20 de julho de 2016

O Decálogo das Florestas

Dez Pontos Básicos Para a Proteção da Natureza

Autor Desconhecido



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Nota Editorial 

A consciência  ambiental é quase tão antiga
quanto a humanidade. A maior parte dos povos
antigos via bosques e rios como templos sagrados.
Reconhecia-se neles a existência de uma presença divina.

O corte das árvores era limitado por lei em
Portugal desde o final do século 16. Na primeira
metade do século 19, o patriarca da independência
brasileira José Bonifácio defendeu a preservação
das florestas. Em 1947 foi publicado o decálogo  a
seguir, que reproduzimos da revista impressa
O Teosofista[1]. O texto constitui mais uma
evidência, entre tantas, de que a consciência  ecológica 
tem uma longa evolução histórica e constitui fator decisivo
para a preservação de qualquer processo civilizatório.

(Carlos Cardoso Aveline)

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O Decálogo das Florestas

1) O grau de cultura de uma nação está na razão direta da sua proteção à árvore.

2) Arborizando os lugares de origem de um curso d’água, este é transformado em uma corrente mais benéfica.

3) As florestas são a alma da agricultura; é essencial conservá-las, para que não desapareça a  cultura dos campos.

4) Os mananciais só se formam nas florestas; desenvolvendo-as, aumenta-se o caudal dos rios.

5) As dunas formadas de areias móveis causam verdadeiras catástrofes, invadindo constantemente as terras. Se as imobilizarmos por meio de plantação de árvores,  transformaremos o deserto em oásis.

6) É tão direta a ação da floresta sobre o clima, na formação e na distribuição  das chuvas, e são tão necessários os produtos florestais, que a destruição das florestas constitui um verdadeiro perigo mundial.

7) Só a plantação de árvores pode tornar saudáveis e habitáveis os terrenos pantanosos. 

8) A majestosa beleza da floresta é motivo suficiente para justificar a sua existência.

9) As florestas são grandes depósitos de ar puro, são produtoras de oxigênio, e por isso é essencial a sua conservação.

10) Quem planta uma árvore pratica uma boa ação; aquele que a destrói sem necessidade é um indivíduo ignorante e maldoso.


NOTA:

[1] “O Teosofista”,  janeiro de 1947, p. 25. O Decálogo foi também publicado na edição de janeiro de 2008 da publicação eletrônica “O Teosofista”.

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A revista “O Teosofista” circulou em papel durante o século 20 era ligada à Sociedade Teosófica de Adyar no Brasil. A publicação eletrônica “O Teosofista”, por sua vez,  foi fundada em 2007 e é editada por associados da Loja Independente de Teosofistas.

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Sobre a ecologia da mente e a teosofia do ambiente natural, veja o livro  “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline.


A obra foi publicada pela Editora Bodigaya, de Porto Alegre, tem 157 páginas divididas por 18 capítulos, e está na terceira edição, de 2007.

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