Transcrição de um Vídeo: é a Renúncia
Que Abre o Caminho para a Felicidade

Vamos tentar desmascarar o processo do altruísmo.
Quando a gente ouve falar em altruísmo, a gente pensa em autonegação: em negação de si mesmo, em esquecimento de si mesmo, em lembrar dos outros - em fazer o bem aos outros.
Isso está correto.
No entanto, quando deixamos de lado o nosso próprio eu, esse eu deve ser o eu inferior. Se renunciamos ao nosso eu inferior, é para que possamos identificar-nos com o nosso eu superior.
E a coisa é um pouco complexa, porque nós não temos só um eu superior e um eu inferior. Nós temos vários níveis de consciência, ou seja, vários níveis de “eu”, que frequentemente estão em luta.
Harmonizar os vários níveis de “eu”, os vários níveis de consciência, é toda uma ciência teosófica, toda uma ciência mística cristã para quem é cristão. Essa unidade dos vários níveis de consciência se faz através do sacrifício dos níveis inferiores de consciência. E isso acontece não sem luta, não sem conflito.
Os Mestres de Sabedoria e os místicos cristãos dizem que nós, seres humanos, somos convidados a ser guerreiros. Guerreiros não-violentos, no sentido físico. Mas guerreiros no sentido mais importante, que é combatentes da nossa própria ignorância. Isso é o que devemos ser.
Então, autossacrifício, ou altruísmo, ou abnegação, são trocas - nas quais nós sacrificamos o que há de eu inferior em nós, para poder obter o tesouro que está no céu; para poder obter a sabedoria eterna. Então, “é morrendo que se nasce para a vida eterna”: São Francisco de Assis, pura teosofia.
É abrindo mão do que é terrestre em mim, que eu posso alcançar o que é celeste em mim, e assim, viver na terra, sendo do céu.
Em última instância, nós vivemos todos na terra e somos, todos, do céu, porque pertencemos ao nosso eu superior.
Normalmente, a gente até pensa que tem uma alma. Na verdade, a alma é que é dona de nós. Nós pertencemos à nossa alma eterna. Ela fez, um dia, com que a gente nascesse. Ela é o nosso anjo da guarda, e ela vai colher os resultados da encarnação atual, quando a gente chegar ao fim da vida física.
Desde um ponto de vista teosófico, Cristo nunca foi crucificado. Apenas o seu corpo físico e o seu princípio emocional pessoal, certamente, foram sacrificados ou crucificados. E da morte deles veio a possibilidade da ressurreição, quer dizer, a possibilidade da total integração da consciência de Cristo com a consciência universal.
Da mesma maneira, podemos dizer que Helena Blavatsky nunca sofreu, assim como qualquer outro amigo da humanidade que sacrifica a sua vida, a sua possibilidade de existir em função da meta de ajudar o conjunto da humanidade.
Essas pessoas não sofrem nada nos seus verdadeiros eus. Apenas sacrificam os seus eus inferiores para poder alcançar uma completa identificação com os seus eus superiores. Essa é a jornada de todo herói. É a jornada de todo iniciado. É a jornada de todo aprendiz de sabedoria eterna.
Sacrificando o eu inferior e sendo altruístas, encontramos o verdadeiro eu.
A palavra “persona”, de “personalidade”, etimologicamente - isto é, na sua origem -, significa “máscara”. É deixando de lado a máscara do eu inferior, a máscara egoísta e infantil, que encontramos o verdadeiro eu.
O altruísmo é o caminho que leva ao nosso verdadeiro ser.
000
O texto “Desmascarando o Mistério do Altruísmo” está disponível nos websites da Loja Independente de Teosofistas desde 11 de fevereiro de 2026. Trata-se de uma transcrição - revisada pelo autor - do vídeo Desmascarando o Mistério do Altruísmo.
000
Veja vídeos curtos e claros sobre teosofia no YouTube:
000
000
Leia mais:
000

Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”.
000



