uma revolução fecunda em prosperidade. Eles é que nos hão de julgar amanhã.”

Neste dia - 21 de abril - consagrado ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao centésimo trigésimo oitavo ano da Independência e septuagésimo primeiro da República, declaro, sob a proteção de Deus, inaugurada a cidade de Brasília, Capital dos Estados Unidos do Brasil.”[12]

NOTAS:

[1] Clarice Lispector, na crônica “Brasília”, que faz parte do livro de Clarice intitulado “Para Não Esquecer” (Ed. Rocco, 1999).

[2] Inscrição gravada no mural de mármore do Museu erigido em homenagem a Juscelino Kubitschek, na Praça dos Três Poderes em Brasília.

[3] Do livro “A Mudança da Capital”, de Adirson Vasconcelos, primeira edição de 1978, edição do autor, impresso no Centro Gráfico do Senado Federal, composto e revisado em S/A Correio Braziliense, 376 pp., Brasília, DF, ver p. 19.

[4] “A Mudança da Capital”, de Adirson Vasconcelos, pp. 19 e 21.

[5] “A Mudança da Capital”, de Adirson Vasconcelos, p. 28.

[6] Inscrição gravada no mural de mármore do Museu erigido em homenagem a Juscelino Kubitschek, na Praça dos Três Poderes em Brasília. Acrescento que, em 9 de junho de 1823, José Bonifácio de Andrada e Silva apresentou uma Memória à Assembleia Constituinte propondo “que se edifique uma nova capital do Império no interior do Brasil para assento da corte, da assembleia legislativa e dos tribunais superiores, que a Constituição determinar. Esta capital poderá chamar-se Petrópole ou Brasília.” (Ver “A Mudança da Capital”, de Adirson Vasconcelos, p.  33.)

[7] “A Mudança da Capital”, de Adirson Vasconcelos, p. 48.

[8] “O Sonho de Dom Bosco”, citado no livro “De Aknaton a JK - das Pirâmides a Brasília”, de Iara Kern, Coronário Editora Gráfica Ltda., Brasília, 1995, 100 pp., ver pp. 20-21.

[9] Do livro “Meu Caminho para Brasília”, de Juscelino Kubitschek, Ed. Bloch, pp. 111-112.

[10] “Relatório do Plano Piloto de Brasília”, lavra de Lúcio Costa, Arquivo Público do Distrito Federal. Também exposto - com a letra do Arquiteto - no mural onde está situada a Maquete da cidade de Brasília, localizada na Praça dos Três Poderes.

[11] “Meu Caminho para Brasília”, de Juscelino Kubitschek, Ed. Bloch, p. 112.

[12] Trecho do discurso feito por Juscelino Kubitschek na inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960, e exposto na parede do prédio onde funciona atualmente a Presidência da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - NOVACAP.

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Gilmar Gonzaga vive na capital do Brasil e é um associado da Loja Independente de Teosofistas. O artigo “Sobre a Alma de Brasília” foi publicado em nossos websites associados no dia 09 de dezembro de 2018.

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Em 14 de setembro de 2016, um grupo de estudantes decidiu criar a Loja Independente de Teosofistas. Duas das prioridades da LIT são tirar lições práticas do passado e construir um futuro saudável


O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


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5 de dezembro de 2018

A Moderação Protege a Liberdade

É a Força Moral dos Povos
Que Possibilita a Democracia

Carlos Cardoso Aveline

O centro de Paris no início de dezembro de 2018: a “violência popular” é uma
tentação para iludir os ingênuos, e produz apenas mais violência contra o povo



A ideologia materialista promove a futilidade, o consumismo e o narcisismo das elites. Os resultados são a inveja, o desespero e a violência na sociedade como um todo.

De outro lado, a filosofia do respeito pela vida aponta para um futuro saudável. Onde a presença da alma é reconhecida, os desafios podem ser superados. Há uma unidade misteriosa e cíclica entre o melhor do passado e o melhor do futuro, e o sábio chinês Lao-tzu ensinou: 

“Os líderes iluminados dos tempos antigos limitavam o que retiravam dos seus súditos e eram moderados em sua própria vida. Eles sempre avaliavam a produção anual antes de tomar qualquer coisa para si: calculando os estoques das pessoas, eles só cobravam impostos depois de saber se havia lucros ou prejuízos. Assim, eram capazes de compartilhar do que era recebido do céu e da terra, e evitar as aflições da fome e do frio. A compaixão deles pelas pessoas era tamanha que não tomavam comida para si mesmos se havia qualquer fome no país, e não usavam roupas grossas de couro se as pessoas passavam frio. Eles compartilhavam as mesmas dores e prazeres do povo, de modo que em toda a terra não havia pessoas marginalizadas.” [1]

Na sociedade decadente, os “famosos” esbanjam dinheiro e sonegam impostos para admiração dos seus fãs. A mídia, quase sempre a serviço do egoísmo, aplaude e faz propaganda da maldade, em troca de dinheiro sujo.

O desprezo pelos valores morais gera grandes quantidades de rancor, começando no plano subconsciente. E a “violência popular”, que aparece aqui ou ali como tentação para iludir os ingênuos, produz apenas mais violência contra o povo. A confusão nas ruas se volta contra os pagadores de impostos e os trabalhadores honestos.

A ação eficaz para melhorar a sociedade é pacífica e educativa. Atua pela construção independente do que é bom e pela transmissão do exemplo correto.

Os cidadãos equilibrados seguem a voz da sua consciência. Eles ficam de fora do hipnotismo social do materialismo e da irresponsabilidade dos que preferem não pensar. Uma direita corrupta e uma esquerda imoral não podem beneficiar país algum. São ambas sócias entre si, ao enganar o povo. Acabam por destruir a si mesmas.

A sabedoria milenar da China afirma, nas palavras do “Wen-tzu”:

“Se são estabelecidas leis e é criado um sistema de recompensas, e no entanto tal fato não influencia os costumes nem muda a moral, isso significa que está faltando a aceitação do coração sincero. Por isso, escute as músicas do povo e você conhecerá seus hábitos; observe como o povo se diverte e conhecerá os seus costumes. Quando enxergar seus costumes, você conhecerá o seu desenvolvimento.”

O trecho revela que o progresso de um povo pode ser destruído pela música e pela arte. Quando as canções e os artistas atacam ou desprezam os sentimentos de bondade, servem apenas para provocar impulsos animais e para boicotar a voz da consciência espiritual. [2] O cidadão que respeita a vida caminha na direção oposta.

O Wen-tzu prossegue:

“Aqueles que aceitam a realidade e praticam a verdadeira sinceridade movimentam os espíritos do céu e da terra, independentemente de convenções, ordens e proibições. Eles trilham seu caminho e alcançam aquilo a que aspiram graças à sinceridade.” [3]

Algumas das políticas econômicas dominantes no início do século 21 desprezam a vida. A tecnocracia trata as máquinas como deusas e os seres humanos como coisas. A teologia do dinheiro, baseada no dogma do cartão de crédito, marginaliza o povo trabalhador e produz desemprego. A adoração do dinheiro corrompe as elites e humilha a classe média. Assim a arte fica prostituída. O materialismo exacerbado leva ao desespero e ao uso das drogas. Quando o dinheiro é colocado no centro de todas as coisas, o egoísmo e a mentira dominam a atmosfera humana. Este, seguramente, não é o caminho para a paz.

A falsidade deve dar espaço para sentimentos honestos.

O hábito de falar a verdade torna possíveis duas realidades inseparáveis: a justiça social e a ética na política. A ordem produz progresso. As nações merecem ser respeitadas em sua independência. Cada país deve ter a sua autonomia. A motivação altruísta das comunidades vence cedo ou tarde a ignorância espiritual das elites cegas.

Todo líder político que ignora a voz da consciência, que não busca o bem-estar do povo ou que mente à nação não merece ser um líder político. Mas para que o povo seja respeitado, é preciso que ele aja à altura.

O escritor brasileiro Malba Tahan afirmou:

“É um erro julgar-se que a excessiva liberdade é um bem. (…) Não há liberdade senão quando só se faz o que é direito e justo. A liberdade não é apenas um direito; é, também, uma séria responsabilidade. Não consiste a liberdade em fazer o que se quer, mas em fazer o que se deve.”

E Tahan esclarece:

“O direito sem o dever é anarquia; o dever sem o direito é escravidão. O direito e o dever, ligados indissoluvelmente um ao outro, são a liberdade. A liberdade é mais vezes destruída pelos seus excessos do que pelos seus inimigos.” [4]

A moderação protege a liberdade. A força moral de um povo possibilita a democracia. A sabedoria garante a existência da paz, e cedo ou tarde o povo sábio e justo tem o governo que merece. Antes de desejar, portanto, é preciso merecer e esperar o tempo certo do renascimento da harmonia.  

NOTAS:

[1] “Wen-tzu, a Compreensão dos Mistérios”, Ensinamentos de Lao-tzu, tradução do Chinês, Thomas Cleary, tradução do inglês, Carlos Cardoso Aveline, Ed. Teosófica, Brasília, 2002, 198 pp., ver p. 164.

[2] Clique para ler o artigo “O Carma da Mídia, da Arte e da Literatura”.

[3] “Wen-tzu, a Compreensão dos Mistérios”, obra citada, ver p. 47.

[4] “Lendas do Céu e da Terra”, Malba Tahan, Editora Conquista, Rio de Janeiro, 1956, 222 pp., ver pp. 42-43, narrativa “O Rei e os Peixinhos do Lago”.

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O texto acima foi publicado em nossos websites associados dia 04 de dezembro de 2018.

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28 de novembro de 2018

O Globalismo e a Fraternidade

Tentativas de Unificação Política do Mundo
Atrapalham Mais do que Ajudam a Evolução

Carlos Cardoso Aveline

Mahatma Gandhi acreditava em uma civilização comunitária e
diversificada, baseada nos princípios da paz, da ética e da cooperação



Alguns cidadãos de boa vontade podem pensar que a fraternidade universal - o primeiro objetivo do movimento teosófico moderno - possui uma visão “globalista” do mundo.

Cabe portanto examinar uma questão: será que o projeto teosófico propõe de algum modo ou sugere a “unificação” formal do mundo?

A resposta é clara:

“Não. De maneira nenhuma.”

O globalismo propõe uma unificação política e econômica, até mesmo cultural do mundo. A monocultura é uma doença, tanto em ecologia como em sociologia. O jardim do reino humano precisa de diversidade para ser forte e para gerar frutos espirituais.

A teosofia tem um profundo respeito pelas diferenças entre culturas. Ela valoriza as tradições locais. Ela defende o patrimônio espiritual de cada povo e cada etnia. A teosofia não pensa, nem ensina, que a soberania dos estados nacionais deve ser boicotada ou combatida.

A fraternidade universal nada tem a ver com a uniformidade de aspectos externos nos reinos visíveis da vida social. Ao contrário. Uma federação saudável entre as nações irá respeitar a independência de cada uma delas.

Lado a lado com a Ecologia, a teosofia moderna celebra a diversidade da vida e o contraste cultural entre povos pacíficos.

A fraternidade universal depende da comunhão interna e da compreensão mútua. Ela celebra a amizade. Ela ensina que as diferenças levam à criatividade e à transcendência.

Os jesuítas e o Vaticano foram globalistas enquanto puderam. Martinho Lutero criou uma teologia que restaurou o respeito pelas nações e pela diversidade de pensamento.

Napoleão Bonaparte sonhava com um “mundo politicamente unificado”. O resultado foi um desastre. Os fundadores dos Estados Unidos da América do Norte, no século 18, acreditavam na independência dos povos. O resultado foi a vitória e o progresso da alma.

Adolf Hitler e Benito Mussolini, dois criminosos, podem ter-se apresentado como nacionalistas para efeitos de propaganda: na verdade, eram claramente globalistas. Hitler queria o poder mundial. Ele desejava destruir nações e até certo ponto conseguiu fazer isso. O resultado foi um desastre em escala planetária. Por outro lado, Mahatma Gandhi e Winston Churchill, entre muitos outros amigos da humanidade, acreditavam que as nações têm o direito de existir, de ser independentes, e de discordar umas das outras em paz. O resultado foi a preservação da diversidade e do respeito entre os povos.

O primeiro objetivo do movimento teosófico é definido como “formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor”.

A teosofia combate o preconceito contra qualquer nação ou etnia. Ela respeita todas as formas de tradição cultural. Ela ensina a não-agressão, e especialmente entre seres humanos. Ela é contra o aborto, por exemplo. A teosofia se opõe ao antissemitismo. Ela é contrária ao antissionismo e a toda forma de ódio sistemático. Ela estimula um sentimento universal de boa vontade. Ela é uma filosofia de amor pela vida, e de amor pelo universo.

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O texto acima foi publicado dia 28 de novembro de 2018.

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Clique para ler “A Civilização Integradora”.

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21 de novembro de 2018

Como São Ensinados os Mistérios

O Conhecimento Superior Só
Pode Ser Comunicado Gradualmente

Um Mestre de Sabedoria




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Nota Editorial:

O texto a seguir é reproduzido de “Cartas
dos Mahatmas”, Ed. Teosófica, Brasília,
2001. O trecho vai da metade inferior da p. 134,
 no volume I, até a metade superior da p. 136.

Trata-se de uma reprodução parcial de um único 
parágrafo. Para facilitar uma leitura contemplativa,
o texto é  aqui dividido em parágrafos menores.

(Carlos Cardoso Aveline)

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Na Ciência Oculta os segredos não podem ser transmitidos subitamente, mediante uma comunicação escrita, nem mesmo oral. Se fosse assim, tudo o que os “Irmãos” teriam que fazer seria publicar um Manual de Instruções que poderia ser ensinado nas escolas, ao lado da gramática.

É um erro comum das pessoas acreditarem que nós nos envolvemos, e envolvemos os nossos poderes, em mistério por vontade nossa; que desejamos manter nosso conhecimento para nós mesmos, e que por nossa própria vontade nos recusamos a transmiti-lo - “deliberadamente e de modo irresponsável”.

A verdade é que, até que o neófito atinja a condição necessária para aquele grau de Iluminação para o qual ele está qualificado e apto, a maior parte dos segredos, se não todos eles, é incomunicável. A receptividade deve ser tão grande quanto o desejo de instruir. A iluminação deve vir de dentro. Até lá, nenhum truque de encantamento ou jogo de aparências, nem palestras ou discussões metafísicas, e tampouco penitências autoimpostas, podem dar essa iluminação. Todos estes são apenas meios para um fim, e a única coisa que podemos fazer é dirigir o uso destes meios, que, como foi comprovado pela experiência das idades, levam ao objetivo buscado.

E há milhares de anos que isto não é segredo. Jejum, meditação, castidade em pensamento, palavra e ação; silêncio durante certos períodos de tempo para permitir que a própria natureza fale a quem se aproxime dela em busca de informação; domínio das paixões e impulsos animais; completa ausência de egoísmo nas intenções, e o uso de certo incenso e certas fumigações com objetivos fisiológicos, têm sido apontados como instrumentos desde a época de Platão e Jâmblico, no Ocidente, e desde os tempos ainda mais remotos de nossos Rishis hindus. A maneira como tudo isso deve ser posto em prática de modo que seja adequado para cada temperamento, é, naturalmente, tema de experimentação da própria pessoa e da cuidadosa observação de seu tutor ou guru. Isso é de fato uma parte do seu aprendizado, e seu guru ou iniciador só pode ajudá-lo com a sua experiência e força de vontade, mas não pode fazer nada mais que isso, até a última e suprema iniciação.

Penso também que poucos candidatos imaginam o grau não só de desconforto, mas de sofrimento e sacrifício, a que o mencionado iniciador se submete pelo bem do seu discípulo. As condições específicas, físicas, morais e intelectuais, de neófitos e Adeptos são muito diferentes, como qualquer pessoa pode compreender facilmente. Assim, em cada caso, o instrutor tem que adaptar as suas condições às do discípulo, e a tensão é terrível, pois para conseguir êxito temos que nos colocar em plena sintonia com o indivíduo em treinamento.

E quanto maiores os poderes do Adepto, menos ele está em simpatia com a natureza do profano, que, com frequência, vem até ele saturado com as emanações do mundo exterior, aquelas emanações animais da multidão egoísta e brutal que tanto tememos; quanto mais afastado o instrutor se encontra desse mundo e quanto mais puro se tenha tornado, tanto mais difícil é a tarefa a que se impõe.

Além disso, o conhecimento só pode ser comunicado gradualmente; e alguns dos segredos mais elevados, se fossem expressados, mesmo a seus ouvidos bem preparados, poderiam soar a você como um palavrório insano, apesar de toda a sinceridade de sua atual convicção de que “a confiança absoluta desafia a incompreensão”. Esta é a causa verdadeira da nossa reserva. É por isso que as pessoas se queixam tão frequentemente, com uma demonstração plausível de razão, de que nenhum conhecimento novo lhes é comunicado, apesar de terem estado se esforçando por ele, dois, três ou mais anos.

Aqueles que realmente desejam aprender devem abandonar tudo e vir até nós, em vez de pedir ou esperar que nós avancemos até eles. Mas como isso pode ser feito em seu mundo e sua atmosfera? “Despertei triste na manhã do dia 18.” De fato? Bem, bem, paciência, meu bom irmão, paciência. Algo ocorreu, ainda que você não tenha preservado a consciência do acontecimento, mas deixemos isto de lado. O que mais posso fazer? Como posso expressar ideias para as quais até agora você não conhece palavras?

As mentes mais refinadas e sensíveis, como a sua, recebem mais que as outras, e mesmo quando estas últimas recebem uma pequena dose extra, esta se perde pela falta de palavras e imagens que fixem as ideias flutuantes. Talvez, e indubitavelmente, você não saiba a que me refiro agora, mas saberá um dia - paciência. Dar a um homem mais conhecimento do que ele está capacitado para receber é uma experiência perigosa, e, além disso, há outras considerações que me limitam. [1]

A comunicação súbita de fatos que transcendem tanto o comum é em muitos casos fatal, não só para o neófito, mas também para os que o rodeiam. É como entregar uma máquina infernal ou um revólver carregado e engatilhado nas mãos de um homem que nunca viu uma coisa destas. Nosso caso é exatamente análogo. Nós sentimos que o tempo se aproxima e que somos obrigados a escolher entre o triunfo da verdade ou o Reino do Erro - e do Terror.

NOTA:

[1] Pouco mais adiante  o Mestre afirma - “Resumindo: o mau uso do conhecimento pelo discípulo sempre reage sobre o iniciador, e nem creio que você saiba que, ao compartir os seus segredos com alguém, o Adepto, devido a uma Lei imutável, retarda o seu progresso para o Repouso Eterno.” (“Cartas dos Mahatmas”, volume I, p. 136.) E na p. 137: “Se pelo menos tudo isso fosse mais conhecido pelos candidatos à iniciação, tenho certeza de que eles se sentiriam mais agradecidos e pacientes e menos inclinados a irritarem-se com o que veem como reticências e vacilações da nossa parte.”  (CCA)

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O texto acima foi publicado em nossos websites associados dia 21 de novembro de 2018.

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