16 de maio de 2013

Confiar na Vida e em Si Mesmo

Teosofia Ensina a Avançar com Discernimento

Carlos Cardoso Aveline


  

Viver é um ato de confiança. Confiar, em teosofia, é saber que a vida prossegue infinitamente e avança de modo vitorioso, retribuindo a cada um conforme o que foi plantado no plano individual e no plano coletivo, nos vários aspectos da realidade. Embora a colheita de algo possa ser postergada, ela virá a seu tempo e com os devidos acréscimos.

O ato de confiar na vida, nos outros e em si mesmo não é algo que possa ser forçado. A confiança deve ser um processo realista e uma ação natural. Quando trilhamos o caminho correto, estamos em sintonia com o futuro e não há necessidade de garantias externas.

Sabendo onde pisamos, conhecendo em primeira mão o fato de que caminhamos em solo firme, temos consciência de que a tendência geral dos acontecimentos é positiva. Isso é mais do que suficiente. Não necessitamos saber de antemão os detalhes da vitória. Basta saber que caminhamos para ela, numa estratégia de longo prazo que inclui mais de uma encarnação.

Quando ocorre uma colheita que não corresponde ao que foi plantado, isso também será corrigido, a seu devido tempo. A lei do carma é a lei da harmonização constante. Cada vez que o equilíbrio fica esquecido, ela promove um resgate cíclico daquilo que é bom e correto. Com frequência a justiça é feita de uma maneira renovadora e impossível de prever.

O carma positivo necessita de uma Oportunidade para que possa emergir no mundo visível. Ele pode ficar algum tempo num plano potencial e implícito. Um dia surge uma ocasião propícia e o bom carma é ativado e colocado em movimento. Por isso não necessitamos preocupar-nos. Confiando na Lei e no trabalho, fazendo o melhor que podemos, temos todas as condições e motivos para viver de modo interiormente seguro e confiante.

Confiar é ter felicidade, e não confiar é ser infeliz. Confiar é incondicional. Confiar não é o mesmo que ter expectativas, porque expectativas produzem medo.

Confiar é saber que a vida é regida pela Boa Lei Universal. Uma grande fonte de confiança está em ter conhecimento real de um fato muito simples: o fato de que TENTAR O MELHOR é tudo o que se espera daquele que trilha o caminho do Bem.

A felicidade é expansiva. Ela mostra a unidade entre todos os seres. O bem-estar da alma é contagioso. Ele se espalha através da fraternidade e da ajuda mútua. Ele faz melhorar a saúde, provoca justiça social, coloca em funcionamento a preservação do meio ambiente, cura todos os males e faz com que se tenha a impressão de que o intenso sofrimento do passado, na verdade, jamais existiu.

Confiar não é sinônimo de ser ingênuo. E desconfiar não é sinônimo de ser “esperto”. Saber confiar, e saber em que confiar, é uma função do Discernimento.

Para ter fé naquilo que fazemos, é necessário fazer aquilo em que temos fé. Quando desenvolvemos a coragem e a determinação necessárias para agir em harmonia com aquilo que sabemos ser verdadeiro, cada passo e cada tentativa são vitórias em si mesmos. Enquanto houver incerteza, o caminho deve ser testado. 

O estudante de teosofia confia sabendo em que confia, e por que razão. Deste modo ele transmite a seu redor a energia da coragem com discernimento e da determinação com horizonte amplo.

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O texto acima foi publicado pela primeira vez sem indicação de nome de autor na edição de novembro de 2010 de “O Teosofista”.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


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