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10 de novembro de 2021

Os Filhos de Tupã

Os Fragmentos Iniciais de um Poema Inacabado

José de Alencar

José de Alencar (em desenho de Ângelo Agostini), e Tupã, o deus-trovão
 
 

Nota Editorial de 2021:
 
Publicamos a seguir a parte inicial de um poema épico indianista de José de Alencar (1829-1877) que permaneceu inacabado. 
 
Os versos de “Os Filhos de Tupã” são reproduzidos de um jornal carioca de janeiro de 1942, em plena segunda guerra mundial. Ali, mais de seis décadas depois da morte do autor, foram publicadas as dez primeiras partes do poema.
  
 
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O material acima foi publicado como item independente nos websites associados dia 10 de novembro de 2021. Ele também faz parte da edição de agosto de 2021 de “O Teosofista”.
 
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Leia mais:
 
 
 
 
* “A Criação do Mundo” (lenda indígena).
 
* “O Jesuíta” (de José de Alencar).
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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17 de fevereiro de 2021

O Jesuíta

 A Edição Original de 1875 do
Drama Histórico em Quatro Atos

José de Alencar
 
 
Página de abertura de “O Jesuíta”, edição de 1875, e a
estátua de José de Alencar na cidade do Rio de Janeiro



Nota Editorial de 2021
 
Reproduzimos a seguir a edição de 1875 da peça de teatro em quatro atos “O Jesuíta”, de José de Alencar (1829-1877).
 
O PDF é da Biblioteca Digital do Senado Federal do Brasil.
 
A ação da peça passa-se no Rio de Janeiro em 1759.  O completo e surpreendente fracasso de público na estreia desta obra extraordinária em 1875 foi um forte golpe pessoal para Alencar, que já era o principal escritor do país e estava acostumado ao sucesso. O fato seguramente reduziu a vitalidade de José de Alencar quando o “patrono da literatura brasileira” já estava gravemente doente. O desprezo ou boicote à peça, no entanto, constitui a ponta do iceberg do mistério que cerca “O Jesuíta”.  
 
É verdade que, segundo estudiosos do teatro, a estrutura da peça apresenta falhas técnicas no uso do tempo dramático.[1] Permanece o fato de que, como narrativa, o drama é fascinante. José Veríssimo, o grande historiador da literatura brasileira, escreveu:
 
“Na obra dramática de Alencar [‘O Jesuíta’] não é a melhor, mas é porventura a mais forte, a mais trabalhada, aquela em que o autor deu mais de si, em que é mais evidente o seu esforço de fazer uma grande obra de teatro. O que vale como tal, confesso, não sei dizer. A minha impressão, porém, é de que lhe faltam qualidades teatrais e que somente atores de grandes capacidades lhe poderiam dar o relevo, a vida, o movimento que as condições especiais do teatro exigem. (…) Sua força, que a tem, é, por assim dizer, toda literária”. [2]
 
Em outras palavras, para José Veríssimo o texto é valioso sobretudo quando lido. Para o teatro, exige atores de grande talento. Um ator mediano não poderá expressar a força da narrativa.
 
E parece haver outros motivos para que uma obra polêmica do maior escritor do país tenha sido tão esmagadoramente rejeitada.  
 
* Ao final da peça, a partir da página 187, o leitor encontrará um ensaio de Luiz Leitão discutindo o valor da obra.
 
* Na página 203 começa a reflexão do próprio José de Alencar a respeito do misterioso fracasso de público. O contexto maior é a desnecessária decadência do diálogo que o Brasil mantém sobre si mesmo. Coisa de que, aliás, na primeira metade do século 21, o país ainda não se libertou.
 
E uma das chaves perdidas para a liberdade - nos planos individual, familiar e social - pode estar precisamente na obra shakespeareana “O Jesuíta”, que desafia o tempo e propõe uma abertura de portas para o futuro.
 
(Carlos Cardoso Aveline)
 
NOTAS:
 
[1] “José de Alencar - Teatro Completo”, edição em dois volumes, Ministério da Educação e Cultura, 1977, ver volume 1, 278 pp., p. 26; e todo o ensaio “O Jesuíta de Alencar: Projeto e Execução”, de Marlene de Castro Correia, pp. 25 a 33.
 
[2] Palavras de José Veríssimo citadas no livro “José de Alencar e sua Época”, de R. Magalhães Júnior, LISA - Livros Irradiantes S.A., São Paulo, Brasil, 1971, 358 pp., ver p. 324
 
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O Jesuíta
 
José de Alencar
 
Acto Primeiro
 
Um pequeno campo coberto de arvoredo nas faldas do morro do Castello, e defronte do convento da Ajuda, ainda não acabado.
 
 
SCENA PRIMEIRA
 
 
CONDE DE BOBADELLA E MIGUEL CORREIA
 
CONDE.
 
- Então?
 
CORREIA.
 
- Sahio.
 
CONDE.
 
- Com quem fallastes?
 
 
 
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Sobre o significado e a importância de “O Jesuíta”, veja o artigo “José de Alencar, os Jesuítas e as Ilusões”.

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A publicação da peça “O Jesuíta” nos websites associados ocorreu no dia 17 de fevereiro de 2021. 
 
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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 
 
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