25 de maio de 2013

Escrita Sânscrita Reflete a Consciência

Uma Linha de Força e Bênção Contínuas Ampara 
Do Alto as Linhas Inferiores e Separadas de Percepção

Carlos Cardoso Aveline

 Dois exemplos: na imagem mais acima, a palavra “sânscrito” no
alfabeto Devanagari. Mais abaixo, com letras menores,  o lema do
movimento teosófico:  “Não Há Religião Mais Elevada que a Verdade” 



Parece haver mais de um motivo para os povos do Oriente verem o sânscrito como uma língua sagrada.  

Quando olhamos uma frase escrita em sânscrito, percebemos no alto uma linha horizontal unindo as letras de cada palavra. Elas ficam penduradas, como se letras fossem roupas lavadas secando ao vento.

A linha superior simboliza a continuidade quase inalterável da consciência imortal de cada ser humano. Embora este nível de Ser esteja em grande parte adormecido no cidadão médio da humanidade atual, ele é a fonte e o alicerce invisível das operações cotidianas da consciência.

Desta linha vibratória divina descem as diferentes letras, símbolo das percepções provisórias e perecíveis do eu inferior. As emoções e os pensamentos que habitam a alma mortal são versões precárias da percepção ininterrupta que flui no plano do eu superior. 

Quem medita contemplativamente todos os dias sobre a realidade universal pode fixar sua atenção por um instante neste significado da parte superior das letras da escrita sânscrita. E talvez encontre em si mesmo aquela linha contínua,  imagem da inteligência eterna estabelecida acima do pensamento pessoal.

Refletindo sobre esta linha como um processo inalterado, podemos compreender algo da pura consciência que vive a unidade direta e imediata com o Todo Oceânico da Lei e do Universo.  

A linha contínua da inteligência superior transcende as distâncias que separam a parte inferior das letras e das palavras. É assim que são registradas nossas ações no Livro da Vida, o Akasha. As motivações nobres ficam “anotadas” num nível. As ações precárias e sujeitas a erro, num nível inferior da realidade. Mas a inteligência divina está presente na vida cotidiana.

A relação entre companheiros de caminhada teosófica é semelhante à escrita sânscrita. Há um contraste entre a dimensão celestial e a dimensão terrestre, nas relações entre seres humanos unidos pelo trabalho altruísta. Na interação dos eus inferiores, ocorre uma amizade e uma colaboração imperfeitas, mas aperfeiçoáveis. Ao lado da percepção da unidade, são inevitáveis a distinção e o contraste criativo. No plano inferior das “palavras” registradas no Livro da Vida, tudo é probatório, e o sentimento e o pensamento humanos devem ser constantemente corrigidos. No plano superior, a afinidade entre os colegas de caminhada flui sem as limitações do mundo externo. É esta harmonia transcendente que sustenta de dentro para fora as diferentes formas de amor e cooperação entre seres humanos sinceros.  

A vida de casal é um exemplo. Quando um homem e uma mulher colocam a sua vida comum a serviço de um ideal nobre e além disso se amam nos diversos níveis de consciência, não é preciso esforço para perceber a diferença básica entre as duas faixas de afinidade. De um lado está o amor de pele e o amor humano. De outro lado, a afinidade eterna faz brotar a felicidade incondicional que ilumina a vida do dia-a-dia.

Em toda relação humana verdadeira, a alma do outro é espelho da nossa alma. As relações interpessoais corretas refletem a topografia psicológica do indivíduo bem-intencionado. Nesta geografia da alma, a linha superior da escrita sânscrita simboliza o verdadeiro eu, e ele é como o espaço ilimitado do céu. Ele não oscila, porque está situado fora do campo de testes. Ele é o vazio pleno. Ele não cansa, não desanima e não tem vitórias ou derrotas pessoais. Ele inclui, e transcende, a vida toda. Ele existe no território permanente da bem-aventurança, e possui a substância da vitória eterna.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


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