14 de agosto de 2026

O Teosofista - Agosto de 2026

 



Na página um da edição de agosto temos Ampliando o Horizonte: Um Estudo Sobre o Espaço e o Tempo da Bem-Aventurança.  

 

Na página três o leitor encontra A Matemática do Tempo Eterno: Dois Astrônomos Antediluvianos. São páginas decisivas da Doutrina Secreta, escritas por Helena P. Blavatsky.

 

A página sete apresenta Efeitos do Estudo da Doutrina Secreta.

 

Outros temas deste mês:

 

* Enfoques Iniciáticos da Teosofia Clássica – o Fio do Esplendor Sagrado. Texto de Helena P. Blavatsky.

 

* Palestras Sobre Hidrosofia – 04 – Os Mutirões das Águas, de Maurício Andrés Ribeiro.   

 

* A Teosofia Direta no WhatsApp.  

 

* Ideias ao Longo do Caminho – Cinco Vídeos Sobre a Experiência Direta da Teosofia Clássica.

 

 

Ler em PDF
 O Teosofista, Agosto de 2026

 

 

A edição acima foi publicada no dia 14 de agosto de 2026.

 

 

A coleção completa de “O Teosofista” está disponível nos websites associados.

 

 

Vídeos curtos e claros sobre Teosofia no YouTube:

 

* Canal Loja Independente de Teosofistas.

 

* Canal Filosofia Esotérica.

 

 

Antes de desejar, faça por merecer, Helena Blavatsky.

 

Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 

 

11 de agosto de 2026

Falar Sobre Teosofia Choca as Pessoas?

  Você Tem Direito de Partilhar a
Jornada  Espiritual com os  Amigos
 
Carlos Cardoso Aveline





Um amigo da Loja Independente faz a seguinte consulta:

 

“De que forma posso saber se estou divulgando a Teosofia de forma correta, sem invadir o espaço de meus amigos de caminhada?”

 

Quem se identifica com a teosofia dificilmente terá prazer em atropelar a vida dos outros. Não se sente atraído pela perspectiva de despejar um discurso a respeito de carma ou reencarnação em cima de pessoas que preferem pensar em como obter um aumento de salário, como comprar pneus novos para o seu carro, obter emprego para o filho, ou gastar dinheiro no shopping.

 

Falar de filosofia é emitir um mantra. Muitos emitem os mantras da política, ou os mantras do amor às viagens, do amor às comidas ou aos livros. O mantra de proteção do meio ambiente já esteve na moda.

 

Num mundo em que cada cidadão é interrompido o tempo todo por propaganda, vendedores, anunciantes e campanhas políticas e ideológicas disfarçadas de noticiários, que direito tem um teosofista de falar de teosofia a seus amigos e conhecidos?

 

Quando o estudante de filosofia pergunta a alguém se tem ganhado muito dinheiro ultimamente, a pergunta talvez pareça normal. Mas quando pergunta a alguém “como vai sua alma?”, pode parecer estranho ou até inaceitável. E no entanto, estranho mesmo é que tão pouca gente pense em sua alma espiritual nos tempos modernos.

 

– Como vai? Diga-me, você tem tido um bom contato com seu próprio eu superior ultimamente?

 

– Vou bem, obrigado. E você, de que planeta é? Desceu da nave agora mesmo?

 

– Adivinhou. Está estacionada ali do outro lado da rua, é aquela verde, com antenas azuis. E aqui neste planeta as pessoas não têm alma?

 

– Aqui esta conversa de alma é coisa da Idade Média. O que conta agora é o saldo bancário, o jeito mais esperto de enriquecer materialmente, e o conhecimento que se tenha da vida dos famosos.

 

– Até logo.

 

O teosofista tem direito de partilhar a caminhada espiritual com seus amigos. Ao fazer isso, pelo menos ele fica sabendo se são amigos de fato. Quando alguém se sente invadido ao ouvir falar da Arte de Viver, é porque vive em outro planeta.

 

Indo além da casca externa de qualquer cidadão de hoje, não é difícil encontrar sofrimento. E até desespero inconfessado. Mas a dor tem causas, que a filosofia clássica revela e permite eliminar. A mesma pessoa que considera extraterrestre uma conversa sobre teosofia está sendo invadida o tempo todo pelo materialismo que a rodeia.

 

Entre os direitos do peregrino está o de expressar aos outros o que vai pela sua alma. Que gostem ou não gostem não é um problema dele. Ser sincero e transparente, fazer sua declaração de princípios com tranquilidade, sem que por isso perca o emprego ou seja considerado “excessivamente doido”, talvez esteja ao seu alcance.

 

Há no mundo atual coisas mais estranhas do que estudar teosofia clássica. Passado o primeiro choque, é possível sobreviver ao diálogo direto com alguém que acredita na lei do carma, que pratica a sinceridade, pensa bem do futuro da humanidade e afirma que aquilo que se planta, cedo ou tarde se colhe.

 

– E como divulgar a teosofia?

 

– Segundo a sabedoria popular, é fazendo que se aprende. As derrotas são parte do aprendizado, tanto quanto as vitórias.

 

 

O artigo “Falar Sobre Teosofia Choca as Pessoas?” está disponível nos websites da Loja Independente de Teosofistas desde o dia 11 de agosto de 2026. Uma versão inicial dele foi publicada, sem indicação do nome do autor, na edição de maio de 2023, pp. 1-3.

 

 

Leia mais:

 

* Sete Notas Sobre a Transmissão do Saber.

 

* Descoberta a Cura para a Inveja.

 

* Efeitos do Estudo da Doutrina Secreta.

 

* A Verdade Assusta Quem se Apega a Ilusões.

 

 

 

Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 

 

28 de julho de 2026

Ideias ao Longo do Caminho - 74

 Ser Sincero é Indispensável, e os
Mentirosos Não Perdem por Esperar
 
Carlos Cardoso Aveline

Escultura de Santo Antônio na Fachada da Igreja dos Congregados, no Porto, em Portugal

 

 

* Seguir nossa própria consciência é uma fonte de bênçãos.

 

* É melhor errar e aprender com os erros cometidos do que avançar conforme decisões alheias que não podemos avaliar. Cabe ouvir os outros, é importante levar em conta diferentes pontos de vista, mas é também fundamental tomar uma decisão própria, e firme.

 

* No caminho espiritual, tudo depende da ligação entre o eu inferior e o eu superior ou alma espiritual. O estudante de filosofia deve tratar de perceber a relação viva entre o mundo terrestre e o mundo mais elevado. Surgem então perguntas práticas. Que atitude diante da vida permite escutar a voz do silêncio? Como a paz interior abre o caminho para que se perceba a essência da alma? Que tipo de sacrifício ou disciplina faz com que se fortaleça a consciência mais elevada?

 

* Conhecer a si mesmo significa conhecer essencialmente o sistema solar, e vice-versa.

 

* O fato de que Francisco de Assis chamava de irmãos o Sol e a Lua está ligado a um princípio básico da filosofia esotérica. Compreendendo a nossa unidade essencial com o Cosmos, ampliamos o contato com nós mesmos. Reconhecendo que somos irmãos menores dos corpos celestes, vivenciamos a identidade entre nós e a nossa alma espiritual ou eu superior. A substância da alma espiritual é cósmica. Está em perfeita unidade e harmonia com a lei que preside as galáxias e os seus habitantes. [1]

 

* Santo Antônio de Lisboa destaca uma regra básica do discipulado, ensinada em Mateus, 5, 23-24. Diz a regra: “Se estás para fazer a tua oferta diante do altar e te lembras aí que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai reconciliar-te primeiro com o teu irmão, e depois vem fazer a tua oferta”.[2] O Altar é a fonte de ensinamento. Em outras palavras, só pode manter-se na presença do Mestre, ou da Fonte interna da Sabedoria, aquele que está essencialmente em paz com todos os seres.

 

Os Mentirosos Não Perdem por Esperar

* Assim como a vida espiritual e a vida física, o universo inteiro é eletromagnético. Tudo necessita de dois polos opostos para manifestar-se, o negativo e o positivo. Em consequência disso, os mentirosos têm uma certa utilidade no aprendizado dos seres sinceros que trilham o caminho da verdade. A falsidade faz com que a verdade renasça com mais força. A ignorância e o egoísmo destroem a si mesmos, abrindo caminho para a sabedoria altruísta.

 

* Os falsários da espiritualidade, com sua pose de santos, dão as lições necessárias para que no futuro os honestos já não se deixem enganar.

               

* Em uma comunidade qualquer, a melhor maneira de derrotar os hipócritas é cada um eliminar as ilusões em si mesmo.

 

* O modo eficiente de promover a honestidade é ser sempre mais sincero consigo próprio e com os outros. O aprendizado é difícil porque a hipocrisia não se apresenta pelo seu verdadeiro nome. Ela se apresenta como “inteligência”, como “bom senso”, “realismo” e “esperteza”, embora seja apenas fracasso moral e intelectual.

 

* A insinceridade pode iludir grande número de pessoas durante algum tempo. O mentiroso é alguém que perdeu o respeito por si mesmo. Muitas vezes nem sabe o que ele próprio pensa ou fala.

 

* Quem gosta de mentir é antes de tudo um tolo, e se comporta como um bêbado que não precisa sequer beber para falar coisas pelas quais não é capaz de assumir responsabilidade.

 

* Os mestres de sabedoria ensinam que cada gesto de mentira e cada falsidade, assim como toda palavra sincera e atitude honesta, são sementes que germinarão e darão frutos, e os seus frutos voltarão com juros e correção monetária para quem os plantou.  

 

NOTAS:

 

[1] Leia também o artigo “Francisco, o Santo Panteísta”.

 

[2] Veja “Obras Completas”, Santo António de Lisboa, dois volumes, Lello & Irmão Editores, Portugal, edição em latim e português, 1987; vol. I, p. 692.

 

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O artigo “Ideias ao Longo do Caminho – 74” está disponível nos websites da Loja Independente de Teosofistas desde 28 de julho 2026. Uma versão inicial e anônima dele pode ser vista na edição de setembro de 2021 de “O Teosofista”, pp. 15-16.    

 

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Embora o título “Ideias ao Longo do Caminho” corresponda ao título em língua inglesa “Thoughts Along the Road”, não há uma identidade exata entre os conteúdos das duas coletâneas de pensamentos do autor.

 

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Veja vídeos curtos e claros de teosofia no YouTube:

 

* Canal Filosofia Esotérica.

 

* Canal Loja Independente de Teosofistas.

 

Leia mais:

 

* A Regra da Sinceridade.

 

* Sentenças dos Padres do Egito.

 

* Opinião, Conhecimento e Sabedoria.

 

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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 

 

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