7 de setembro de 2014

A Vida do Discípulo

Identificando e Vencendo o Egoísmo Sutil

Robert Crosbie

A imagem de uma ampulheta sugere o fato de que
cada minuto e cada segundo são importantes na vida

  
“A coisa mais importante em relação
à qual os estudantes devem ter cuidado é a
autoilusão. Neste sentido, a versatilidade de
Manas inferior [a  mente pessoal] é indescritível.
Portanto, nós temos que observar para ver
se as nossas intenções ostensivas não são como
mantos que encobrem outras intenções, subjacentes.”

[ Robert Crosbie em “The
Friendly Philosopher,  p. 124]



A vida do Discípulo deve ser uma vida de constante atenção, não apenas em relação aos outros, mas, sobretudo, em relação a si mesmo.

A nossa tendência é, frequentemente, de separar a nossa vida teosófica da nossa vida pessoal. Mas não podemos restringir os esforços que fazemos sobre nós mesmos, de modo que incluam somente os nossos relacionamentos ligados diretamente com o trabalho teosófico. É mais provável que sejamos negligentes na nossa vida familiar, e nos nossos diálogos em situações comuns da vida diária, do que nas situações públicas em que exercemos o papel de estudante.

Nossa personalidade tem considerado a vida familiar e as suas ligações como o território supremo e prioritário, e é mais provável que ela expresse mais profundamente a sua disposição na vida familiar do que em outros âmbitos. E este jogo pode ser mantido, mesmo sem o que nós chamaríamos de autoafirmação exagerada, através de métodos pequenos e aparentemente inofensivos pelos quais a personalidade se mantém em evidência - tal como a de dizer em casa o que faremos em questões que não são necessárias abordar.

Quando pensamos sobre isso - e é necessário pensar sobre estas coisas - vemos que tais ações são apenas os esforços pelos quais a nossa natureza pessoal tenta manter-se em evidência, e faz o possível para chamar atenção para si mesma de qualquer maneira - pela fala, pela ação, pelas tentativas de despertar simpatia, pela ação para dirigir os outros, pelo discurso protetor, e através de mil e uma maneiras que a personalidade tem de manter-se viva; porque, quando ela é suprimida em alguma direção, ela ardilosamente emerge de alguma outra forma. A personalidade fará isso enquanto nós deixarmos qualquer brecha da qual ela possa tirar proveito.

O que foi afirmado acima pode parecer muito difícil e restritivo, mas na realidade não é assim. O próprio sentimento de “restrição” vem da personalidade, e não do eu superior. Alguns Discípulos que estavam fazendo esforços, e esforços muito intensos, chamaram perceptivelmente atenção para o fato de que eles haviam superado isto e superado aquilo -; esta é a mesma velha personalidade, com outra roupagem. Desta maneira, é sempre melhor não falar do seu próprio eu, “seja em relação ao que ele comerá ou beberá, ou como estará vestido”.

Aqui estão alguns bons axiomas para colocar em prática:

* “Nunca peça a outro que faça por você aquilo que você pode fazer por si mesmo”.

* “Saiba onde estão suas coisas e pegue-as você mesmo, quando as necessitar”.

* “Faça pelos outros tudo o que puder, de um modo agradável; mas não espere que os outros façam algo por você.”

* “Você é valioso apenas quando é útil; não quando pede ajuda.”

Estes pontos serão reconhecidos como úteis, se forem colocados em prática.

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O texto acima foi traduzido da obra “The Friendly Philosopher”, de Robert Crosbie, The Theosophy Company, Los Angeles, 1945, 416 pp., ver pp. 120-121.

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