6 de dezembro de 2021

Como Meditar nos Mestres

 Quinze Princípios
Básicos da Caminhada Teosófica
 
Carlos Cardoso Aveline

 
 
 
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O conceito de mestres de sabedoria merece um estudo constante
em teosofia, porque não se trata de um tema fácil de compreender. A
expressão refere-se aos sábios imortais, isto é, aos seres que foram além
do estágio humano atual porém ainda ajudam silenciosamente a nossa
humanidade, movidos por um sentimento de compaixão e solidariedade. [1]
 
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1. Olhando as Coisas Pela Primeira Vez
 
Tudo depende do começo correto”, escreve Robert Crosbie. “Se isso é obtido e preservado, então tudo o que cada um faz leva-o, e leva outros, na direção correta.”
 
É preciso começar de zero todos os dias, olhando as coisas como se fosse pela primeira vez. Em relação ao esforço teosófico, Crosbie afirma:
 
 
 
NOTA:
 
[1] A este respeito, veja o texto “As Cartas dos Mahatmas” - que reproduz o prefácio da edição brasileira em dois volumes das Cartas - e também “Como Encontrar o Mestre”.
 
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O texto “Como Meditar nos Mestres” foi publicado como item independente nos websites associados, em sua versão final, no dia 6 de dezembro de 2021.
 
A primeira versão do artigo foi partilhada em 2019 no âmbito do Círculo de Pesquisa e Estudo sobre Discipulado, CPED, que faz parte da Loja Independente de Teosofistas.  O estudo também faz parte, como texto anônimo, da edição de maio de 2020 de “O Teosofista”, páginas 4 a 14.
 
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Leia mais:  
 
* O Mistério de Alessandro Cagliostro.
 
* Veja a seção temática Mahatmas, Discípulos e a Busca do Discipulado.
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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2 de dezembro de 2021

O Conde de Saint-Germain

 Um Discípulo de Sábios da Índia e do Egito,
Proficiente na Sabedoria Secreta do Oriente
 
Helena P. Blavatsky

Saint-Germain, de um retrato gravado em cobre por N. Thomas, Paris, 1783,
a partir de uma pintura a óleo atribuída ao Conde Pietro dei Rotary (1707-1762).
 


Nota Editorial de 2021
 
O artigo a seguir foi publicado pela primeira vez em “The Theosophist”, Índia, em maio de 1881, e está incluído nos “Collected Writings” de H.P. Blavatsky, TPH, EUA, volume III, pp. 125-129. É dos “Collected Writings” que o traduzimos.
 
Cabe alertar o leitor sobre uma falsa ideia espalhada por Annie Besant e seus seguidores. De acordo com uma ilusão que circula amplamente, o autêntico Iniciado do século 18 conhecido como Saint-Germain - um verdadeiro sábio - seria o mesmo personagem imaginário da Nova Era que muitos chamam de “Mestre Saint-Germain” ou “Mestre Rakoczy”.
 
Boris de Zirkoff, o sóbrio editor dos Escritos Reunidos (Collected Writings) de H. P. Blavatsky, escreveu estas palavras:  
 
“… É altamente desaconselhável e historicamente injustificável falar do ocultista de Saint-Germain como sendo ‘o Mestre Príncipe Rákóczy’, algo que tem sido repetidamente feito por vários estudantes de teosofia e grupos de estudantes dentro e fora do movimento teosófico organizado, chegando-se até ao ponto de fazer listas das suas encarnações anteriores. Nenhuma relação entre a Casa de Rákóczy e o Conde de Saint-Germain pode ser estabelecida por qualquer dado histórico ou evidência documental disponível, embora esta ideia possa ser atrativa para alguns estudantes e possa servir como um pano de fundo útil para as suas especulações.” [1]
 
Não por acaso Blavatsky abordou - nas páginas finais de “A Chave da Teosofia” - o tema do abuso dos nomes sagrados. A onda de falsos contatos com Saint-Germain e outros “mestres” - iniciada por Annie Besant no começo do século 20 - espalhou-se pelo mundo. Em Portugal, também, a mania inspirou clarividências imaginárias. O CLUC, ou Centro Lusitano de Unificação Cultural, por exemplo, publicou numerosas obras “ditadas” por supostos mestres de sabedoria. Vários destes livros de falsos mestres contêm prefácios infantilmente atribuídos a “Saint-Germain” ou “príncipe Rakoczy”, cheios de elogios aos livros do próprio CLUC. Faltou, infelizmente, um sentimento de respeito pelos verdadeiros Mestres de Sabedoria. [2]
 
Nas Cartas dos Mahatmas há algumas passagens interessantes sobre o Saint-Germain que realmente existiu. Em uma delas, um Mestre descreve o contexto da cultura ocidental em que as doutrinas Orientais foram precariamente ensinadas sob uma roupagem cristã - para reduzir o perigo de perseguição autoritária.
 
O instrutor diz que depois de um fracasso geral destas tentativas, Saint-Germain fez a sua última saída, indo para o LAR. A frase parece sugerir que o LAR fica situado no Oriente:
 
“…O pouco que me é permitido explicar pode, espero, resultar mais abrangente que a Haute Magie de Eliphas Levi. Não é de estranhar que você o considere nebuloso, pois nunca foi destinado ao leitor não-iniciado. Eliphas estudou os manuscritos Rosacruzes (agora reduzidos a três exemplares na Europa). Estes expõem nossas doutrinas orientais com base nos ensinamentos de Rosencreuz, que, após o seu regresso da Ásia, as revestiu com uma roupagem semicristã, com a intenção de proteger os seus discípulos da vingança clerical. Deve-se ter a chave para elas, e esta chave é em si mesma uma ciência. Rosencreuz ensinou verbalmente. Saint Germain registrou as boas doutrinas em linguagem cifrada, e o seu único manuscrito cifrado permaneceu em poder de seu fiel amigo e protetor, o benévolo príncipe alemão de cuja casa e em cuja presença ele fez a sua última saída - para o LAR. Fracasso, total fracasso!”  [3]
 
Portanto, especulações e afirmações envolvendo qualquer “Mestre Saint-Germain” e os ritualismos relacionados com esta figura imaginária - seja em âmbitos maçônicos ou não - são, na melhor das hipóteses, fantasias sem qualquer base na realidade. 
 
Tudo o que existe em termos de informação confiável é a palavra do Mestre no sentido de que Saint-Germain - um Iniciado mas não um Mahatma - deixou a Europa em sua “última saída”, depois de fazer uma tentativa de ajudar a humanidade que terminou em “total fracasso”.
 
Um dos efeitos sociais visíveis desta derrota interna dos Mestres e Iniciados foi o aspecto sangrento e a violenta criminalidade em massa da Revolução Francesa, que Cagliostro, Saint-Germain e muitos outros homens de boa vontade tentaram evitar ensinando a sabedoria universal e a sabedoria eterna.
 
O artigo de Helena Blavatsky sobre Saint-Germain mostra que uma nuvem de fantasias rodeia muitos daqueles grandes sábios cuja missão tem sido trabalhar pacientemente pelo bem da humanidade. Estas ilusões, feitas de sonhos vagos, são criadas de um lado pelos adversários da filosofia esotérica, e de outro lado pela atitude supersticiosa e crédula de alguns dos seus devotos mais infantis.
 
(Carlos Cardoso Aveline)
 
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O Conde de Saint-Germain
 
Helena P. Blavatsky
 
Com longos intervalos, surgem de vez em quando na Europa certos homens cuja rara capacidade intelectual, cujas palavras brilhantes e modo de vida misterioso surpreendem e deslumbram a opinião pública. O artigo agora copiado de All the Year Round [4] refere-se a um desses homens - o Conde de Saint-Germain.
 
Na curiosa obra de Hargrave Jennings, The Rosicrucians, é descrito outro, um certo Signor Gualdi, que já foi grande objeto de curiosidade em Veneza. Um terceiro personagem foi historicamente conhecido como Alessandro di Cagliostro, cujo nome se tornou sinônimo de infâmia devido uma biografia católica falsificada. Não se pretende agora comparar esses três indivíduos uns com os outros, nem com o comum dos mortais. Copiamos o artigo da nossa [publicação] contemporânea de Londres para alcançar outro objetivo. Queremos mostrar como o caráter vil e pessoal se revela sem a menor provocação, a menos que o fato de alguém ser mais inteligente e mais versado nos segredos da lei natural possa ser interpretado como uma provocação suficiente para pôr em movimento a língua do fofoqueiro e a caneta do caluniador. Que o leitor observe atentamente as linhas a seguir:
 
“Este famoso aventureiro”, diz o redator em All the Year Round, referindo-se ao Conde de Saint-Germain, “supostamente era húngaro de nascimento, mas a primeira parte de sua vida foi por ele mesmo cuidadosamente envolvida em mistério”.
 
“Sua pessoa e o seu título estimulavam a curiosidade. Sua idade era desconhecida e sua linhagem igualmente obscura. Temos o primeiro vislumbre dele em Paris, cerca de cento e vinte e cinco anos atrás, dominando a corte e a cidade com sua fama. Paris maravilhada viu um homem aparentemente de meia-idade, que vivia em um estilo magnífico, que ia a jantares em que não comia nada mas falava incessantemente e com excessivo brilho sobre todos os assuntos imagináveis. Seu tom era, talvez, excessivamente incisivo - o tom de um homem que sabe perfeitamente do que está falando. Erudito, falando admiravelmente todas as línguas civilizadas, um grande músico, um excelente químico, ele cumpria o papel de um prodígio e o desempenhava com perfeição. Dono de uma autoconfiança extraordinária ou de um atrevimento sem igual, ele não apenas estabelecia a verdade em relação ao presente, mas falava sem hesitar de acontecimentos de duzentos anos atrás.”
 
“Suas narrativas de fatos ocorridos há muito tempo eram feitas com uma minúcia extraordinária. Ele falava de cenas na Corte de Francisco I como se as tivesse visto, descrevendo exatamente a aparência do rei, imitando sua voz, suas maneiras e sua linguagem - e apresentando toda a atitude de uma testemunha ocular. No mesmo estilo, ele instruía seu público com histórias agradáveis de Luís XIV, e presenteava seus ouvintes com descrições vívidas de lugares e pessoas. Sem dizer ostensivamente que havia estado de fato presente quando os acontecimentos se desenrolaram, ele conseguia, graças a seu grande poder de descrição, transmitir essa ideia. Se a sua intenção fosse causar impacto, o êxito era completo.”
 
“Histórias fantásticas circulavam sobre ele. Ele teria trezentos anos de idade, e teria prolongado sua vida com a ajuda de um elixir famoso. Paris ficou doida por causa dele. Ele ouvia perguntas constantes sobre o segredo da sua longevidade e era maravilhosamente hábil em suas respostas, negando todo poder de tornar os velhos novamente jovens, mas calmamente afirmando sua posse do segredo de deter a decadência na estrutura humana. A dieta, dizia ele, era, junto com seu elixir maravilhoso, o verdadeiro segredo da vida longa; e ele se recusava a comer qualquer alimento que não fosse especialmente preparado para ele - aveia, sêmola e carne branca de galinha. Nas grandes ocasiões bebia um pouco de vinho; sentava-se de modo que qualquer um pudesse ouvi-lo, mas tomava precauções extraordinárias contra o frio. Às mulheres, ele dava cosméticos misteriosos para preservar sua beleza intacta; aos homens, falava abertamente de seu método de transmutar metais e de um certo processo para fundir uma dúzia de pequenos diamantes formando uma só grande pedra. Essas afirmativas espetaculares eram apoiadas pela posse de uma riqueza aparentemente ilimitada, e de uma coleção de joias de raro tamanho e rara beleza ……”.
 
“De vez em quando este estranho ser aparecia em várias capitais europeias, sob diversos nomes - entre eles o de Marquês de Montferrat; o de Conde Bellamare, em Veneza; o de Cavaleiro Schoening, em Pisa; de Cavaleiro Weldon, em Milão; Conde Saltikoff, em Gênova; Conde Tzarogy, em Schwabach; e, finalmente, como Conde de Saint-Germain, em Paris; mas, depois de seu desastre em Haia, não parece mais tão rico como antes, e às vezes parece estar em busca de fortuna.”
 
“Em Tournay, ele é ‘entrevistado’ pelo renomado Cavaleiro de Seingalt, que o encontra vestindo uma túnica armênia e com um chapéu pontudo, com uma longa barba que desce até a cintura e uma varinha de marfim na mão - a completa aparência de um necromante. Saint-Germain está cercado por um grande número de garrafas e se dedica ao desenvolvimento da fabricação de chapéus com base em princípios químicos. Estando Seingalt indisposto, o conde se oferece para tratá-lo gratuitamente e dar-lhe uma dose de um elixir que parece ser éter; mas o outro recusa com um discurso muito polido. É o encontro de dois adivinhos. Não podendo atuar como médico, Saint-Germain decide demonstrar seu poder como alquimista; pega uma moeda de doze soldos do outro adivinho, coloca-a no carvão em brasa e trabalha com o tubo soldador. A moeda é fundida e colocada para esfriar. ‘Agora’, diz Saint-Germain, ‘pegue seu dinheiro de novo.’ - ‘Mas é ouro.’ - ‘Do mais puro.’  O segundo adivinho não acredita na transmutação e vê toda a operação como um truque, mas embolsa a moeda mesmo assim, e finalmente a presenteia ao célebre marechal Keith, então governador de Neuchâtel”.
 
“Em outras ocasiões, em busca de técnicas de tingimento e esquemas de fabricação, Saint-Germain apareceu em São Petersburgo, Dresden e Milão. Em certa oportunidade ele teve problemas e foi preso em uma pequena cidade de Piemonte devido ao protesto de uma letra de câmbio; mas ele apresentou cem mil coroas em joias, pagou na hora, intimidou o governador da cidade sugerindo que era um batedor de carteira, e foi solto com os mais respeitosos pedidos de desculpas.”
 
“Há muito pouca dúvida de que em um dos seus períodos de residência na Rússia ele desempenhou um papel importante na revolução que colocou Catarina II no trono. Em apoio a esta opinião, o Barão Gleichen cita a atenção extraordinária concedida a Saint-Germain em Livorno em 1770 por parte do Conde Alexis Orloff, e uma observação feita pelo Príncipe Gregory Orloff ao governador militar de Anspach [5] durante sua estada em Nuremberg.”
 
“Afinal, quem era ele? - filho de um rei português ou de um judeu português? Ou será que ele em sua velhice disse a verdade a seu protetor e admirador entusiasmado, o príncipe Charles de Hesse-Cassel? Segundo a história contada a seu último amigo, ele era filho de um Príncipe Rakoczy, da Transilvânia, e sua primeira esposa uma certa Tékély. Ele foi colocado, quando criança, sob a proteção do último dos Médici. Quando cresceu e soube que seus dois irmãos, filhos da princesa Hesse-Rheinfels, ou Rothenburg, haviam recebido os nomes de Saint-Charles e Saint-Elizabeth, ele decidiu adotar o nome de seu irmão sagrado, Sanctus Germanus. Qual foi a verdade? Uma coisa é certa: ele foi um protegido do último Médici. O príncipe Charles, que parece ter lamentado muito sinceramente sua morte, ocorrida em 1783, nos conta que ele adoeceu enquanto fazia suas experiências com cores em Eckernförde, e morreu pouco depois, apesar dos inúmeros medicamentos preparados pelo seu próprio boticário particular. Frederico, o Grande, que, apesar do seu ceticismo, tinha um estranho interesse pelos astrólogos, disse sobre ele: ‘Este é um homem que não morre’. Mirabeau acrescenta, epigramaticamente, ‘Ele sempre foi um sujeito descuidado e, no final, ao contrário dos seus predecessores, esqueceu de não morrer’.” [6]
 
E agora nós perguntamos, que sombra de prova é oferecida aqui, seja de que Saint-Germain era um “aventureiro”, seja de que pretendia “fazer o papel de um prodígio” ou buscava ganhar dinheiro à custa dos ingênuos?
 
Não há um único sinal de que ele fosse diferente do que parecia, ou seja, um cavalheiro de talentos e educação magníficos, e possuidor de amplos meios para sustentar honestamente sua posição na sociedade. Saint-Germain alegou saber como fundir pequenos diamantes em grandes e transmutar metais, e apoiou suas afirmações “pela posse de uma riqueza aparentemente ilimitada e uma coleção de joias de raro tamanho e rara beleza”. Os “aventureiros” são assim? Os charlatães gozam da confiança e da admiração dos mais inteligentes estadistas e nobres da Europa durante longos anos, e nem mesmo quando morrem demonstram de algum modo que não a mereciam?
 
Alguns enciclopedistas (ver New Amer. Cyclop., Vol. XIV, p. 267) dizem: - “Se supõe que ele trabalhou durante a maior parte de sua vida como espião nas cortes em que residia!” Mas em que evidências está baseada essa suposição? Alguém encontrou uma prova em qualquer um dos papéis estatais dos arquivos secretos de alguma destas cortes? Nenhuma palavra existe, nenhuma fração ou fragmento de fato real sobre o qual construir essa calúnia indigna foi jamais encontrada. É simplesmente uma mentira maldosa. O tratamento que a memória desse grande homem, esse discípulo dos hierofantes da Índia e do Egito, esse proficiente na sabedoria secreta do Oriente, tem recebido dos autores ocidentais é um estigma na natureza humana. E é desta maneira que o mundo estúpido tem reagido em relação a todas as outras pessoas que, como Saint-Germain, visitam o mundo após um longo período de reclusão dedicado ao estudo, trazendo sua sabedoria esotérica acumulada com a esperança de melhorar o mundo e de torná-lo mais sábio e mais feliz.
 
Um outro aspecto deve ser destacado. A narrativa reproduzida acima não dá detalhes sobre as últimas horas do Conde, ou do seu funeral. Não será absurdo pensar que, caso tivesse morrido realmente na ocasião e no lugar mencionados, ele tivesse sido colocado na terra sem a supervisão das autoridades e sem o registro policial que era feito sempre que ocorria o funeral de um homem de tamanha posição social e notoriedade? Onde estão estes dados? Ele desapareceu da vista do público mais de um século atrás, e no entanto nenhum documento histórico os contém. Um homem que vivia de tal maneira imerso no brilho da publicidade não poderia ter desaparecido sem deixar qualquer vestígio, se ele morreu naquele momento e lugar. Esta impossibilidade é confirmada além disso pelo fato alegadamente objetivo de que ele estava vivendo vários anos depois de 1784.
 
Afirma-se que ele teve uma conversa privada da maior importância com a Imperatriz da Rússia em 1785 ou 1786, e que apareceu à princesa de Lamballe quando ela estava diante do tribunal [7], momentos antes que fosse atingida por uma bala e que um açougueiro cortasse a sua cabeça; e que apareceu para Jeanne du Barry, a amante de Luís XV, enquanto ela esperava, no cadafalso, em Paris, pelo golpe da guilhotina, nos dias do Terror, em 1793. Uma respeitável integrante da nossa Sociedade, que mora na Rússia, possui alguns documentos altamente importantes sobre o conde de Saint-Germain. Esperamos que, para o resgate da memória de um dos maiores personagens dos tempos modernos, os indispensáveis elos que há muito estão faltando na corrente desta história incompleta possam ser dados ao mundo em breve através destas colunas. [8]
 
NOTAS:
 
[1] Da nota Biobibliográfica de Boris de Zirkoff sobre o conde de Saint-Germain, incluída em “Collected Writings” de H.P. Blavatsky, TPH, EUA, Volume III, ver pp. 525-526. (CCA)
 
[2] Alguns exemplos: * “As Novas Escrituras - Volume II, Mensagens dos Avatares Invisíveis”, primeira edição, 1991, terceira edição, 1993. Tem extensa introdução do imaginário “Mestre Saint-Germain”. Inclui um prefácio banal e patético, atribuído a Maria, mãe de Jesus. ----- * “As Novas Escrituras - Volume III, O Tempo das Multidões”, 208 pp., primeira edição, 1992. Conta com uma introdução atribuída ao suposto Mestre Saint-Germain. ----- * “As Novas Escrituras - Volume IV, Ensinamentos de Maitreya”, segunda edição, ano 2000, com introdução do falso Saint-Germain. (CCA)
 
[3] Carta 20, pp. 131-132 do volume I de “Cartas dos Mahatmas”, Ed. Teosófica, Brasília. Na Carta 136, página 313 do volume II de “Cartas dos Mahatmas”, o Mestre diz que as perseguições do século 19 contra H.P. Blavatsky são “a mesma história do ‘Conde de Saint Germain’ e de Cagliostro, de novo”. (CCA)
 
[4] Vol. XIV, 5 de junho de 1875, pp. 228-234, New Series. Esta publicação periódica era dirigida por Charles Dickens e foi distribuída em Londres por Chapman Hall desde 1859 até 1895. (Nota de Boris de Zirkoff, editor dos Collected Writings de HPB)
 
[5] Anspach: antigo nome da cidade de Ansbach, da Bavária, na Alemanha. (CCA)
 
[6] Este artigo termina com as seguintes palavras: “O que foi este homem? Um príncipe excêntrico ou um canalha bem-sucedido? Um devoto da ciência, um mero conspirador, ou uma estranha mistura das duas coisas? - um problema até para ele mesmo.” (Nota de Boris de Zirkoff)
 
[7] Durante a revolução francesa. (CCA)
 
[8] “Através destas colunas” - uma referência às páginas de “The Theosophist”, em que este artigo foi publicado pela primeira vez. Neste ponto, Boris de Zirkoff acrescenta em uma nota de rodapé: “A pessoa sugerida por HPB era quase certamente a sua tia, Nadyezhda Andreyevna de Fadeyev. Não há informação alguma, até o momento, sobre o que foi feito destes documentos.” (CCA)
 
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O texto acima foi publicado como item independente nos websites associados dia  02 de dezembro de 2021. Ele faz parte da edição de novembro de 2021 de “O Teosofista” (páginas 14 a 20).
 
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Leia mais:  
 
* O Mistério de Alessandro Cagliostro.
* Alexandre Dumas Descreve Cagliostro.
* Rituel de la Maçonnerie Egyptienne, de Le Comte de Cagliostro.
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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25 de novembro de 2021

Os Andes e o Futuro

 O Ensinamento dos Mestres Permite 
Refletir Sobre a Situação Humana Atual

Carlos Cardoso Aveline
 
Uma lhama andina e o volume II das Cartas dos Mahatmas
 
 
 
Desde o ponto de vista da teosofia, a evolução humana se desdobra através de várias fases de longo prazo, as quais fluem paralelamente ao tempo geológico.
 
A filosofia esotérica afirma: em determinado nível dessa evolução - que é simultaneamente planetária e espiritual - as almas humanas, todas elas, passam por sete raças.
 
É claro que uma “raça”, aqui, não significa algo meramente físico e não é excludente. Uma “raça” inclui ou incluirá, mais cedo ou mais tarde, a humanidade em seu conjunto. Por meio da reencarnação, todas as almas humanas nascem em algum momento em cada “raça”. A teosofia ensina a fraternidade universal porque a humanidade é um único processo inclusivo. Não estamos separados uns dos outros, assim como não estamos separados das árvores, dos animais, das estrelas, do solo, do pó, nem dos planetas.
 
Tendo isso claro, deve-se considerar que de acordo com a teosofia as sete raças são sete notas de som Mântrico e Cármico, ou sete Tons na música das esferas: em outras palavras, na música da evolução da alma.
 
A filosofia esotérica afirma que as nações andinas e os povos indígenas da América Central e do Norte são descendentes da quarta raça. E a quarta raça desenvolve especialmente o quarto princípio ou nível de consciência nos seres humanos, isto é, o seu centro emocional.
 
A atual civilização materialista foi construída pela influência da Europa Ocidental e da América do Norte (posterior ao século 16). Ela desenvolveu até um alto grau o quinto princípio da consciência, o pensamento e a mente. Ela expandiu o pensamento com frequência separando-o dos sentimentos, ou seja, portanto, desconectando-o do quarto princípio, o emocional.
 
A crueldade dos europeus em relação aos povos indígenas das Américas, durante o período colonial, se explica em parte por esse “desligamento” entre pensamento e sentimento. É claro que houve crueldade igualmente durante a quarta raça, mas não vamos examinar isso em detalhes agora. Basta dizer que nas emoções, no quarto princípio, também pode haver separação. Aliás, a fragmentação mental costuma estar associada à fragmentação emocional. As diversas formas da ilusão da separatividade podem levar à crueldade, ao sadismo, ao masoquismo e assim por diante.
 
Felizmente, existem níveis mais elevados de percepção.
 
Na cultura ocidental, o sexto princípio da consciência humana é simbolizado por Jesus Cristo. O sexto princípio é o centro da compaixão universal, presente em cada um de nós. “Cristo vive em todos os corações”, porque a palavra “Cristo” significa a alma espiritual de cada ser humano, para usar a terminologia cristã.
 
Cabe lembrar que na Carta 93B, em “Cartas dos Mahatmas” [1], vemos algo interessante ao final da resposta à pergunta número dois. O Mestre de Sabedoria diz:
 
“... As poucas velhas [sociedades] sobreviventes [da quarta raça], já em sua segunda infância, esperam apenas pelo seu Messias - a sexta raça - para que as faça ressurgir para uma nova vida e começar de novo, com a sua vinda, mais fortes ao longo do caminho de um novo ciclo.”  
 
Isso significa que a sexta raça - a raça do sexto princípio de consciência, a raça da compaixão universal e da fraternidade planetária, a próxima série de civilizações - é o Messias, o salvador, o Irmão amável dos remanescentes da quarta raça, entre eles, as nações andinas.
 
Em outras palavras, a evolução se desdobra em espiral.
 
Você tem que amar o seu passado para ver o seu futuro, e para construí-lo como um processo saudável.
 
Os precursores do futuro vêm para resgatar a sabedoria, a simplicidade voluntária, o amor à natureza e outras qualidades espirituais das nações humildes que são descendentes do quarto estágio da evolução humana.
 
Ao observar e purificar nossas emoções - o quarto princípio - expandimos a conexão com a nossa própria alma espiritual e a intuição divina.
 
Os povos “desenvolvidos” do Ocidente são apenas filhos das sociedades antigas. Devem ser humildes diante do Tempo e gratos ao passado; e devem se perguntar por que motivo toda civilização precisa deixar de existir depois de algum tempo de aparente “glória”.
 
Uma “raça” ou “raça-raiz”, em teosofia, corresponde a um período bem mais longo da evolução humana do que normalmente se pensaria. Uma raça-raiz inclui vários ciclos geológicos que vão muito além da estrutura de tempo de nossa antropologia convencional.
 
Durante as primeiras raças do ciclo atual da nossa humanidade, por exemplo, nós vivíamos no “Jardim do Éden”.
 
O belo paraíso do Jardim do Senhor, com sua humanidade pré-adâmica, é uma narrativa simbólica e um mito que descreve a humanidade antes que ela necessitasse ser totalmente física. A separação dos sexos e a mastigação do fruto da Árvore do Conhecimento marcaram o instante em que a vida humana se tornou de todo material e sua mente passou a ser uma prioridade. Antes disso, diz a filosofia esotérica, houve uma época em que éramos principalmente seres espirituais. O salto para a vida física ocorreu no meio da terceira raça.
 
A quarta raça - outro período muito longo de tempo - ocorreu quando Atlântida dominava a cultura mundial. Os tempos gloriosos do passado andino remoto são atlantes. O mesmo ocorre com as principais nações indígenas da América Central e do Norte. Deste fato básico podemos inferir que constitui uma bênção ser amigo ou ser membro das nações andinas. Essa experiência nos dá uma sensação de Duração imensa, uma noção transcendente do Tempo, que é o pai da sabedoria. As nações andinas e outras comunidades indígenas são irmãs mais velhas da cultura greco-romana, e merecem profundo respeito.
 
Cada raça deve passar por sete sub-raças durante a sua vida, e na maior parte do tempo diferentes sub-raças coexistem. As antigas nações indígenas andinas, centro-americanas e norte-americanas correspondem a uma ou duas sub-raças da quarta raça-raiz de nossa humanidade. Os antigos povos chineses, japoneses, mongóis e do extremo oriente correspondem a outras sub-raças. A Índia antiga, por sua vez, é o berço da Quinta raça. As almas precisam aprender com diferentes situações, e aquele que nasce em alguma raça ou sub-raça hoje pode nascer em outra em um momento posterior. Portanto, a fraternidade e a ajuda mútua são a lei universal.
 
A compreensão do passado ocorre simultaneamente com a compreensão do futuro. O horizonte do ser humano deve expandir-se nas duas direções. Como consequência dessa exigência da lei do carma, aquele que despreza o passado fecha a porta para um futuro saudável. Amando os nossos avós e aprendendo com eles, nós nos capacitamos para compreender melhor os nossos netos quando chegarmos à idade adequada.
 
Uma sub-raça é uma fase mais curta da evolução humana do que uma raça, mas não é demasiado breve, porque corresponde a uma longa série de civilizações.
 
Nas Cartas dos Mahatmas, um mestre da sabedoria oriental tenta explicar a Alfred Sinnett, seu discípulo leigo, que ele não tem motivos para se orgulhar demasiado do progresso econômico do Ocidente. O progresso e especialmente um sentimento de ansiedade sobre o progresso material geralmente precedem e preparam o fim de uma civilização. O mestre compara o ciclo das sociedades nativas das Américas com o ciclo da civilização materialista atual:
 
“O que você sabe da América, por exemplo, antes da invasão daquele território pelos espanhóis? Menos de dois séculos antes da chegada de Cortés houve uma grande ‘aceleração’ em direção ao progresso entre as sub-raças do Peru e do México, assim como há hoje na Europa e nos E.U.A. A sub-raça deles terminou em quase total aniquilação devido a causas geradas por ela própria; o mesmo ocorrerá com a sua no final do seu ciclo.” [2]
 
O tempo eterno é cíclico. Entrando em diálogo com ele, aprendemos lições sagradas do passado, próximo e distante, e passamos a estar em sintonia pelo menos em parte com o conhecimento que transcende os altos e baixos da história humana.
 
Mais adiante, na mesma Carta, o Mestre diz:
 
“A aproximação de cada novo ‘obscurecimento’ é sempre assinalada por cataclismos - de fogo ou de água. Mas, além disso, cada ‘Anel’ ou raça raiz tem que ser cortado em dois, digamos assim, por um ou outro destes meios.”
 
Na última vez, o cataclismo chegou a Atlântida através de Água. Na próxima ocasião, ele deverá surgir por meio de Fogo. E o Fogo está ligado ao excesso de CO2 ou dióxido de carbono na atmosfera; assim como à queima das florestas e ao aumento da atividade vulcânica. Trata-se de algo para anotar e observar.
 
O mestre prossegue:
 
“Assim, havendo atingido o ápice do seu desenvolvimento e glória, a quarta Raça, dos atlantes, foi destruída por água; você encontra hoje apenas seus remanescentes decadentes e caídos, cujas sub-raças, no entanto - ah, cada uma delas teve seus dias prósperos, gloriosos e de relativa grandeza. O que elas são agora - vocês serão algum dia, porque a lei dos ciclos é única e imutável.”
 
E o raja-iogue acrescenta, com relação ao momento em que isto acontecerá:
 
“Quando a sua raça - a quinta - houver alcançado o seu zênite de intelectualidade física, e desenvolvido a civilização mais elevada (…), incapaz de elevar-se em mais nada em seu próprio ciclo, seu avanço em direção ao mal absoluto será interrompido (como seus antecessores, os lemurianos e atlantes, foram interrompidos em sua marcha no mesmo rumo) por uma destas mudanças cataclísmicas; sua grande civilização será destruída (…).” [3]
 
Essa destruição não será necessariamente repentina. Ela não tem data ou hora precisa para ocorrer. Embora a queda de Atlântida por exemplo tenha tido os seus momentos decisivos, ela foi gradual na verdade e demorou longo tempo. Não há necessidade de apegar-nos à ideia de que sabemos tudo. Uma mente aberta é um fator essencial na busca pela verdade. Podemos aprender mais fazendo boas perguntas do que nos esforçando para acreditar nesta ou naquela resposta possível.
 
Sabemos que até certo ponto a civilização atual é espiritualmente cega. Sua vida é marcada pelo medo e pela ansiedade, em grande parte porque é prisioneira de uma percepção de curto prazo do tempo. Muitos de seus cidadãos até ignoram o processo básico da reencarnação das almas espirituais, que ocorre em estrita conformidade com a lei universal do Carma e da Justiça.
 
De que modo a evolução humana poderá libertar-se dessas limitações sociológicas?
 
O mestre da sabedoria dá algumas ideias a respeito, conforme vimos acima. Muitas outras indicações e elementos de informação são encontrados em passagens importantes dos ensinamentos da teosofia autêntica. Os estudantes têm muito a observar e a pesquisar sobre o tema nos dias atuais, e as tradições andinas são uma fonte profunda de aprendizado.
 
Alguns de nossos leitores estão familiarizados com o fato de que, segundo Helena Blavatsky, existem grandes sábios vivendo na região andina; e que os mestres e discípulos dos Andes são grandes amigos dos discípulos e mahatmas dos Himalaias.[4] Este fato misterioso merece uma investigação calma, silenciosa e contemplativa. Ao mesmo tempo, requer estudos filosóficos e históricos. É por sintonia e por afinidade que nos aproximamos gradualmente dos níveis mais elevados da percepção da realidade.

NOTAS:
 
[1] Veja “Cartas dos Mahatmas”, volume II, p. 111.
 
[2] “Cartas dos Mahatmas”, volume II, Carta 93B, p. 110. Em inglês, veja p. 149 em “The Mahatma Letters”.
 
[3] Da página 120, volume II, “Cartas dos Mahatmas”, Carta 93B. Em inglês, veja as páginas 156-157 de “The Mahatma Letters”.
 
[4] Do livro “Letters of H. P. Blavatsky to A.P. Sinnett”, TUP, Pasadena, California, EUA, página 85.
 
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O artigo acima foi publicado nos websites associados no dia 25 de novembro de 2021.
 
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Clique para ver os artigos da seção temática La Sabiduría de los Andes (Textos en Varios Idiomas).
 
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Examine outros artigos de Carlos Cardoso Aveline.
 
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18 de novembro de 2021

Toda Atitude Construtiva é Moderada

Ação Espiritual é Feita com Respeito a Todos

Carlos Cardoso Aveline

 
 
 
O princípio da fraternidade universal ensinado pela teosofia clássica não inclui de modo algum a destruição das nações em nome deste ou daquele tipo de “internacionalismo” ou “globalismo”.  
 
O amor ao país em que nascemos é saudável e faz parte da visão teosófica do mundo, tanto quanto o respeito a todos os povos e a cada país. Este ponto essencial está bem documentado nas Cartas dos Mahatmas e nos escritos de Helena Blavatsky.
 
Os amigos que pensarem que a teosofia recomenda “transcender” as nações ou derrubar governos, farão um favor se escreverem para a Loja Independente e solicitarem provas do que afirmamos. É nosso dever comprovar que a fraternidade universal proposta pela teosofia significa respeito aos povos, respeito às leis vigentes - e respeito aos governos.
 
Uma das consequências do princípio estabelecido acima é que deve ser evitada a política do “quanto pior melhor”. Se um país ou comunidade vive uma crise, cabe ter uma atitude construtiva.
 
A prática do insulto pessoal é uma ferramenta predileta dos desinformados. O pensamento negativo não é só um hábito doentio: é também uma arma política que envenena o astral da comunidade, estimula o rancor e coloca em perigo a boa vontade indispensável à cooperação.
 
A Lei do Carma e a Lei do Espelho
 
O caminho para melhorar a comunidade e o país tem como bases indispensáveis a prática do respeito e a consciência de que os outros são nossos espelhos, mesmo que sejam espelhos distorcidos. Em muitos casos a distorção é provocada por nós.
 
As imagens refletidas são sempre dinâmicas. O que vai, volta. Tudo o que vem, retorna à origem. A verdade vence no tempo certo e a justiça é restabelecida cedo ou tarde.  Plantando o bem, colheremos algo valioso.
 
A lei do carma precisa ser compreendida. Se a intenção é construir um país correto, deve haver boa vontade e desejo de produzir o que é bom, belo e verdadeiro.  
 
Quando a mídia comercial estimula os sentimentos inferiores para obter audiência e ganhar dinheiro à custa da ingenuidade infantil da população, será útil desmascarar o fato - com a devida calma.   
 
Não é verdade que agir com moderação seja sinal de fraqueza. Ao contrário. A moderação ocorre quando há força, e quando as ações são realizadas de modo responsável.
 
Os pioneiros da regeneração social propagam a consciência do potencial positivo de todos. Livres da violência mental, as pessoas sensatas têm o poder de criar uma comunidade melhor. Quem  possui uma visão saudável da vida propõe a ajuda mútua como método de ação coletiva.
 
A Origem da Prosperidade dos Povos
 
Conforme colocado no artigo “A Metafísica é a Alma do Progresso” [1], cabe expandir a capacidade de pensar dos povos, para que o progresso deles seja verdadeiro e duradouro. Uma das metas do movimento teosófico é contribuir para o progresso dos países atuando  desde os níveis superiores de consciência, isto é, trabalhando num plano de pensamento intercultural e reflexão universal.
 
Os websites associados fazem uma ponte entre a realidade sociológica e a filosofia esotérica. Vários textos apresentam práticas de meditação pelo bem dos países e das cidades em que nossos leitores moram.
 
A Loja Independente de Teosofistas procura combinar o autoaperfeiçoamento individual com a construção de um movimento teosófico eficaz. Ela tem condições de apoiar com escritos, ideias e marcos referenciais básicos aqueles que quiserem somar-se à sua proposta de ação.
 
Um dos seus objetivos é fortalecer a arte de produzir bons pensamentos - pensamentos acertados - em relação ao país em que nascemos, ao país em que vivemos, e em relação a todos os povos.  
 
NOTA:
 
[1] Clique para ler “A Metafísica é a Alma do Progresso”. Sobre os processos sociológicos, veja ainda os textos “A Teosofia e os Conflitos Sociais” e “Observando o Astral de um País”.  
 
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O texto acima foi publicado como item independente nos websites associados dia 18 de novembro de 2021. Uma versão inicial dele está publicada nas páginas 1 a 3 da edição de junho de 2018 de “O Teosofista”. Título original: “Atitude Construtiva e Moderada”.
 
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Leia mais:
 
* Meditando Pelo Despertar do Brasil.
 
* Meditando Pelo Despertar de Portugal.
 
* Meditando no Despertar da Minha Cidade.
 
* Meditando Pelo Despertar da Amazônia.
 
* Meditação pelo Despertar Planetário.
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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10 de novembro de 2021

Os Filhos de Tupã

Os Fragmentos Iniciais de um Poema Inacabado

José de Alencar

José de Alencar (em desenho de Ângelo Agostini), e Tupã, o deus-trovão
 
 

Nota Editorial de 2021:
 
Publicamos a seguir a parte inicial de um poema épico indianista de José de Alencar (1829-1877) que permaneceu inacabado. 
 
Os versos de “Os Filhos de Tupã” são reproduzidos de um jornal carioca de janeiro de 1942, em plena segunda guerra mundial. Ali, mais de seis décadas depois da morte do autor, foram publicadas as dez primeiras partes do poema.
  
 
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O material acima foi publicado como item independente nos websites associados dia 10 de novembro de 2021. Ele também faz parte da edição de agosto de 2021 de “O Teosofista”.
 
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Leia mais:
 
 
 
 
* “A Criação do Mundo” (lenda indígena).
 
* “O Jesuíta” (de José de Alencar).
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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