10 de setembro de 2013

A Queda dos Muros da Ilusão

Teosofia Ensina a Pensar Com Independência

Carlos Cardoso Aveline


A Queda dos Muros da Ilusão



O consenso coletivo cria representações compartilhadas da realidade. Ele estabelece a base da vida diária e da cooperação em um grupo, e numa cultura. No entanto, o consenso pode ser verdadeiro ou falso.

Até o tempo de Galileu Galilei, por exemplo, havia um forte consenso de que a Terra era plana. O Sol fazia a volta em torno da Terra todos os dias. A mera ideia de questionar este consenso divino era perigosa para a sobrevivência física de qualquer um.

Nas décadas de 1910 e 1920, o consenso na Sociedade de Adyar era que Annie Besant e Charles Leadbeater falavam de fato com um “Senhor Cristo” e vários outros mestres, os quais eram, na realidade, imaginários. Houve grande surpresa e desconforto quando o próprio Jiddu Krishnamurti, que deveria fazer o papel teatral de Cristo, desmantelou a farsa. O espetáculo circense de “falar com mestres” teve então que ser adaptado para círculos menores de pessoas que aceitassem trabalhar sobre a base da ingenuidade organizada.

Os exemplos são inúmeros. Desde um casamento e uma família até uma sociedade teosófica, incluindo os sindicatos, as várias igrejas, os partidos políticos e toda a civilização atual, os “consensos” e as “crenças comuns” devem ser reexaminados. Eles podem conter quantidades significativas de Maya, ou Ilusão; especialmente se quisermos suprimir a possibilidade de examiná-los e testá-los.

O hábito faz com que o ilusório pareça verdadeiro, assim como o céu inteiro que obedientemente viajava em torno da terra plana, conforme o Vaticano havia decidido.

De tempos em tempos, surge algum consenso cuja falsidade se torna tão grande e tão óbvia que já não consegue sustentar-se diante do Carma. Então os seus muros começam a cair.

Este é o momento correto - embora doloroso - para reexaminar a “descrição de realidade” a que nos apegamos. Se não renunciamos às ilusões, as próprias ilusões renunciam a nós, no tempo certo. A teosofia ensina a pensar com independência, embora de modo solidário.

E não há necessidade de viver nas ruínas de algo que deixou de existir.

Sempre podemos construir representações da verdade que sejam melhores, mais saudáveis e mais abertas ao processo inevitável de autorrenovação. Essa possibilidade existe nas nossas relações pessoais, na nossa visão do Caminho da Sabedoria e em todos os outros aspectos da vida.

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