14 de fevereiro de 2019

O Subconsciente e o Supraconsciente

A Consciência Não-Pensada Define o Futuro

Carlos Cardoso Aveline




O estudante de filosofia clássica está exposto continuamente a correntes de pensamento falso e outras formas de vibração inferior. Elas vêm até ele com convites disfarçados para que adote impulsos baseados em apego, cobiça, medo, raiva e assim por diante.

Na ausência de uma vigilância adequada, o peregrino adota como se fossem suas diversas ideias e emoções desastradas, vindas tanto de amigos como de inimigos, ou dos grandes  círculos de atmosfera mental e carma coletivo.  

Se não quer ser carregado pelas marés variadas da ignorância, o cidadão precisa identificar-se com a essência da generosidade impessoal presente em seu coração. Em outras palavras, o estudante bem informado desperta em si mesmo o centro de amizade silenciosa por todos. Ao mesmo tempo, percebe e rejeita as formas subconscientes de autoidentificação com o mundo das aparências, e com qualquer coisa moralmente desprezível ou intelectualmente estreita.

A identificação com o que é inverdadeiro pode ocorrer através do prazer, ou através da dor. Tanto o sofrimento como a satisfação escravizam os desatentos.

A vigilância é necessária em todos momentos. A ingenuidade irresponsável causa grande prejuízo.  A percepção autoconsciente - a atividade mental voluntária - não é suficiente para compreender ou para dar um rumo correto à vida. A ação mental voluntária é uma parcela menor da existência da alma. Em seu livro “Raja Yoga”, Yogue Ramacharaka arrisca um número simbólico e afirma que “90 por cento” da nossa consciência está fora do campo autoconsciente. 

O buscador da sabedoria amplia pouco a pouco tanto a sua percepção pensada como a sua percepção não-pensada das dinâmicas subconscientes da vida, que incluem fatores como os medos, os desejos e todo tipo de sentimentos e hábitos cegos.

Ele aprende a interagir diretamente com as realidades supraconscientes, isto é, os níveis superiores e abençoados de consciência, que não dependem da atividade pensamental e fluem acima do nível em que palavras podem ser ditas ou ouvidas.

Os ensinamentos verbais da teosofia clássica são éticos. Estão baseados na filosofia que afirma a bondade fundamental do universo e da alma. No entanto, o ponto de vista ensinado pela filosofia da bondade é duramente testado pela ignorância individual e coletiva. Ele é atacado por forças subconscientes, não só irracionais mas antirracionais, que com astúcia imitam a bondade para melhor ferir.

Ser bondoso, portanto, não é o mesmo que parecer bondoso.

A filosofia da ética altruísta deve ser defendida quando necessário sem a intermediação do pensamento. Há um nível da sua preservação que acontece como uma batalha direta, um duelo em que o ataque e a defesa são demasiado rápidos para esperarem pelo processo do raciocínio. A defesa inclui o plano do pensamento, mas não está  presa a ele. A defesa da justiça é mais forte que o terreno das ideias, porque se desdobra nos vários níveis de consciência.

O peregrino que estuda teosofia original é um guerreiro. No judô, na esgrima e na luta pela ética, o duelo contra a ignorância é com frequência mais rápido que a palavra falada e acontece como um relâmpago na dimensão das premissas, das sementes, da sugestão e dos alicerces.   

A consciência que não se expressa pelo pensamento define uma parte decisiva do caráter e do destino.

Para fazer frente aos desafios não pensados que enfrentará,  o peregrino alimenta de modo correto, ao longo do tempo, os setores silenciosos do seu ser. Deste modo ele fortalece constantemente a esfera da autoconsciência e da autorresponsabilidade em sua vida, e faz com que a força gravitacional dos seus bons pensamentos influencie de modo transcendente toda e qualquer atmosfera cármica de que ele participe.

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O texto “O Subconsciente e o Supraconsciente” foi publicado em nossos websites associados dia 14 de fevereiro de 2019.  

Uma versão inicial do artigo, sem indicação de nome de autor, faz parte da edição de julho de 2016 “O Teosofista”, pp. 1 e 2.

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11 de fevereiro de 2019

Concentração em Raja Ioga

Um dos Primeiros Estágios da Jornada

Gilmar Gonzaga


John Garrigues (esquerda), Helena Blavatsky e Swami Vivekananda




A concentração, como teoria e como método prático, é tema central nos grandes tratados existentes sobre Raja Ioga.

Dada a magnitude do assunto, um aspirante à senda do Ocultismo que considere a possibilidade de abordá-lo em um artigo pode se deparar, em um primeiro momento, com a ideia de que tal empreitada é demasiado ousada, uma vez que o entendimento da questão exige um aprofundado estudo prévio, de preferência alicerçado pela vivência. E isso é um fato.

Não obstante, ao colocar à prova o objeto da tarefa o autêntico buscador romperá a tendência à inércia em si, e ao voltar a atenção para o tema perceberá que a própria concentração da mente no trabalho atua na ampliação da sua abrangência e estabelece conexões com os níveis internos até então eclipsados pela predisposição limitadora.

Essa experiência, por si só, corrobora a veracidade do que se quer demonstrar, no que concerne ao poder da concentração. O limite deixa de representar obstáculo, uma vez que daí decorre a convicção de que a expansão do entendimento é possível para quem se propõe a avançar firmemente na demanda. A concentração é o método adequado.

As reflexões que serão apresentadas a seguir expressam, em parte, as simples interpretações do autor deste artigo acerca da bibliografia pesquisada, mas também alguns frutos do entendimento obtido a partir de esforço próprio e um pouco da percepção resultante da sua experiência até o momento. Para atenuar essas restrições, o artigo é enriquecido com citações de trechos de textos escritos por almas mais avançadas no Caminho.

O estudo refletido de um tema dessa natureza exige uma ideia geral acerca do amplo processo que caracteriza a Jornada conhecida como Raja Ioga ou Ioga Real. Nesse sentido, vale citar Swami Vivekananda, uma autoridade reconhecida no assunto:

“A ciência da Raja Yoga quer fornecer aos homens o meio de estudar o que se passa interiormente neles. Indica-lhes um instrumento que é a própria inteligência. A potência da atenção convenientemente conduzida e dirigida para a vida interior, há de nos permitir analisar nossa alma e esclarecer muitos fatos.”

“Que o homem se convença de que nunca morre, e já não terá medo da morte. Que ele saiba que é perfeito, e já não terá desejos vãos; suprimi estas duas coisas, matareis a miséria; criareis a felicidade perfeita, mesmo durante a vida atual.”

“Para conquistar este poder, só existe um método: a concentração.”

“A que devemos toda a ciência adquirida até hoje, senão à concentração das forças do espírito? (...) O poder da inteligência humana é sem limites.”

“Aumenta a concentração; é o segredo.” [1]

As afirmações acima são significativas. O entendimento correto do que significa concentração nesse contexto representa a chave para se avançar com segurança na Senda.

Outro pensamento, resultante das ideias contidas na citação, é que em Raja Ioga a atenção é dirigida para os aspectos internos da realidade, a ser conhecida pelo aspirante a partir de si próprio, e que os instrumentos necessários para realizar essa tarefa hercúlea estão também no interior do indivíduo. Entretanto, por meio do estudo podemos concluir que essa mudança de polarização da mente (dos níveis ou planos externos para os internos) é algo complexo e é nesse esforço que a concentração deve ser treinada.

Para que a atenção do aspirante se volte com relativa facilidade para o “Oculto”, a desidentificação com o mundo material é uma necessidade que consiste em um difícil processo gradual, e pode ser caracterizada pela simplificação das relações com os aspectos mais grosseiros do mundo exterior, incluindo os sentidos físicos e suas sensações, e a migração dos interesses para os aspectos mais sutis do mundo interior.

É relativamente fácil constatar que os estágios iniciais do contato mais consciente com a Raja Ioga, na época atual, passam pelo estudo concentrado da boa literatura existente, considerando que a instrução presencial física dificilmente ocorre nesse estágio. Além de fornecer uma base conceitual e um mapa de referência, a literatura correta dota o aspirante de uma ideia ampla acerca do processo que caracteriza essa Jornada. O estudo de obras reconhecidamente fiéis ao essencial da filosofia e das práticas relacionadas à Ioga Real aponta também o esquema operacional a ser seguido pelo candidato sincero, a partir de um método por meio do qual ele deve se preparar para as fases mais avançadas da Jornada “morro acima” ou “caminho adentro”.

Carlos Cardoso Aveline escreve:

“A ‘ioga real’ é um tema recorrente no trabalho da Loja Independente de Teosofistas. Estamos construindo um enfoque que valoriza vários autores sem adotar nenhum deles como o autor preferencial. Este foi também o enfoque seguido por Blavatsky e, creio, pelos Mestres no que tange a discípulos leigos: a abordagem eclética, o processo aberto, porque a Raja Ioga não é algo que pode ser abordado como se bastasse adotar e recomendar um determinado ‘livro didático’. Todos os caminhos do autoconhecimento levam ao autocontrole que é a meta da Raja Ioga, e são eficazes se estiverem combinados com ela.” [2]

Sobre a questão do método, Vivekananda afirma:

“Cada ciência pede uma preparação, um método próprio, e enquanto não nos conformarmos com ele, não chegaremos a compreender essa ciência; sucede o mesmo com a Raja Yoga.” [3]

No âmbito da Teosofia Clássica, o método ou o conjunto de técnicas sintetizado nos Aforismos de Ioga de Patañjali tem sido adotado e indicado como uma forma segura de avançar na Senda da “Ioga Real”. Essa obra foi traduzida e comentada por diversos autores e aqui vale a afirmação de Aveline citada anteriormente, no que concerne à multiplicidade de abordagens.

Cabe ao estudante usar o seu discernimento, função que é resultante e indutora no processo de concentração.

Por meio do estudo da filosofia que fundamenta os Aforismos de Patañjali e outras obras importantes, podemos identificar as causas dos condicionamentos mentais e o método para libertar a consciência desses condicionamentos.

Segundo uma compreensão possível desse método, o processo que conduz ao êxito na prática da Raja Ioga passa por diversos estágios gradativos, que iniciam pelo fortalecimento do caráter do aspirante na busca do desenvolvimento de uma elevada moral. Por meio do desapego ou da renúncia aos objetos de desejos e pelo cultivo das virtudes exigidas para o avanço no Caminho, poder-se-á lidar de forma equilibrada e altruísta com as faculdades latentes, que serão desenvolvidas natural e progressivamente. Em Raja Ioga, o estímulo para a autorrealização não deverá ser a aquisição ou ativação dessas faculdades latentes. De acordo com Carlos Aveline:

A verdadeira Ioga é aquilo pelo qual nos qualificamos para trabalhar com mais eficiência pelo bem da humanidade.[4]

Os estágios iniciais na Senda da Ioga exigem diversos níveis de concentração. Uma condição que parece ser necessária nessa fase é a presença da consciência capaz de observar imparcialmente o processo interno do aspirante, dirigindo-o e promovendo os ajustes necessários para a estabilização da mente e do equilíbrio a partir do centro de paz existente em todas as individualidades. Esse estado de consciência pode ser visto como um despertar e é possível que parte significativa da humanidade já se encontre nesse estágio.

A partir do reconhecimento dessa instância da consciência e da devida atenção dada a ela, segue-se possivelmente o que John Garrigues considera como a necessidade de cada indivíduo “encontrar o seu lugar” ou o “ponto de equilíbrio”; e, uma vez encontrado, a necessidade de adotar a atitude de “fazer os ajustes adequados dentro de sua própria esfera”. [5]

Penso que esse estágio de desenvolvimento da consciência representa o encontro de si em si ou, de si consigo mesmo: a identificação em si daquilo pelo qual se estava procurando fora. Isso significa não só encontrar o centro de equilíbrio ou “lugar”, mas o estágio ou grau de desenvolvimento “num plano que não é demasiado elevado, nem demasiado baixo”. [6]

O método de autolibertação por meio da estabilização da mente induz à mudança do polo de atenção - até então predominantemente externo - para dentro, a partir do centro de equilíbrio. Para tanto, faz-se necessário um tremendo esforço.

Portanto, parece ser correto afirmar que a concentração está na ordem direta do fortalecimento da Vontade, que funciona nesse caso como um verdadeiro “estabilizador mental”. Cardoso Aveline afirma em seu artigo “Atuando no Plano das Causas”:

“O Desejo de cada indivíduo tem uma relação preferencial com os efeitos, assim como a sua Vontade ativa está relacionada com o mundo das Causas. Os Sábios e os Ocultistas seguem a lei da conservação da energia e focam seu esforço central nas Causas, para não perder demasiado tempo com aquilo que dificilmente pode ser mudado ou evitado - os efeitos.” [7]

A abordagem experimental pode conduzir à percepção da concentração, em seus aspectos iniciais, como um ajuntamento ou uma redução gradativa daquele afrouxamento que faz com que fiquemos à deriva, perdidos na vida, perseguindo miragens no deserto.

O ajuntamento se dá em diversos níveis do ser, podendo, por isso, ser chamado de alinhamento. Trata-se, no plano mais evidente, do recolhimento dos fios de atenção que nos mantém mentalmente conectados com as marés oscilantes do mundo superficial; e da fixação da consciência no ponto de equilíbrio caracterizado pelo nosso “lugar”. Encontrado o equilíbrio, por intervenção da vontade, avança-se para dentro.

A respeito da Vontade, Helena P. Blavatsky escreveu:

“A maior parte dos humanos vive no desejo e através do desejo, confundindo-o com a vontade. Mas aquele que quiser vencer deve separar a vontade do desejo, e fazer com que sua vontade predomine; porque o desejo é instável e muda o tempo todo, enquanto a vontade é firme e constante.”

“Tanto a vontade como o desejo são absolutamente criadores, e formam o ser humano e também o ambiente ao seu redor. Mas a vontade cria de modo inteligente, e o desejo cria de modo cego e inconsciente. O homem, portanto, faz a si mesmo à imagem dos seus desejos, a menos que ele crie a si mesmo segundo o modelo do que é Divino, através da sua vontade, que é um produto da luz.”

“A tarefa do ser humano é dupla: despertar a vontade, para fortalecê-la pelo uso e pela vitória, torná-la capaz de governar com poder absoluto em seu corpo; e, ao mesmo tempo, purificar o desejo.” [8]

Tendo como fundamento essa abordagem, é possível afirmar que o esforço concentrado no conhecimento e na aplicação prática das técnicas e métodos desenvolvidos em Raja Ioga abre a “porta” para uma incomensurável Realidade antes ignorada, e que essa porta está, como sempre, acessível àqueles que são verdadeiros desbravadores, e estão dispostos a se empenhar pela conquista do eu inferior e pelo reinado do Eu Superior.

Várias evidências indicam que uma parcela considerável da humanidade hoje (capaz de formar uma poderosa massa crítica) está sendo conduzida para essa porta, a qual foi atravessada por poucos ao longo de milênios.

De acordo com essa perspectiva, o trabalho da Loja Independente de Teosofistas - que é  desenvolvido em diversas instâncias no cenário da evolução das almas - revela-se extremamente importante. Aparentemente pequeno, o  esforço da LIT contribui de forma substancial para a vitória dos buscadores da Verdade e para o fortalecimento das bases de uma civilização fundada na ética e na boa vontade.

NOTAS:

[1] Excertos das páginas 23-24 do livro “Raja Yoga ou Conquista da Natureza Interna”, de Swami Vivekananda, Livraria Clássica Editora, 1925. A obra está disponível aqui.

[2] Trecho da postagem feita por Aveline no âmbito do Grupo de Estudos dos associados da LIT, em YahooGrupos, dia 13 de janeiro de 2019.

[3] Página 31 do livro Raja Yoga ou Conquista da Natureza Interna, de Swami Vivekananda. 

[4] Do artigoBom Senso no Estudo de Raja Ioga”, de Carlos Cardoso Aveline.

[5] Do textoO Centro Interno de Equilíbrio”, de John Garrigues.

[6]O Centro Interno de Equilíbrio”, de John Garrigues.

[7] DeAtuando no Plano das Causas”, de Carlos Cardoso Aveline.

[8] DePara Fortalecer a Vontade”, de Helena P. Blavatsky.

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O texto Concentração em Raja Iogafoi publicado em nossos websites associados no dia 11 de fevereiro de 2019.

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Em 14 de setembro de 2016, um grupo de estudantes decidiu criar a Loja Independente de Teosofistas. Duas das prioridades da LIT são tirar lições práticas do passado e construir um futuro saudável. 


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6 de fevereiro de 2019

O TEOSOFISTA, Fevereiro de 2019





O texto “A Tarefa Vital do Futuro”, de Henri Durville, abre a edição de fevereiro abordando o processo de formação moral dos povos. Quando um país perde a força moral, surge a decadência.  

Em seguida, um trecho do artigo “A Ética de Antônio Vieira”. O pensador luso-brasileiro do século 17 nasceu em fevereiro de 1608.

As páginas três a cinco apresentam “O Estudo de Carton Sobre Sêneca”, uma coleção de trechos da obra “O Naturismo em Sêneca”, escrita pelo pitagórico do século 20.

Reflexões Sobre a Sinceridade”, de Rollo May, está às páginas seis e sete. Em seguida, temos “A Vigilância, a Vontade e a Educação de Si Mesmo”.

Veja outros temas da edição de fevereiro:

* Examinando as Fontes da Injustiça - fragmento de um livro de Eliphas Levi;  

* Ensinamentos de um Mahatma - 21, Uma Compilação das Cartas Do Mestre de Helena Blavatsky;

* Os Capítulos Sessenta e Seis a Setenta e Cinco do Tao Teh Ching, na Versão Que Lin Yutang Fez da Obra Chinesa; e

* Um Curso Online de Teosofia.

A edição, de 22 páginas, inclui a lista dos itens publicados recentemente nos websites da Loja Independente de Teosofistas.  



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A coleção completa de “O Teosofista” está disponível em nossos websites.

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1 de fevereiro de 2019

Finalidade do Mundo - Tomo III

Estudos de Filosofia e Teleologia
Naturalista: Evolução e Relatividade

Farias Brito







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Nota da Edição Online de 2019:

A boa edição publicada pelo Senado
brasileiro em 2012 omite - sem dúvida
por engano -  os dois parágrafos finais, a data
e a assinatura de Farias Brito, ao final do prefácio
da obra. Para que o leitor tenha acesso ao prefácio
completo, ele é reproduzido aqui na íntegra conforme
a edição do Instituto Nacional do Livro, INL, de 1957.  

Apesar desta pequena falha, a edição das obras de
F. Brito pelo Senado foi uma realização admirável,
cujo valor tem grande importância a longo prazo.

(Carlos Cardoso Aveline)

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Prefácio


I

Ainda não termina com este volume a obra cuja publicação iniciei em 1895, sob o título geral de Finalidade do Mundo, por ter tomado proporções maiores do que eu, de começo, imaginava essa terceira parte que fui obrigado a dividir em dois livros de que só o primeiro é aqui dado à publicidade. O plano primitivo desta obra, já modificado na segunda parte, publicada em 1889, passou, ainda aqui, por algumas alterações; alterações, porém, que se entendem somente quanto ao método de exposição, não quanto ao fundo das ideias.

Tudo, porém, agora está definitivamente assentado, compreendendo a Finalidade do Mundo três obras na seguinte ordem:

1ª) A filosofia como atividade permanente do espírito humano.

2ª) A filosofia moderna.

3ª) O mundo como atividade intelectual.

Esta última obra encerra os dois livros seguintes:

1º) Evolução e relatividade: análise crítica da consciência filosófica contemporânea.

2º) Força e pensamento ou solução do problema da existência pela concepção do mundo como atividade intelectual.

Sai neste volume o 1º livro, e o segundo, ainda em preparação, será dado à publicidade, provavelmente, nestes dois anos.

II

A todos estes trabalhos ainda se segue mais outro, também em preparação, sob este título: A Verdade Como Regra das Ações. É o complemento prático da concepção do mundo como atividade intelectual.

Belém, 1905.

R. FARIAS BRITO


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Para ver os volumes anteriores da obra, basta clicar em “Finalidade do Mundo - Tomo I” e “Finalidade do Mundo - Tomo II”.

O livro “Finalidade do Mundo - Tomo III” foi publicado em nossos websites associados dia 01 de fevereiro de 2019.


Leia a obra “Farias Brito e a Reacção Espiritualista”, de Almeida Magalhães.

Está disponível nos websites da Loja Independente de Teosofistas o livro de Nestor Victor intitulado Farias Brito”.

A mais completa biografia do pensador cearense foi escrita por Jonathas Serrano e disponível aqui: “Farias Brito, o Homem e a Obra”. 

Clique para ver outros escritos do filósofo brasileiro Farias Brito. 

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