4 de outubro de 2019

A Lenda da Embriaguez

Preservar a Humanidade,
Zelando Pela Moderação

Malba Tahan




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Nota Editorial de 2019:

A lenda que segue merece algumas considerações, porque uma
leitura superficial dela poderia sugerir que há desprezo pelos animais.

É certo que o ser humano evolui avançando para além da
animalidade. A força da razão deve deixar de lado os impulsos
cegos. Ao mesmo tempo, a própria influência da razão permite
ao ser humano sensato ser amigo dos animais e da natureza inteira.

O macaco, o leão, o porco e o cordeiro são irmãos dos humanos.
Cabe à humanidade zelar pelos seus irmãos menores e trazê-los para
novos estágios evolutivos, sem cair no estágio instintivo em que estão.

Os animais livres são sabiamente guiados pela Natureza em
seu comportamento. Por outro lado, a animalidade exagerada de
alguns seres humanos é degradante e contrária à lei da evolução, como
no caso do alcoolismo e do consumo de drogas, entre outros exemplos.

A atitude dos animais diante da vida é moderada. Seu
comportamento expressa a Lei. O macaco, o leão, o cordeiro e o
porco agem corretamente quando livres na natureza. Já o ser humano,
para agir de modo acertado, precisa usar seu discernimento e seguir
sua consciência moral. Este é o desafio abordado por Malba Tahan.

(Carlos Cardoso Aveline)

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Reza uma lenda antiga que Noé, ao plantar a vinha, regou a terra com o sangue de quatro animais que foram, para este fim, tirados da Arca: o macaco, o leão, o porco e o cordeiro.

Em consequência desse capricho do patriarca, aquele que se entrega ao vício vergonhoso da embriaguez recorda, forçosamente, um daqueles quatro animais: ou põe-se a fazer esgares e trejeitos de símios; ou fica exaltado e brutal como um leão; ou sonolento como um cordeiro, ou estúpido como um porco.

O álcool é um dos grandes inimigos do homem.

Fazer uso do álcool não é alimentar-se nem fortalecer-se; é buscar a doença e a morte empregando doses sucessivas de um veneno lento mas seguro.

O álcool perturba a digestão, produz ulcerações no estômago e desarranjos intestinais; ataca o fígado, arruína os rins e envenena o sangue.

Do uso das bebidas alcoólicas, uma das consequências mais comuns é a gordura no coração, cujo ritmo fica perturbado; de tudo resulta endurecimento das veias e artérias, e essas perturbações dão ao moço a aparência de um velho.

As bebidas enfraquecem os pulmões e predispõem à tuberculose o organismo do viciado.

Quem bebe habitualmente tem o vigor comprometido e diminuídas as forças.

O bebedor virá a sofrer de tremuras, agitação, insônias, pesadelos, delírios e provável loucura.

Mesmo por extravagância, uma vez ou outra, não se deve beber; porque, se a bebida não é uma necessidade e, ainda mais, é nociva, pode ser dispensada em qualquer circunstância.

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O texto acima foi publicado nos websites associados dia 3 de outubro de 2019. Ele é reproduzido do volume “Lendas do Céu e da Terra”, de Malba Tahan, Ed. Conquista, Rio de Janeiro, 1956, 222 pp., ver pp. 118-119.

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