24 de fevereiro de 2026

A Força Magnética da Vontade

Uma Vontade Consciente Produz Fatos
Tanto no Plano Sutil Como no Plano Físico
 
Helena P. Blavatsky
 




Através de uma determinada concentração da vontade, um objeto de outro modo inerte pode ser impregnado de um poder protetor ou destrutivo de acordo com o objetivo que se tem em vista.

Uma emanação magnética, produzida inconscientemente, é seguramente vencida por uma emanação mais enérgica com a qual entra em choque. Mas quando uma vontade inteligente e poderosa dirige a força cega, e a concentra num dado ponto, a emanação mais fraca dominará com frequência a mais forte. [1] Uma vontade humana tem o mesmo efeito sobre o akasha.

Certa feita, testemunhamos em Bengala uma exibição de força de vontade que ilustra um aspecto altamente interessante do assunto. Um adepto de Magia fez alguns passes sobre uma peça de estanho comum, o interior de uma marmita, que estava à sua frente, e, olhando-a atentamente durante uns poucos minutos, ele parecia recolher o fluido imponderável aos punhados e lançá-lo sobre a sua superfície. Quando o estanho foi exposto à plena luz do dia durante seis segundos, a superfície brilhante foi coberta  imediatamente como se houvesse uma película sobre ela. Em seguida, manchas de uma cor escura começaram a surgir sobre a superfície da peça; e quando, cerca de três minutos depois, o estanho nos foi entregue, encontramos impressa sobre ela uma pintura, ou melhor, uma fotografia da paisagem que se estendia à nossa frente; exatamente parecida com a própria Natureza, e de colorido perfeito. Ela permaneceu por cerca de oito horas e então lentamente se esvaneceu.

Esse fenômeno explica-se facilmente. A vontade do adepto condensou sobre o estanho uma película  de akasha que o transformou durante algum tempo numa chapa fotográfica sensibilizada. A luz fez o resto.

Uma exibição como essa do poder da vontade para produzir resultados físicos preparará o estudante para compreender a sua eficácia na cura de doenças, comunicando a virtude desejada a objetos inanimados que são colocados em contato com o paciente. Quando vemos psicólogos como Maudsley [2] citando sem serem questionados histórias de algumas curas miraculosas efetuadas pelo pai de Swedenborg - histórias que não diferem de centenas de outras curas feitas por outros “fanáticos” - como ele os chama -, mágicos e curadores naturais, e, sem tentar explicar seus atos, rindo-se às gargalhadas diante da sinceridade da sua fé, sem se perguntar se o segredo desse poder curador não se acha no controle dado pela fé sobre as forças ocultas, deploramos que haja tanto saber, e tão pouca filosofia, em nosso século.

NOTAS:

[1] Isto é: o ponto decisivo está em usar com eficiência a força que se tem, seja ela muita ou pouca. A concentração das energias, e o seu uso correto, fazem a diferença. (Nota de CCA em 2025)

[2] Henry Maudsley, Body and Mind, Parte II, Ensaio sobre Swedenborg. (Nota de HPB)

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O texto acima está disponível nos websites da Loja Independente de Teosofistas desde 24 de fevereiro de 2026.  Ele faz parte também da edição de janeiro de 2025 de “O Teosofista”, pp. 4-5. 

O artigo é reproduzido da obra “Ísis Sem Véu”, de Helena P. Blavatsky, Ed. Pensamento, SP, edição em quatro volumes, ver volume II, p. 156. A tradução foi revisada conforme o original em inglês. Veja as páginas pp. 463-464 em Isis Unveiled, Volume I. (CCA)

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Leia mais:







* Do Ritualismo Para a Raja Ioga (texto de um Mahatma dos Himalaias)

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Helena Blavatsky (foto) escreveu estas palavras: “Antes de desejar, faça por merecer”. 

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