25 de julho de 2012

Onze Aforismos da Tradição Judaica

Refletindo Sobre
Fragmentos da Teosofia Universal

Carlos Cardoso Aveline 
  



Há milênios diferentes povos e nações registram a sabedoria eterna em frases e pensamentos curtos, que são memorizados e passados de geração em geração por tradição oral.

Séculos antes da era cristã, começaram a ser popularizados os documentos escritos. Até hoje a tradição oral da filosofia prossegue ao lado da tradição escrita, e são frequentes os “ditados populares” carregados de conhecimento profundo.   

Escritos ou falados, tais fragmentos trazem em poucas palavras a sabedoria das idades. Sua brevidade os torna eloquentes. Eles produzem paz interior naquele que reflete com calma sobre eles.

No espírito desta tradição, reproduzimos, com comentários, uma pequena seleção de aforismos clássicos dos rabinos Maimônides e Tibban, originalmente publicados por Helena Blavatsky em sua revista mensal “The Theosophist”.[1] Os aforismos estão em negrito. Os nossos comentários se seguem em linhas independentes.

1) Nunca morre aquele que vive pela sabedoria.  

É imortal aquela parte do ser humano que vivencia o conhecimento eterno.

2) O coração é o tesouro oculto do ser humano.

Está no coração o único templo verdadeiro. 

3) A sabedoria é uma árvore que cresce no coração.

E esta árvore deve crescer até que, como é da sua natureza, dê frutos sem nada esperar em troca.

4) Reduzir o alimento prejudicial é melhor do que comer alimentos que fazem bem. 

Este princípio vale tanto para os alimentos físicos como para os alimentos emocionais e mentais.

5) Se você não pode obter o que deseja, fique satisfeito com aquilo que não precisa desejar. 

Uma vida simples elimina as fontes de preocupação e sofrimento.

6) Não há riqueza comparável ao contentamento.

A felicidade está em nada desejar pessoalmente.

7) Um herói só se mostra em época de desgraças.

É diante das dificuldades que se revela o verdadeiro caráter de alguém.

8) O caminho para o Éden é difícil, mas os caminhos para Tope (o inferno) são fáceis.

Muitas vezes o que é bom não é agradável e, frequentemente, o que é agradável não é bom. O Éden e o inferno são imagens simbólicas: indicam estados de espírito vividos pela alma humana durante a vida física, e também entre duas encarnações.

9) Nenhuma crítica surtirá efeito sobre aquele que não critica a si mesmo. 

Sábio é aquele que aprende com seus erros.

10) Não é correto que um homem lamente o que perdeu. Ao invés disso,  deve cuidar bem daquilo que ainda permanece com ele.

O desapego, a perseverança e a responsabilidade são três princípios básicos para levar uma vida correta.

11) Se quiser associar-se a alguém, mostre ao indivíduo um erro cometido por ele. Se reconhecer o erro, ele é confiável. Caso contrário, deixe-o de lado.  

A verdadeira amizade só pode ocorrer quando não há uma casca externa feita de orgulho e aparências. Como destacou Marco Túlio Cícero, a amizade não pode ser uma cumplicidade visando beneficiar interesses egoístas.

NOTA:

[1] Os onze aforismos foram selecionados do texto “Aphorisms of the Sages”, em “The Theosophist”, Madras/Chennai, Índia, janeiro de 1885, p. 85.

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Uma versão inicial do texto acima foi publicada anonimamente na edição de março de 2008 de “O Teosofista”.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


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