1 de dezembro de 2020

Correspondência Com Joy Mills

 Uma Reflexão Sobre Erros e
 Acertos na Literatura Teosófica

Carlos Cardoso Aveline

Joy Mills (1920-2015), em foto de 2005, e a capa do
caderno de estudo com a correspondência de 1999-2000
 
 
 
Nota de Dezembro de 2020
 
O texto “Correspondência Com Joy Mills” foi publicado pela primeira vez em forma de caderno em Brasília por Ação Teosófica em junho de 2002. O livreto, hoje raro, tem 42 páginas.
 
Sua publicação, mesmo estando limitada a circulação interna entre teosofistas, foi criticada em público por Joy Mills (1920-2015). A ex-vice-presidente internacional da Sociedade de Adyar disse em carta aberta de 27 de setembro de 2002 que a sua confissão no sentido de que os escritos de Leadbeater não são confiáveis e não passam de “ficção científica” deveria ter ficado em segredo. Não se podia permitir, disse ela implicitamente, que a falsidade daquela literatura viesse a público.

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O texto “Correspondência com Joy Mills” foi publicado nos websites associados dia primeiro de dezembro de 2020.
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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27 de novembro de 2020

Conversando Com Radha Burnier

 Não é Possível Dar Uma Completa
Expressão à Verdade Através de Palavras

Carlos Cardoso Aveline

  
 
 
Duas Décadas Depois: Nota de 2020
 
O artigo a seguir é reproduzido da revista “Planeta”, de São Paulo, edição de novembro do ano 2000. A entrevista com Radha ocorreu em Brasília em setembro daquele ano. Depois deste diálogo, a teosofista indiana permaneceria mais treze anos à frente da Sociedade Teosófica de Adyar, até sua morte em 31 de outubro de 2013.
 
A pessoa de Radha Burnier não me é indiferente. 
 
Ingressei na Sociedade de Adyar em 1980 e participei do seu trabalho durante duas décadas. Entre 2000 e 2002 vi que os seus líderes, quando confrontados com evidências irretorquíveis de que a estrutura de poder ritualista da Sociedade tem por base fantasias e fraudes,  aceitavam implicitamente os fatos - até porque não tinham outra alternativa - mas evitavam fazer qualquer coisa prática para superar os erros do passado. A política era de acobertamento. (…)
 
 
Radha desligou-se da vida física aos 90 anos, em 31 de outubro de 2013, no mesmo mês em que foi lançado o livro de Carlos em defesa de Blavatsky, “The Fire and Light of Theosophical Literature”. 
 
Para compreender a nova fase da história do movimento teosófico que se abriu em 2013, leia o artigo “Abandonando os Frutos da Falsa Clarividência”, especialmente nos seus parágrafos finais, após o subtítulo “Radha Burnier Acelera o Processo de Renovação”.
 
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O texto “Conversando com Radha Burnier” foi publicado nos websites ligados à Loja Independente de Teosofistas no dia 27 de novembro de 2020, ou seja, sete anos após o final da vida física de Radha.  
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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24 de novembro de 2020

Opinião, Conhecimento e Sabedoria

 Todo Estudo Bem Feito
Torna o Estudante Humilde

Carlos Cardoso Aveline

 
 
 
Mentes superficiais têm opiniões sobre quase todos os assuntos. Aquele que possui pouco conhecimento finge para si mesmo que sabe tudo.
 
Quanto menos uma pessoa busca a verdade, mais ela pode pensar que seu conhecimento é vasto, e sua sabedoria - enorme. A “opinião pessoal” é usada como desculpa por quem não quer aprender. A pose de sabe-tudo esconde a preguiça mental. A ignorância é tímida e se esconde sob a aparência de opinião.
 
Por outro lado, aqueles que buscam a verdade percebem a enormidade do que ignoram.
 
Ao ler um livro, o leitor atento com frequência cruza com dezenas de possíveis linhas de pesquisa e estudo, muitas das quais não terá tempo para desenvolver.
 
Ao longo do caminho da sabedoria, quanto mais aprendemos, mais percebemos a nossa ignorância. Como resultado, desenvolvemos hipóteses de trabalho, mais do que meras opiniões cegas. Podemos ter posições e pontos de vista firmes, mas eles estão sujeitos a um questionamento sério e, ao serem questionados, evoluem.
 
Aquele que não tem desejo de aprender, porém, deixa de lado o caminho árduo do conhecimento. O ingênuo com frequência não sabe conviver com incógnitas, e, para evitá-las, busca refúgio na fantasia infantil de que já sabe tudo.
 
Cabe ao estudante de teosofia adotar um ponto de vista realista. Ao viver com bom senso, podemos alcançar gradualmente uma vitória duradoura. Aprender algo verdadeiramente é, sempre, uma lição de modéstia. Quando o estudo é bem feito, o estudante se torna humilde. Narada, o filósofo hindu do mundo antigo, afirmou:
 
“Nunca diga estas palavras: ‘Eu não conheço isso, portanto isso é falso’. É preciso estudar para saber, saber para compreender, e compreender para julgar”. [1]
 
NOTA:
 
[1] Citado por Helena P. Blavatsky no seu livro “Isis Unveiled” (“Ísis Sem Véu)”, 1877, ver vol. I, p. 628. Clique para ver o livro nos websites associados: “Isis Unveiled, Volume I”.
 
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Uma versão inicial do texto acima faz parte da edição de novembro de 2018 de “O Teosofista”, pp. 2-3. Ali não foi dada indicação do nome do autor. A publicação como texto independente nos websites associados ocorreu dia 24 de novembro de 2020. O equivalente em inglês do artigo “Opinião, Conhecimento e Sabedoria”  é “Opinion, Research and Knowledge”.
 
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Leia “A Pesquisa Independente em Teosofia”, “Churchil Desafia a Opinião Pública” e “Aprendendo a Aprender”.  
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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21 de novembro de 2020

Por Que Sou Vegetariana

 Propondo Um Modo Fraterno de Viver

Radha Burnier


Radha Burnier (1923-2013)
 
 
 
O mundo moderno está descobrindo, através de um processo lento e penoso, que todas as formas de vida desta Terra estão interligadas. Quando destruímos florestas ou mesmo insetos, fazemos mal a nós mesmos, porque provocamos sem saber uma mudança climática ou impedimos a polinização, causando assim circunstâncias adversas a nosso próprio bem-estar. Mas lentamente, depois de haver causado muito dano, o pensamento ecológico está voltando-se para a não-destruição e o vegetarianismo.
 
Os povos antigos, no entanto, conheciam a verdade da unidade da vida intuitivamente, e, portanto, de modo claro. Eles defendiam um modo de vida não-destrutivo, indicado pela palavra ahimsa. Eu sou vegetariana, em primeiro lugar, porque sei claramente, em meu coração, que toda vida é sagrada e parte de uma única Existência. Quando alguém sente isto, nada pode persuadi-lo a ferir ou destruir. A razão também nos diz que quando matamos e nos alimentamos de outras criaturas, são criados muitos problemas, não só ecológicos, mas problemas de saúde e outros. Mas estes são secundários.
 
As pessoas que se tornam vegetarianas por razões médicas poderiam retornar à dieta carnívora se as teorias médicas mudassem. Assim, novas ideias poderiam derrotar o atual ponto de vista ecológico. Mas nada pode mudar a percepção intuitiva da natureza preciosa da vida, sob qualquer forma que exista, por mais insignificante que a criatura possa parecer. Isto inspira na mente, de modo espontâneo, um sentido de cuidado, carinho e amor por todas as criaturas de Deus. Para mim, esta é a única razão para ser vegetariana.
 
Os métodos modernos de massacre de animais e produção de carne são tão abomináveis que mesmo uma pessoa sem motivos espirituais para tornar-se vegetariana deveria fazê-lo. Antigamente, quando as pessoas pensavam que precisavam comer carne, matavam o animal. Hoje, os animais são mortos em massa e depois se tenta criar um mercado. As pobres criaturas são mantidas em condições atrozes e antinaturais, miseravelmente confinadas, alimentadas e medicadas artificialmente, e maltratadas de muitas maneiras diferentes. É necessário um coração muito duro para ser um não-vegetariano - quando os fatos da produção de carne são conhecidos. Assim, a pergunta deveria ser na verdade “Como poderia eu não ser vegetariana?”. Se conhecesse as condições e mesmo assim me beneficiasse da dor dos animais criados para a produção de carne, eu seria muito pouco humana.
 
Milhões de pessoas na Índia têm sido vegetarianas por séculos e gerações e sempre com boa saúde - não só fisicamente, mas têm tido pleno poder mental e sabedoria espiritual. O território de ahimsa produziu naturalmente os videntes Upanishádicos, o Buddha, Mahavira, e uma série sem igual de místicos e homens santos, e por esta razão, mesmo agora, embora haja uma decadência perceptível, as pessoas olham para a Índia como a terra natal da espiritualidade. É interessante notar que muitas pessoas notáveis que experimentaram uma elevação mística - frequentemente chamada de expansão de consciência - tornaram-se naturalmente vegetarianas. Neste grupo estão pessoas como Shelley, Wagner e Charlotte Bronté, cujo background era contrário ao vegetarianismo, mas que o escolheram mesmo assim. Porque há uma relação direta entre o fato de não matar e a abertura da visão espiritual ou percepção religiosa. Alguns grandes religiosos como Ramalinga Swamigal expressaram dor até mesmo os verem plantas murcharem.
 
Isto era parte da verdadeira cultura e ethos [1] da Índia, e não o pensamento segundo o qual os animais não têm sentimento. Esta teoria cômoda é uma negação das evidências diretas que os animais dão dos seus sentimentos: a devoção e alegria expressadas quando retorna o dono, a dor e até as lágrimas quando machucados. Tudo isto é visível para toda pessoa que não fechar deliberadamente seus olhos. Como podemos negar ao animal o direito de viver que nós reivindicamos para nós, e a oportunidade de ser livre e feliz que vemos como nosso direito inalienável? Os animais também são filhos da força criativa universal, a mãe única de todos.
 
Acredito que o caminho para o bem-estar não está em promover a nossa própria satisfação às custas dos outros, ou em prolongar a nossa vida causando sofrimento a outras criaturas - seres humanos, animais, pássaros, ou outros. Cada agressão deve ser evitada sempre que possível; nenhum ferimento deve ser causado conscientemente a outro ser. Assim, a Lei da causa-e-efeito da Natureza, o Carma, trará por si mesma o que é bom. Pelo fato de hoje tantas pessoas violarem aquela Lei - há crescente dificuldade e sofrimento. É uma loucura pensar que deveríamos abandonar as verdades e o modo de vida que são parte da nossa antiga cultura e ethos, e aderir ao carnivorismo e outros hábitos para parecer modernos. Kalidasa disse: nem tudo que é antigo é necessariamente bom. E também nem tudo que é novo e moderno é necessariamente bom. A comprovação está nos resultados produzidos. O mundo moderno, cheio de violência e tensões, imoralidade e egoísmo, é o produto de ideias erradas.
 
Hoje algumas pessoas acreditam que ter um coração impiedoso em relação aos animais - e tratar milhões deles como se fossem objetos materiais inertes que podem ser abertos e manipulados numa fábrica produtora de carne - não tem qualquer efeito negativo sobre a sociedade humana, mas, ao contrário, a beneficia. Esta é uma gigantesca falácia. Porque os seres humanos que estão treinando-se a si mesmos para serem indiferentes ao sofrimento e brutais no seu modo de pensar irão agir, inevitavelmente, com grande insensibilidade em relação a sua própria espécie - que é o que estamos vendo atualmente. O modo gentil de viver, a simpatia e a sensibilidade para com o bem-estar de todas as criaturas, e uma capacidade de apreciar o caráter sagrado da vida, são necessários para construir uma civilização boa e pacífica.
 
NOTA: 
 
[1] Ethos: Essência ou espírito de uma cultura. (CCA)
 
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O texto “Por Que Sou Vegetariana”, de Radha Burnier, foi publicado nos websites associados dia 21 de novembro de 2020. Escrito para o público indiano, o artigo foi divulgado inicialmente no “Indian Vegetarian Congress Quarterly”, edição de janeiro a março de 1992. A tradução é de Carlos Cardoso Aveline. A versão em português apareceu pela primeira vez no “Boletim CIBLA - Círculo Blavatsky”, editado pela Loja Dharma da ST de Adyar em Porto Alegre, Brasil, edição de setembro de 1992, pp. 11-12.
 
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Leia mais:
 
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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20 de novembro de 2020

A Lição do Sol em Escorpião

 Preparações Iniciais Para
A Grande Batalha do Ano

Carlos Cardoso Aveline

 
 
 
Escorpião - o oitavo signo do zodíaco - começa em torno de 23 de outubro e produz um estado de constante mudança e renovação. Estes dois fatores, no entanto, são com frequência invisíveis.
 
Escorpião não tem apego a rotina ou aparências. Longe disso. O seu padrão geral de vibração inclui uma grande intimidade com o processo de mudança súbita.
 
As influências deste signo são difíceis de predizer ou classificar. Escorpião estimula a vida ou a morte. Ele espalha a decadência ou a regeneração, e provoca vários tipos de transmutação, de acordo com as possibilidades cármicas das circunstâncias.
 
Este é um dos signos em que pode nascer um autêntico guerreiro. No entanto, o guerreiro sábio luta por uma causa nobre. Seu único inimigo é a ignorância, principalmente a sua própria falta de sabedoria, e secundariamente a ingenuidade dos outros.
 
Quando alguém lida com a energia de Escorpião, é aconselhável optar pelo lado luminoso da vida, ao invés do seu oposto, e trabalhar pela renovação criativa das estruturas da existência, não pela sua demolição. A Lei espiritual convida Escorpião a preferir o plantio em lugar da colheita, e a promover a construção inteligente, deixando de lado a tentação fácil mas infeliz de apenas destruir.
 
Pertencendo ao elemento Água, Escorpião tem Plutão como seu principal regente. Marte, o corregente, foi o único patrono de Escorpião até o pequeno planeta do imponderável ser descoberto em 1930.
 
Em Escorpião o outono se aprofunda no hemisfério norte, e a primavera ganha impulso na metade sul do planeta. A vida agora dispõe de menos luz física, ou mais luz - dependendo de onde você vive. No entanto a Luz governa a Vida ao longo dos doze meses do ano. Olhando para o planeta desde um ponto de vista profundo, sabemos que ele é iluminado o tempo todo. A luz do Sol está presente em cada átomo.
 
A Lei força Escorpião a transcender formas externas. Mais cedo ou mais tarde - na vida atual ou numa existência futura - a alma espiritual aprende a tornar-se um agente de mudanças saudáveis na vida. Ela consegue isso trabalhando com aquela luz interna espiritual que nunca falha. Este é um dos aspectos secretos da lição do Sol em Escorpião.
 
Em última instância, toda alma espiritual pertence ao reino transcendente da harmonia do universo.
 
No território de Escorpião, o indivíduo busca uma experiência de unidade total com os outros seres e com o conjunto da vida. Mas a jornada evolutiva não terminará aqui. Há várias lições por aprender: é necessário mais tempo para chegar ao estágio final simbolizado por Peixes. Os níveis imperfeitos de Escorpião são às vezes ineficientes e descuidados, ou preferem súbitas explosões ao invés de agir com inteligência. O Escorpião é poderosamente impulsivo enquanto não possui uma compreensão estável do universo. Parte da sua intenção no mundo objetivo é invisível. Para almas imaturas, a deslealdade é, às vezes, uma tentação.
 
Anna Maria Costa Ribeiro vê três tipos de indivíduos, ou três níveis de consciência em Escorpião. Em cada existência, ou em cada situação, um deles deve ser mais forte e predominar, dependendo do conhecimento já adquirido pela alma. 
 
* O Escorpião animal inferior tem como características o vício, a crueldade, o hábito da manipulação e a mediocridade. O seu veneno está sempre pronto para ser usado, a qualquer momento e em todo lugar.
 
* O Escorpião águia está interessado nos mistérios celestiais. Ele conhece a sua própria força. Nada o derrota, porque voa acima dos problemas terrestres.
 
* O Escorpião pomba ou fênix corresponde ao puro Espírito. Ele transcendeu o mundo do desejo. É o verdadeiro místico, o curador de almas. Ele renasceu em outro nível de vida. Com uma determinação de ferro, ele queima as suas impurezas no fogo regenerador da verdade eterna. [1]
 
Escorpião é o signo da morte, da ressurreição e do renascimento. Por causa disso a criatividade, a luta e o mundo oculto se relacionam com ele de uma maneira especialmente direta. O signo estimula intensamente a busca da verdade enquanto ajuda a alma humana a preparar-se para a grande batalha que a aguarda, a luta de vida ou morte do inverno no hemisfério norte.
 
O grande segredo da futura batalha é o renascimento do Sol, do Iniciado, ou de Jesus na tradição cristã.
 
O inverno propriamente dito não aparece durante Escorpião. Ele será recebido por um signo mais estável e mais confiante, Sagitário, enquanto o signo otimista e feito de fogo cujo símbolo é o centauro estiver preparando-se para transmitir a tocha do tempo para Capricórnio, na segunda metade de dezembro.
 
A missão de Escorpião é abrigar a vida durante a primeira fase preparatória das dificuldades na transição para o inverno. É como se fossem feitos exercícios militares antes de uma batalha decisiva. Quando as coisas ficam mais difíceis, Escorpião passa a tocha para Sagitário. Agindo sob a orientação de Júpiter - o mestre do otimismo e da compaixão - Sagitário tem uma confiança absoluta no futuro luminoso que desde já espera pela Vida. O centauro arqueiro avança firmemente e dá pouca atenção aos obstáculos.
 
O ponto mais alto da batalha anual pela vida é governado pela sabedoria eterna e pela paciência estável de um dos signos mais cuidadosos: Capricórnio.
 
Os dias de Capricórnio irão abrir as portas para o Ano Novo na contagem cristã do tempo. Esta parte do zodíaco é guiada por Saturno, o juiz das ações, o mestre do Tempo e do Carma. Visto da Terra, o espírito coletivo de Saturno é o Senhor dos Anéis, o grande Ancião, o Iniciador, o guardião dos limites internos do nosso sistema solar.
 
A Chave da Firmeza
 
Stephen Arroyo destaca o fato de que assim como Peixes e Câncer - os outros signos do elemento Água -, Escorpião pode usar a prática da firmeza como uma ferramenta para vencer as suas próprias limitações.
 
“As pessoas de Água precisam ser firmes consigo mesmas”, diz Arroyo, e ele acrescenta que a firmeza é também a  melhor maneira de as  outras pessoas  lidarem  com  quem é do elemento Água.[2]
 
A Ioga de Patañjali diz no Livro II, aforismos 33-34, que as ideias erradas devem ser substituídas pelas ideias opostas e corretas.  
 
Em astrologia, os signos opostos são professores uns dos outros. O signo oposto ao de Escorpião é Touro, que está precisamente entre os mais firmes e estáveis do zodíaco. [3]
 
O diálogo interior de Touro com Escorpião estabelece um equilíbrio simétrico excelente, cujos resultados são a paz e a força, a sabedoria e a estabilidade, a livre transcendência e uma visão prática da vida, calmamente construída sobre alicerces sólidos.
 
NOTAS:
 
[1] As ideias gerais sobre os três níveis de Escorpião são reproduzidas (embora não literalmente) do livro “Conhecimento da Astrologia”, de Anna Maria Costa Ribeiro, Novo Milênio Editora, 1996, Rio de Janeiro, Brasil, 733 pp., ver p. 84. Veja também “Illustrated A-Z of Understanding Star Signs”, general editor Kim Farnell; Flame Tree Publishing, London, Printed in China, 224 pp., 2002, pp. 160-161. 
 
[2] Veja o livro “Astrology, Psychology, and the Four Elements”, de Stephen Arroyo, M.A., CRCS Publications, California, EUA, 191 pp., 1975, especialmente p. 107.
 
 
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O artigo “A Lição do Sol em Escorpião” foi publicado nos websites associados dia 20 de novembro de 2020, enquanto o Sol estava no grau 28 de Escorpião.
 
 
Leia mais:


Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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