1 de abril de 2020

O TEOSOFISTA, Abril de 2020




As páginas um a quatro do Teosofista de abril apresentam o artigo “Fazendo o Que Depende de Nós”, que afirma:

“Qualquer cidadão pode obter um profundo sentimento de tranquilidade por saber que está fazendo, hoje, o que depende dele. Sempre é possível praticar a ioga da ação correta de acordo com as nossas possibilidades. Uma consciência leve e limpa nos permite não ter preocupações excessivas com o que não faz parte do nosso dever.”

Na página cinco, o leitor encontra um breve poema de Teixeira de Pascoaes: “A Agricultura dos Escritores”.

A seguir temos os textos “Epicteto Ensina a Estar Preparado” e “O Alerta e a Confiança”.

Um destaque da edição é o livro “Pedro Álvares Cabral”, de Metzner Leone, recém-publicado em nossos websites. Seu subtítulo é: “A Mais Completa Defesa do ‘Descobridor
do Brasil’ Tem a Força e a Luz do Inesperado”.

O leitor pode ver ainda:  

* Oportunidades Para Despertar;

* Trecho de abertura do artigo “A Desafiante Relação Entre Luz e Sombra”;

* Ideias ao Longo do Caminho - o Centro da Aura de um País é Feito de Justiça e Equilíbrio; e

* Notas de Leitura - Três Caminhos Para a Paz, de Arnalene Passos do Carmo.

Com 14 páginas, a edição inclui a lista dos itens publicados recentemente nos websites associados.  




000

A coleção completa de “O Teosofista” está disponível nos websites associados.

000

O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


000

30 de março de 2020

Pedro Álvares Cabral

A Mais Completa Defesa do 'Descobridor do Brasil' Possui a Força e a Luz do Inesperado

Metzner Leone





00000000000000000000000000000000000000

Pedro Álvares Cabral”, Metzner
Leone, Editorial Aster, Lisboa, 1968,
522 páginas. Coleção “Grandes Biografias”.

0000000000000000000000000000000000000000



Comentário da Editora Aster

Nenhuma grande figura da nossa História é tão desconhecida como Pedro Álvares Cabral. A concentração dos documentos num só momento da sua vida parecia condenar o grande navegador a ser, na História, uma espécie de meteoro, iluminado e logo extinto junto ao Cruzeiro do Sul…

Metzner Leone, habituado ao estudo psicológico das personagens da Ficção e da História, e marcado pelas disciplinas de objetividade que fazem o verdadeiro jornalista, soube arrancar da penumbra dos arquivos e salvar da luz deformante das ideologias o primeiro homem que uniu numa só viagem os quatro grandes continentes, completando o quadro das navegações oceânicas do século XV.

Uma biografia de Cabral parecia uma tarefa impossível de realizar. E seria de fato impossível para quem não dispusesse simultaneamente de uma audaciosa imaginação e de um respeito sagrado pela verdade.

Em toda obra de interpretação, abre-se uma margem mais ou menos larga, em que são possíveis, e até indispensáveis, as opções pessoais. O historiador não pode limitar-se a fornecer ao leitor a secura das fontes. Menos ainda o biógrafo, de quem o público espera, com alguma razão, a capacidade de cor e de vida que em geral se encontra no romancista.

A obra que a Editorial Aster tem o prazer de apresentar ao vasto público português e brasileiro escapa aos dois perigos em que era fácil cair: o cientismo rígido e a fantasia fascinante. Mas o leitor mais exigente de prosa máscula e desempoeirada verá que esta biografia de Pedro Álvares Cabral não é uma obra “moderada”, feita com o cuidado doentio de evitar escolhos: para que nela revivessem, como revivem, uma época e um homem, o seu autor começou por viver intensamente o drama desse homem e dessa época. E a obra que escreveu tem o vigor e a veracidade de um testemunho. O público há de encontrar nela o sabor do inesperado.

(A Editora) [1]


NOTA:

[1] O texto acima foi reproduzido da orelha esquerda do volume “Pedro Álvares Cabral”. A ortografia foi atualizada. (CCA)

000

O livro “Pedro Álvares Cabral” foi publicado nos websites associados dia 30 de março de 2020.

Leia A Arte de Descobrir o Brasil” O Brasil Universalista”. Veja outros títulos da seção temática Brasil e Portugal: a Ética na Construção do Amanhã”.


O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


000

23 de março de 2020

A Desafiante Relação Entre Luz e Sombra

O Poder da Sabedoria é Gerado
Pela Observação Serena dos Contrastes

Carlos Cardoso Aveline


A contenção da energia cega da vida (na parte superior da imagem)
permite a produção da sabedoria tendo como base a literatura clássica




Há sérias dificuldades de compreensão mútua entre a sabedoria e a ignorância.

Em qualquer área de ensino e aprendizagem, a comunicação entre quem sabe e quem não sabe não é assunto simples, e pode transformar-se em um diálogo de surdos. [1]

Para evitar este tipo de armadilha, cabe observar em primeiro lugar a relação que temos com a nossa própria ignorância.

Há uma grande diferença entre ser tolo e ser ignorante.

Tolo não é aquele que não sabe. Tolo é aquele que, não sabendo, pensa que sabe; e com frequência pensa que “sabe tudo”.

O começo da sabedoria não está, portanto, em aprender isso ou aprender aquilo. É falso todo aprendizado que ocorre sobre bases falsas.

O começo da sabedoria consiste em saber que pouco ou nada sabemos. É esta constatação humilde, realista, sincera, que abre espaço para a verdadeira aprendizagem.

Segundo a teosofia de Helena Blavatsky, o fosso às vezes insondável entre o saber e o não-saber é vencido através da boa vontade e da comunhão.

A alma espiritual “sabe tudo” no sentido de estar em unidade com todas as coisas. A ignorância não existe nos níveis supremos da realidade. E neles tampouco existe o saber pensante. A comunhão espiritual entre as almas faz com que se perceba um fato básico: a dificuldade de comunicação só ocorre nos níveis superficiais da realidade.

Escrevendo sobre a relação entre sabedoria e ignorância, Vinoba Bhave afirmou:

“A luz não pode ver a escuridão, porque ilumina tudo aquilo que olha. Do mesmo modo, o homem bom só vê bondade a seu redor. Mas ele não vive no paraíso dos tolos, porque o seu trabalho ergue, semeia e reúne a bondade que ele deseja ver por toda parte.” [2]

Examinemos, então, os impasses presentes na relação entre o saber e o ignorar. [3]

A sombra não vê a luz, porque fica cega e ofuscada diante dela. Por outro lado, a luz vê a sombra. Neste ponto alguém pode perguntar:

“De que modo é possível este paradoxo? Se a luz afasta a sombra onde quer que esteja, a luz deve ser incapaz de ver ou perceber a ausência de si mesma.”

Ocorre, porém, que a luz não vê a sombra de fora para dentro. Isso seria, mesmo, impossível.

A luz suficientemente intensa vê a sombra de dentro para fora. A luz, quando intensa, passa a ser tanto interna como externa. Tanto oculta como manifesta. Atuando desde o interior das coisas e dos seres, a luz (búddhica) compreende a sombra e vê e enxerga nela, corretamente, a promessa de luz.

A vida é cíclica.

O destino da meia-noite é tornar-se o meio-dia. A madrugada mais escura contém em si a aurora e as outras horas também. Vive no inverno a semente mais secreta e mais verdadeira da primavera.

A sombra talvez não saiba amar a luz, mas a luz ama a sombra, porque reconhece nela a semente e o projeto da luz.

Toda sombra é apenas uma luz que ainda não aconteceu. A criança talvez não compreenda o adulto, mas o adulto compreende a criança, porque vê a criança como promessa de um ser maduro que florescerá um dia.

A ciência do magnetismo puro inclui o saber usar a força elétrica das oposições e dos contrastes. Parte desta ciência consiste em transcender e harmonizar a energia confusa das lutas, dos dilemas, dos impasses. Em teosofia, cabe desarmar os curtos-circuitos das relações entre as almas, e também desarmar, na mesma alma, os curtos-circuitos das relações entre vários níveis de consciência, mais elevados e menos elevados.

Da serena compreensão do paradoxo surge uma certa força elétrica e magnética.

Algo semelhante acontece no choque entre o vento e o catavento; entre a água de um rio e a barragem hidrelétrica; entre a pressão dos fatos externos e a consciência do teósofo que reúne e expande - tranquilo, imperturbado - a sua própria vontade interior.

Os obstáculos são os professores do aprendiz bem informado. As dificuldades têm a mesma função que a água e o vento. As ondas de fatos novos são tão úteis como a energia eólica. A força deles é transformada no poder da sabedoria. Este poder é invisível, mas pode ser percebido.

Ampliando a Qualidade de Vida

Ao saber que pouco ou nada sabe, o amigo da verdade abre espaço para aprender primeiro em sua alma, e só depois, num nível menos fundamental, em sua consciência pensante.

Fugir instintivamente dos contrastes não é sábio, porque faz aumentar a força cega e desorganizada deles.

Por outro lado, olhar diretamente para os paradoxos desde o ponto de vista de uma calma e desapegada compreensão permite ver a unidade potencial dos opostos; permite encontrar o ponto ótimo da cooperação entre eles, e produzir a cura para a dor ilusória da dissociação.

O sofrimento da separatividade é tristemente ilusório, porque tudo no universo pulsa sempre em comum união. A dor da incomunicação é ilusória, mas parece bastante real a quem a sofre.

Curar tal sofrimento é um processo que pertence ao que eu chamo de oftalmologia da alma. A tarefa é enxergar a vida como a vida é, e não como a vida pode parecer nos sonhos maus de uma criança assustada.

A ciência magnética da teosofia ensina a transmutar e usar a força do contraste entre os opostos. O primeiro passo é olhar com amizade sincera a energia do desencontro. Lançar um olhar amigo sobre o paradoxo entre o desejo e a situação desejada, o contraste entre o medo e o perigo, o desentendimento entre a esperança e a meta almejada.

A raiva, a angústia e outros sentimentos negativos são resultados deste contraste, assim como todas as situações de sofrimento. Através da compreensão da simetria da vida [4] o aprendiz decifra o enigma dos desencontros em seu mundo interior e no mundo que o rodeia. A contenção da energia cega da vida permite a produção da sabedoria, com ajuda da literatura clássica. 

O caminho da sabedoria consiste, portanto, entre outras coisas, em compreender e harmonizar a unidade dos contrários, tal como ocorre no casal que se ama e na família ou instituição em que reina a sinceridade.

Deste modo se estabelece uma cooperação estável entre os opostos, e esta produz não só mais vida, mas também mais qualidade de vida e um maior discernimento espiritual.

NOTAS:

[1] Clique para ver, por exemplo, o artigo “Será Possível Ensinar Honestidade?”.

[2] Do documento “Thoughts of Acharya Vinoba Bhave”, emitido pela “Research and Reference Division” do “Ministry of Information and Broadcasting” do governo da Índia em 13 de novembro de 1982, 4 pp. em papel ofício, ver p. 4. Palavras citadas no artigo “Vinoba e a Vontade de Construir”.

[3] Uma relação aparentemente esquizoide, ou seja, mutuamente dissociada, como entre dois “desconhecidos íntimos”.

[4] Examine o artigo “A Lei da Simetria”.

000

O artigo acima foi publicado nos websites associados dia 23 de março de 2020.

000

Para observar o poder do contraste entre concentração e dispersão, estude, entre outros, os textos “Jatru Trataka, o Exercício”, “Namu Amida Butsu”, e “Para Fortalecer a Vontade”.

000

Leia os livros “O Poder da Sabedoria” e “Três Caminhos para a Paz Interior”, de Carlos Cardoso Aveline. Para ver outros escritos deste autor, clique aqui.

000

O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:


000

Jatru Trataka, o Exercício

Concentrando e Ampliando a Atenção

Carlos Cardoso Aveline


Jatru Trataka
                                                                                                                                                        



O exercício Jatru Trataka é uma prática simples, que aumenta a nossa capacidade de estar alertas e relaxados. Pode ser realizado enquanto o estudante está sentado ou em pé. A cabeça fica voltada para a frente. Veja as fotos acima.

1) Com a coluna ereta, feche a mão direita - exceto o polegar, que fica quase totalmente erguido.

2) Mantendo a cabeça imóvel, coloque a mão direita imediatamente à frente do ombro esquerdo, e fixe no polegar o foco da sua visão. Permaneça assim alguns segundos, evitando que uma insistência cause desconforto.

3) Coloque a mão esquerda imediatamente à frente do ombro direito e - conservando a cabeça imóvel - fixe o foco da sua visão no polegar.

4) Evite que uma insistência cause desconforto: a moderação é fator decisivo. Se fizer o exercício diariamente, depois de algum tempo poderá chegar a um minuto para cada ombro.

Efeitos, caso haja uma prática moderada:

* Despolui a consciência. Purifica o estado emocional.
* Aumenta a capacidade de percepção, física e psicológica.
* Fortalece o discernimento. Expande a compreensão.
* Aumenta a capacidade de concentração. Torna mais fácil contemplar em abstrato.

Se houver um começo de dor ou desconforto nos olhos, interrompa a prática durante alguns dias e, quando voltar ao exercício, use de menos tempo.

Fontes:

* “Guide to a Fuller Life”, The Yoga Institute, Santa Cruz, Bombaim (Mumbai), Índia, 1986, 71 pp., ver p. 25. * Diversas outras obras. * Experiência pessoal ao longo do tempo.

000

Jatru Trataka, o Exercício”, foi publicado nos websites associados dia 23 de março de 2020. Uma versão inicial do artigo faz parte da edição março de 2020 de O Teosofista”, 
pp. 5-6. Título Original: “Jatru Trataka”.

000

Leia os textos Namu Amida Butsu”, de CCA,  e Diagrama de Meditação”, dHelena Blavatsky.

Clique para ver outros escritos de Carlos Cardoso Aveline

000

O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


000



17 de março de 2020

O Primeiro Passo Para a Cura

As Lições Ensinadas Pela
Pandemia do Coronavírus

Carlos Cardoso Aveline






Enquanto uma centena de países passa por uma profunda mudança psicológica e social devido à expansão pandêmica do Coronavírus 2019, a civilização ocidental é severamente confrontada por uma ou duas lições sobre a lei da vida.

A Ásia tem um carma diferente, embora as semelhanças sejam muitas.

A pandemia produz transformações imediatas no cenário econômico, político e social. A natureza das mudanças pode ser drástica, mas como são extremamente complexas e multidimensionais, não é fácil entendê-las no curto prazo. As decisões devem ser tomadas com firmeza, porém precisam ser constantemente reavaliadas e ajustadas, às vezes de modo radical. Decisões fundamentais, com resultados de longo prazo, são feitas lado a lado de medidas decisivas que podem ser necessárias apenas durante uns poucos meses. Está em jogo o futuro imediato da nossa civilização.

A nova situação pode ajudar as nações ocidentais a arrepender-se e recuperar-se do processo catastrófico de perversão da energia vital ou Kundalini dos seus cidadãos - conforme Damodar Mavalankar afirma em seu artigo do século dezenove “A Ética Humana e os Terremotos”. [1]

A súbita redução do convívio social, necessária para proteger a vida diante da pandemia do Coronavírus, força muita gente a olhar para dentro e reavaliar sua vida.

Há séculos a humanidade tem sofrido de um grave desvio, o egoísmo materialista; e desde o começo do século vinte a doença ficou pior.

Usando como desculpas a liberdade e os direitos individuais, foram dados estímulos ao uso de drogas, ao alcoolismo, à falsidade, à vaidade, ao sensualismo, à dispersão mental, ao aborto e à eutanásia. Versões fanáticas de falsa religiosidade cresceram lado a lado com a adoração do dinheiro, com a destruição ambiental, as perversões sexuais, os crimes financeiros e outras formas de cegueira moral.

Uma vez que as lições do autocontrole e da simplicidade voluntária tenham sido aprendidas, os erros básicos que destroem as comunidades são deixados de lado e a cura pode começar. No entanto, o processo de abandono das formas individuais e coletivas de ignorância nociva só pode acontecer se as pessoas deixarem de apegar-se a ilusões, em primeiro lugar. Isso raramente é fácil.

O arrependimento e a rejeição das ilusões materialistas tornam possível restabelecer uma ligação forte com nossa própria alma espiritual e com o mundo divino. No judaísmo, Teshuvah, o retorno ao sagrado, é um movimento interno - de toda a Criação assim como de indivíduos particulares - no rumo da perfeição. Para Rav Abraham Isaac Kook, “isso se expressa na vida do indivíduo e na vida da nação, no desenvolvimento cultural e na melhora do governo”.

Rav Kook afirma:  

“A penitência geral, que envolve elevar o mundo à perfeição, e as penitências particularizadas, que pertencem à vida pessoal de cada indivíduo … todas constituem uma só essência. Do mesmo modo, todas as reformas culturais pelas quais o mundo se ergue da decadência, as melhoras na ordem social e econômica através da correção de cada erro … tudo isso constitui um todo inseparável.” [2]

Os obstáculos criam oportunidades. Não há razão para exagerar os sentimentos de tristeza. O futuro da humanidade é saudável e brilhante. Não nos enganemos, no entanto: não será através da prática da preguiça que iremos melhorar a vida. [3]

O planeta e a humanidade não estão em perigo. Porém, não se pode prever o preço a ser pago antes de chegar à próxima fase da evolução, que será mais segura. 

A humanidade deve aprender dos seus erros, de modo a construir civilizações que mereçam viver. A transição probatória para um futuro melhor poderia necessitar mais de uma grande catástrofe de dimensões planetárias e devastadoras. A boa notícia é que isso é apenas um perigo e uma possibilidade, por maior que seja em aparência. A porta para a sabedoria não fecha jamais. O equilíbrio moral e a responsabilidade cármica também podem ser desenvolvidos de modo a evitar a destruição externa em grande escala.

A pesquisa teosófica séria mostra que a humanidade não foi abandonada. Ela nunca foi esquecida pelos sábios imortais. Ela é agora mesmo observada, ajudada e acompanhada por grandes almas. Porém, o comportamento dos seus Professores - os Mestres de Sabedoria na linguagem teosófica - não é o comportamento de mães neuróticas e exageradas que insistem em mimar os seus filhos até a destruição de tudo. 

A cura das nações ocorrerá através da prática generalizada da autorresponsabilidade e da cooperação fraterna. A regra é: “Antes de desejar, faça por merecer”. O primeiro passo para interromper o processo de produção de dor desnecessária consiste em compreender as causas e as consequências de cada derrota da ética.

A civilização atual está livre para desativar o processo de autodestruição que resulta da negação dos deveres morais. Os próximos passos da regeneração devem ser dados simultaneamente nos vários níveis da vida: o espiritual, o mental, o emocional e o físico. Para evitar o sofrimento desnecessário, teremos que acordar do pesadelo vergonhoso que é o egocentrismo cego.

NOTAS:

[1] Clique para ver o texto de Damodar.

[2] “On Repentance”, Rabbi Joseph B. Soloveitchik, Maggid Modern Classics, adapted and edited by Pinchas H. Peli, Maggid Books, first Maggid edition, 2017, impresso em Jerusalém, 245 pp., ver pp. 227-228.

[3] Veja o artigo “A Essência do Futuro Humano”.

000

O artigo acima foi publicado nos websites associados dia 17 de março de 2020 e é uma tradução do inglês.  Veja o texto original em nosso blogue em “The Times of Israel”.

000

Leia o artigo O Significado de uma Pandemia”, de Steven H. Levy, e o livro “Man and Society in Calamity”, de Pitirim A. Sorokin. Examine o texto “Caso Haja Um Problema Com a Civilização Atual”. Pratique a “Meditação pelo Despertar Planetário”.


000

O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


000