4 de junho de 2020

O TEOSOFISTA, Junho de 2020


  


A edição de junho aborda, sem aparente destaque, a relação entre maçonaria e instituições democráticas. Uma ordem maçônica poderia participar de uma aventura golpista? Na página 14, o leitor encontrará esta reflexão:

Há pelo menos várias décadas a maçonaria do Grande Oriente do Brasil (GOB) tem tido uma postura de respeito pela Constituição e pela ordem democrática no país.”

E ainda:

A filosofia maçônica é humanista. Ela é essencialmente contrária ao nazismo, ao fascismo e a outras ideologias totalitárias. Porém, nada que é humano dispõe de garantias eternas.”

Na página dois, um link leva para o website do Senado brasileiro, que anuncia: “Mourão afirma que Maçonaria Quer um Brasil Fraterno e Livre”.

É algo a avaliar com calma.  

A edição começa com o artigo “Aspectos Positivos da Quarentena”, de Juan Pedro Bercial.
À página três, temos “A Moderação no Afeto”. Em seguida vem “A Força Lúcida do Amor à Vida”.

Outros temas abordados neste Teosofista:

* Desafios Que o Brasil Vencerá: Dupla Personalidade, Ilusão e Autoritarismo na Vida Pública.

* O Outro Brasil Que Vem Aí: um Poema de Gilberto Freyre.

* Aprendendo a Aceitar a Felicidade.
 
* Ideias ao Longo do Caminho: Abrindo Espaço Para a Cooperação.

* GOB: a Escolha da Maçonaria: os maçons defendem a liberdade e cidadania?

* Os Guardiães de um Propósito.

* Paracelso e o Neoplatonismo.

* A Filosofia Esotérica e o Amor Pelo Nosso País.

E também:

* Uma Pergunta Sobre Conflitos Psicológicos.

Com 21 páginas, a edição inclui a lista dos itens publicados recentemente nos websites associados.  


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A coleção completa de O Teosofista” está disponível nos websites associados.

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31 de maio de 2020

O Compromisso da Alma

Expandir Nossa Conexão Com o Tempo Eterno

Robert Crosbie





Como podemos aplicar a Teosofia à vida diária?

Primeiro, ao acordar, devemos pensar sobre o que somos em realidade; e esforçar-nos por compreender o que este pequeno segmento da nossa grande existência pode significar na longa série das nossas existências; e decidir viver o dia inteiro com base nas nossas compreensões mais elevadas, vendo em cada acontecimento e circunstância uma reprodução em grande ou pequena escala daquilo que já aconteceu, e lidando com cada um deles desde aquele mesmo ponto de vista elevado.

Decida lidar com os fatos como se cada um deles tivesse um profundo significado oculto e fosse uma oportunidade para aprofundar os êxitos do passado, ou para compensar os erros. Vivendo assim de momento a momento, de hora em hora, a vida será vista como parte de uma grande rede de ações e reações entretecidas em cada ponto; uma rede conectada com a Alma que deu a energia para a sua sustentação.

Se cada acontecimento - grande ou pequeno - for olhado desta maneira ao longo de todo o dia, dentro de um certo tempo você terá o poder de guiar e de controlar as suas energias.

Os ciclos menores do eu pessoal estarão em relação com o Eu Divino, e a força que flui deste último se mostrará de muitas maneiras, fortalecendo toda a sua natureza e mudando até mesmo as condições, físicas e outras, que o rodeiam.

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O texto acima está publicado nos websites associados desde o dia 30 de maio de 2020. Foi traduzido por CCA da revista “Theosophy”, de Los Angeles, edição de agosto de 1919, p. 320. Faz parte também da edição de janeiro de 2019 de “O Teosofista”, pp. 1-2, onde está intitulado “O Compromisso com a Sabedoria”.   

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Clique para ver outros textos de Robert Crosbie.

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26 de maio de 2020

Olhando Para as Fontes da Violência

Os Impulsos Destrutivos São Sintomas de
Uma Frustração Profunda, Que Se Deve Curar

Enrique Pichon Rivière e Ana Pampliega de Quiroga


Ana Pampliega de Quiroga e Enrique Pichon Rivière. Enrique viveu entre 1907 e 1977.





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Nota Editorial de 2020

De onde surgem os papagaios imitadores
de Adolf Hitler, que usam um discurso de
esquerda ou de direita e apresentam-se como
socialistas ou capitalistas, para prometer ao povo
a felicidade através da destruição, e do ódio?  

Ana Pampliega de Quiroga e Enrique Pichon
Rivière analisam os sentimentos de frustração dos
cidadãos e mostram como alguns aventureiros   
podem aproveitar-se desta forma de sofrimento.

Os povos crescem enfrentando e vencendo crises.
A compreensão liberta da violência. A paz estimula
a sabedoria. Não deveria ser muito difícil perceber
um fato básico: a ajuda mútua é melhor que o rancor.

(Carlos Cardoso Aveline)

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Durante os últimos tempos, os jornais, ao mencionarem os acontecimentos de ordem nacional e internacional, registraram episódios de violência cuja intensidade e repetição só podem ser explicadas através de uma análise cuidadosa.

O mundo está submetido em sua totalidade a uma frustração do ser humano na sua possibilidade de realizar-se. Disso surgem tremendas tensões carregadas de hostilidade e que contam com um denominador comum: a agressão. Esse medo é hoje uma enfermidade universal e é contra ele que aparece um mecanismo de defesa: a violência.

Esta tensão surge em focos diversos, parciais, em atitudes grupais ou isoladas, mas que sempre refletem a situação de uma comunidade. Se um homem, como ocorreu há pouco no Texas, sobe numa torre e assassina dezenas de pessoas a tiros, não se trata de um mero fato casual. Neste momento ele atua como porta-voz de todo um grupo. A explosão isolada desta violência é uma maneira de defender-se ou de postergar a violência universal, que significaria hoje a destruição da humanidade.

A violência pode ser definida como uma reação coletiva ocasionada pela acumulação de frustrações de indivíduos que, em um momento dado, por se identificarem com um mesmo conflito, adquirem a sensação de pertencer a um grupo. A agressão, ainda que se manifeste caoticamente, é precedida sempre de uma etapa de planificação e tende a destruir o que representa a fonte de frustração ou de medo, seja um objeto concreto ou um símbolo deste objeto. A violência aponta sempre para uma direção.

Debaixo desta estrutura de agressão, que de um modo ou de outro se torna coletiva, encontramos uma agenda incorporada já à nossa cultura e alimentada por dois fatores assinalados várias vezes ao longo destas notas [1]: a insegurança e a incerteza.

Fenomenologicamente, o ato de violência é precedido de um período de obscuridade (por isso se fala de violência cega), como se fosse esperado o enfraquecimento da censura para produzir o impulso irreprimível da agressão. Estudando detidamente o fenômeno da explosão da violência, se observa junto ao período prévio de planificação uma percepção do lugar ou do símbolo de onde surge o mal-estar, e ao qual se dirigirá o ataque. Para analisar a eclosão de violência devemos estudar as suas causas, os seus personagens, o campo em que ela se desenvolve, os objetivos para os quais ela aponta. 

Dificilmente um ato de violência se engana na sua direção; ele toca sempre os valores que o grupo agressor quer substituir.

Quanto às causas, a principal é a já mencionada frustração, surgida e continuamente alimentada através do caráter competitivo da nossa sociedade, pelo caráter inacessível das fontes de satisfação pessoal [2], um aumento incessante de custo de vida, tendo como resultado uma expansão da incerteza e do medo do desemprego, somando-se a isto a impossibilidade de planejar um futuro.

As diferenças de classe social, as tensões raciais, e as perturbações na comunicação entre pessoas, classes sociais e instituições, esta situação de desencontro que alguém chamou de “Diálogo de Surdos”, apenas agravam a situação.

Estas diferenças, causa de tensões, têm sido traduzidas no plano internacional em termos de desenvolvimento e subdesenvolvimento; e o caráter monopolista, colonialista e imperialista das grandes potências [3] agrava a inveja e a rivalidade em um mundo dividido entre pobres e ricos, originando-se outra vez esta frustração que leva à violência.

Os protagonistas deste golpe de violência são, por um lado, os que alimentam situações de tensão, configurando instituições, atitudes e preconceitos que provocam a frustração. Por outro lado, eles são combatidos pelas vítimas de uma constante desilusão.

Uma das saídas para esta situação de conflito é a escolha de pessoas ou grupos minoritários sobre os quais se projeta a agressão. Uma vez mais a explosão parcial permite uma drenagem de agressividade e trata de salvar a sociedade da destruição total.

Em um dado momento, pouco importa quem seja o objeto do ódio; é por isso que Harman Bahr, cinquenta anos antes do nazismo, escreveu:

“Se não existissem judeus os antissemitas teriam que inventá-los.”

O mesmo deve-se dizer dos negros, dos adolescentes, isto é, de todas as minorias com características diferenciadas que em um dado momento desempenham o papel de bode expiatório.

Esses grupos que representam o papel de vítimas são minorias às quais cabe desempenhar o papel de agentes da mudança social, despertando os medos universais: o medo à perda e o medo ao ataque, e reforçando desta maneira os fatores que desencadeiam a agressão.

NOTAS:

[1] “Estas notas”: alusão aos capítulos da obra “Psicología de la Vida Cotidiana”, de Enrique Pichon Rivière e Ana Pampliega de Quiroga. (CCA)

[2] “Fontes de satisfação pessoal” - os autores se referem aqui às fontes meramente materiais de satisfação pessoal, cujo caráter falso e ilusório a teosofia desmascara. (CCA)

[3] Grandes potências colonialistas que são tanto “capitalistas” quanto “comunistas”, como é o caso notável da China nas primeiras décadas do século 21. (CCA)

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O artigo “Olhando Para as Fontes da Violência” foi traduzido por CCA da obra “Psicología de la Vida Cotidiana”, de Enrique Pichon Rivière e Ana Pampliega de Quiroga, Editorial Galerna, Buenos Aires, 182 páginas, 1970, pp. 78-80. Título original: “La Violencia”. A publicação nos websites associados ocorreu dia 26 de maio de 2020.

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Veja os artigos da seção temática Brasil e Portugal: a Ética na Construção do Amanhã”.

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20 de maio de 2020

Como Abandonar a Prática do Rancor

Os Sentimentos de Ódio São Derrotados Pela
Justiça Imparcial e Pela Boa Vontade em Ação

Carlos Cardoso Aveline





* A indignação sincera faz parte da vida, mas ela deve ser colocada sempre, de imediato, no contexto maior do espaço amplo e do tempo de longo prazo. Assim a serenidade a substituirá em seguida.

* As energias negativas usam o rancor mútuo para provocar curtos-circuitos na energia valiosa da lucidez coletiva.

* É tarefa de todo cidadão de boa vontade ficar fora dos processos de ódio sistemático. Cabe preservar e fortalecer a energia da boa vontade, usando o discernimento e a firmeza na defesa do que é correto.

* Os agentes da destruição social e do desrespeito pela vida devem ser impedidos de destruir, não porque se tenha ódio pessoal a eles, mas porque se tem amor às vidas que eles ameaçam.

* Grande rigor e severidade são necessários com quem despreza a vida; porém rigor é diferente de má vontade.

* As pessoas podem ser perdoadas num plano humano. Porém as ações erradas devem ser corrigidas e, quando criminosas, a lei deve ser aplicada para que o erro não se repita.

* A linguagem a ser usada durante os conflitos deve ser moderada. Às vezes, no entanto, uma linguagem forte é necessária para romper processos hipnóticos coletivos, produzidos por falsos messias e “salvadores da pátria”. Exemplos desse processo doentio a ser eliminado com vigor são as ações de Adolf Hitler e de seus inúmeros imitadores.

* A teosofia que não olha e não enxerga os grandes desafios sociais não é teosofia, mas um discurso vazio. Teosofia é respeito pela vida de todos, e é um sentimento ativo e criativo de compaixão e solidariedade.

* O ódio não é derrotado pelo ódio, conforme ensina o Dhammapada. Cedo ou tarde, todo rancor é derrotado pela firmeza da justiça imparcial e pela boa vontade vigorosa, combinada com discernimento.

* O caminho para regenerar uma cidade, um país ou uma civilização inteira consiste em cada indivíduo melhorar a si mesmo, ouvindo a voz da sua consciência. Deste modo cada família passa a purificar seus relacionamentos, através do bom senso, e os diferentes grupos sociais zelam pelo aperfeiçoamento moral de todos.

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O artigo acima foi publicado nos websites associados dia 20 de maio de 2020.

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Para ler a respeito dos problemas psicológicos sérios nas relações sociais e na vida dos países, veja o artigo “A Política da Histeria”.

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Examine os títulos da seção temática “Psicologia, Psicanálise e Filosofia Esotérica”.

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13 de maio de 2020

A Lição do Sol em Touro

A Base e o Topo da Escada Para o Céu

Carlos Cardoso Aveline


Vênus rege o signo estável e realizador de Touro, do elemento Terra




O signo de Touro começa em 21 de abril, trazendo consistência e durabilidade ao que fazemos. No hemisfério norte, onde mora a maior parte da humanidade, a primavera se consolida. O estado de espírito inovador das semanas anteriores, percorridas sob o signo de Áries, é substituído pela busca da concretização e pela vivência da firmeza.

Agora se faz uma aliança entre a renovação e a rotina, para que os sonhos humanos se realizem na existência diária.   

Em qualquer signo do zodíaco, a eficiência com que se age depende da quantidade e da qualidade da experiência reunida pela alma ao longo das encarnações. A cada ronda da energia da vida pelo ciclo zodiacal, alguns aspectos são aprimorados. Um número incalculável de ciclos grandes e pequenos é necessário ao aperfeiçoamento humano.

Peixes renovou a alma dando-lhe um banho purificador de contato com os sonhos universais e a sabedoria eterna. Áries inaugurou um novo ciclo anual de ação e esforço concretos. Touro, regido por Vênus, traz a calma. Chega ao auge a força durável do projeto de renovação e consolidação. Nesta etapa da jornada da alma a meta é expandir e preservar aquilo que consideramos “nosso”.

Peixes é o território metafísico e universal de onde a cada ano começa, com Áries, a jornada zodiacal pelos 12 signos. Do diálogo entre Touro e Peixes surge uma energia construtiva, chamada de sextil. Em Touro trata-se de realizar o sonho generoso da universalidade fraterna. Incorporando as lições dos signos anteriores, a meta intuitiva da vibração taurina é sintetizar céu e terra. Ele conta com a coragem e o ânimo trazidos por Áries, e usa a paciente visão unitária de Peixes. [1]

É equivocado pensar que há signos ou planetas mais espirituais que outros. Astrólogos aparentemente excelentes caem neste erro porque não estudaram a teosofia clássica.

A influência de cada planeta circula em todos os níveis de consciência e é, portanto, simultaneamente positiva e negativa, sagrada e inferior, espiritual e material. O significado de uma influência celeste varia conforme o plano de consciência no qual é vista. Cabe aos humanos erguerem-se até à dimensão sagrada das constelações e do nosso sistema solar.

Para compreender as lições do céu, é necessário portanto que haja uma percepção dos sete princípios da consciência e dos contrastes surpreendentes que ocorrem no diálogo entre o eu superior e o eu inferior. [2]

O Momento de Concretizar

Durante o magnético signo de Touro, a vida se fortalece. Aqui a alma reúne mais elementos seus, acumula, protege, preserva, age conservadoramente, valoriza com paciência a rotina. Nos momentos de ruptura, porém, Touro adota com facilidade a atitude do seu signo oposto, Escorpião, e transmuta a situação de modo súbito, surpreendente, definitivo. Touro ama a paz e evita crises, mas sabe enfrentá-las como poucos signos do zodíaco. Nesta etapa da viagem anual do sol o ser humano aprofunda a prática da perseverança, e da continuidade.

Não faltam escritos astrológicos qualificando Touro como um signo materialista. Cada astrólogo sintoniza com aquilo que consegue enxergar, nos diversos signos. A verdade é que as diferentes regiões do zodíaco são escadas para o céu e fluem como escolas que ensinam sabedoria divina.

O Topo e a Base da Escada

Toda escada celeste precisa estar alicerçada no barro da Terra (tal como a flor de lótus). Caso contrário não seria escada. Porém, cabe olhar uma escada sagrada de alto a baixo e ver os seus sete grupos de degraus, ou sete patamares de realidade. Qualquer signo ou planeta só pode ser compreendido quando é visto como um todo multidimensional que inclui matéria e espírito, combinados de várias formas em diferentes camadas de significado e de consciência.

O signo de Touro está relacionado com a era de ouro da astronomia antiga. Nos zodíacos de maior antiguidade, ele marca a época dourada do começo do ano. [3]

O diálogo silencioso entre Touro e as Plêiades relaciona-se com o mistério de Buddha e com a energia galáctica. Os dias finais de Touro possuem o poder de expansão da energia sagrada e consolidam a vivência da iluminação. O mesmo ocorre com a posição exatamente oposta no ciclo anual do sol, o final de Escorpião - em torno de 16 a 21 de novembro.

Esta ponte simétrica para o céu - ancorada em maio e novembro - coloca o carma e o destino do nosso pequeno planeta no contexto maior de um espaço-tempo ampliado, com vastos ciclos de evolução em cenários enormes. Na aprendizagem humana e terrestre, o “grande ano das Plêiades” é de 25.900 anos. [4]

A energia de Touro fortalece o indivisível processo magnético de uma escada sagrada que é tanto terrestre quanto celeste. Para que a alma do peregrino alcance um grau cósmico de percepção, os seus pés devem estar firmemente colocados no chão.

O próximo passo da evolução para o signo terrestre e sagrado de Touro é melhorar a “ponte vertical”.  Paracelso escreveu sobre os espíritos dos elementos, e Stephen Arroyo afirma:

“Os espíritos de terra são os gnomos, que devem ser controlados através da generosidade com contentamento. Obviamente, a generosidade combinada com contentamento não é uma qualidade muito fácil de encontrar nos signos de Terra [Touro, Virgo e Capricórnio], e é portanto algo que para eles será benéfico aprender. Além disso, eu poderia acrescentar que a força e luminosidade dos signos de Terra brilham mais quando eles assimilaram esta qualidade como parte da sua natureza.” [5]

Uma vez que é associado a uma visão luminosa da vida do cosmo, o hábito taurino de trabalhar visando obter metas práticas e úteis constitui uma ferramenta decisiva para eliminar o processo do sofrimento desnecessário, tanto no plano individual como no plano coletivo.

NOTAS:

[1] Veja os artigos “A Lição do Sol em Peixes” e “A Lição do Sol em Áries”.

[2] Um estudo sobre os diversos níveis de percepção da alma é realizado em “Os Sete Princípios da Consciência”. A ligação entre alma mortal e alma imortal é discutida no artigo “A Ponte Entre Céu e Terra”.

[3] “Star Names, their lore and meanings”, Richard Hinckley Allen, Dover Publications, Inc., New York, 1963 (first edition 1899), 563 pp., ver página 378.

[4] “Star Names, their lore and meanings”, Richard Hinckley Allen, obra citada, ver o alto da página 393.

[5] Do livro “Astrology, Psychology and the Four Elements”, subtítulo “An Energy Approach to Astrology & Its Use in the Counseling Arts”, obra de Stephen Arroyo, M.A., CRCS Publications, California, EUA, 191 pp., 1975, ver p. 107.

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O artigo “A Lição do Sol em Touro” foi publicado nos websites associados dia 13 de maio de 2020.


Outros artigos disponíveis:



Os Deuses no Céu”.

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