19 de abril de 2017

O Elixir da Vida

Do Diário de Um Chela

Godolphin  Mitford  


Seguido do Artigo de Helena P. Blavatsky
Será Egoísta o Desejo de Viver?





Prefácio da Edição Online de 2017:

O ciclo completo da vida, da morte e da reencarnação é tema central em teosofia e contém o mistério das grandes iniciações. Um Mestre dos Himalaias escreveu:

“… Aquele que possui as chaves dos segredos da Morte é possuidor das chaves da Vida.”

É evidente que a tarefa de escrever com conhecimento de causa sobre o tema da duração da vida de altos Iniciados está além do alcance de seres humanos comuns.

Devido à própria força interna do texto a seguir,  o leitor atento perceberá que G.M. deve ter sido ajudado por algum Mestre de Sabedoria. E, de fato, “O Elixir da Vida” é mencionado duas vezes nas Cartas dos Mahatmas.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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Para conhecer um diálogo documentado com a sabedoria de grandes pensadores dos últimos 2500 anos, leia o livro “Conversas na Biblioteca”, de Carlos Cardoso Aveline.


Com 28 capítulos e 170 páginas, a obra foi publicada em 2007 pela editora da Universidade de Blumenau, Edifurb.  

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17 de abril de 2017

O Mundo Interior

Farias Brito

O pensamento de Brito (foto) é universalista e tem
numerosos pontos em comum com a teosofia original



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A edição a seguir reproduz a obra
publicada em papel pelo Senado Federal
do Brasil, em Brasília, 2006,  448 pp.

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Introdução


Barreto Filho

NOTÍCIA BIOGRÁFICA

Pela minuciosa biografia publicada por Jônatas Serrano (“Farias Brito”, Brasiliana), nasceu Raimundo de Farias Brito no povoado de S. Benedito, serra do Ibiapaba, no Estado do Ceará, aos 24 de julho de 1862. Filho legítimo de Marcolino José de Brito e Eugênia Alves Ferreira, batizou-se no mesmo ano, no dia 3 de outubro, na igreja da povoação. Fez os seus estudos primários em Sobral.

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Em nossos websites associados, o leitor tem à sua disposição outros títulos de, e sobre, Farias Brito (1862-1917). Entre eles estão “Farias Brito e a Reacção Espiritualista”, livro de Almeida Magalhães, e o volume “Farias Brito, o Homem e a Obra”, de Jonathas Serrano.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é o seguinte: 


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12 de abril de 2017

O Teosofista - Abril de 2017





A edição de abril tem o seguinte pensamento de abertura:

Na aparente imobilidade, percebemos o modo mais eficaz de usar nossas energias.

A capa apresenta “Para Meditar Dois Minutos: Oração Sobre a Força da Alma”.

Nas páginas dois e três,  o artigo “A Fonte da Ética Social” questiona as bases do pensamento político de hoje.

O texto “A Verdade Como Dever Supremo”, do filósofo brasileiro Farias Brito, está nas páginas quatro e cinco.

O artigo “A Ioga do Trabalho Editorial” começa à página seis e afirma:

“Helena Blavatsky ensina através da sua vida. Ela não passou seus dias fazendo esforços de relações públicas. Ela desafiou a ignorância politicamente organizada e lutou contra as causas da dor humana. Embora sua vida tenha sido uma prática ininterrupta de austeridade, Blavatsky não seguiu alguma forma inútil de autodisciplina. Preferiu viver a disciplina do autossacrifício por uma meta humanitária, e foi uma trabalhadora editorial.” 

Outros  temas do “Teosofista” de abril de 2017 incluem:

* Como se Renovam as Estruturas, ou o desabamento da falsidade;

* Do Filósofo Russo N. Lossky, sobre o valor interno daquilo que vemos;

* António Ramos Rosa e a Infinidade da Construção;

* Dois Tipos de Transfiguração;

* A Oftalmologia da Alma;

* Ideias ao Longo do Caminho;

* O Poder da Observação Direta; 

* Psicanálise Reforça a Teosofia: Karen Horney Estuda a Ilusão Humana; e

* Algumas Palavras sobre a Páscoa interior.

A edição tem 16 páginas e inclui a lista dos textos publicados recentemente em nossos websites.



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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:


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10 de abril de 2017

Psicanálise Reforça a Teosofia

Karen Horney Estuda a Ilusão Humana, 
Ajudando a Alma a Libertar-se do Sofrimento

Carlos Cardoso Aveline

Psicanálise Reforça a Teosofia
Karen Horney e Helena Blavatsky



Helena Blavatsky afirma ser utópica a ideia de que o ser humano possa mudar para melhor devido apenas ao desenvolvimento de novas ideias.

O ser humano é complexo: até o discurso mais sincero, se não levar em conta as intenções e os impulsos subconscientes, pode acabar funcionando como mera cortina de fumaça. Por baixo da superfície, diz Blavatsky, a realidade continuará a mesma:

“É um sonhador utópico aquele que pensa que o ser humano em algum momento se modifica com o desenvolvimento e a evolução de novas ideias. O solo pode ser bem fertilizado e preparado para produzir a cada ano uma variedade de frutos maior e mais abundante; mas, se você cavar um pouco mais fundo que a camada necessária à colheita, irá encontrar no subsolo a mesma terra que havia antes da primeira passagem do arado.” [1]

Por isso Blavatsky escreve no mesmo artigo:

“…Antes de ser uma entidade espiritual autêntica na verdadeira acepção da palavra, o ser humano deve, por assim dizer, criar-se de novo - isto é, eliminar por completo de sua mente e de seu espírito não só a influência dominante do egoísmo e de outras impurezas, mas também a infecção das superstições e do preconceito.”

De fato, a tarefa do despertar espiritual ocorre no território da psicologia profunda, conforme é definido com clareza na obra “Cartas dos Mahatmas”.

Durante a década de 1880, um mestre de sabedoria mencionou que os métodos antigos de teste e treinamento de discípulos haviam sido abandonados, e acrescentou:

“O aspirante é agora atacado inteiramente no lado psicológico da sua natureza. O processo de testes - na Europa e na Índia - é o da Raja Ioga, e o seu resultado é, como tem sido explicado frequentemente, o desenvolvimento de todos os germes, bons e maus, que há nele e em seu temperamento. A regra é inflexível, e ninguém escapa, quer ele apenas escreva uma carta para nós, ou formule, na privacidade do seu próprio coração, um forte desejo de comunicação e conhecimento ocultos. Assim como a chuva não pode fazer frutificar a rocha, tampouco o ensinamento oculto surte efeito sobre a mente que não é receptiva; e assim como a água aumenta o calor da cal cáustica, também o ensinamento coloca em impetuosa ação todas as insuspeitadas potencialidades latentes no aspirante.” [2]

As últimas palavras do trecho acima fazem uma alusão ao mundo subconsciente e instintivo, que Freud e outros psicólogos chamam de “inconsciente”.

O desafio de quem busca a sabedoria está no autoconhecimento. É o conjunto da consciência do indivíduo, e não o seu discurso e ações aparentes, que precisa ser alterado em sua substância através da iluminação gradual, ou seja, da compreensão por etapas. O mesmo vale para a consciência socialmente organizada. A Psicanálise permite compreender muitos dos mecanismos de ilusão e sofrimento presentes no eu inferior, tanto individual como coletivamente.

Um dos bons livros a este respeito é a obra “A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo”, de Karen Horney, que está disponível em nossos websites associados.

Trata-se de um estudo psicanalítico sobre as bases emocionais do sofrimento de milhões de seres humanos nos tempos atuais, e do qual nenhum de nós está necessariamente livre.

Nascida em 16 de setembro de 1885, Karen Horney viveu até 4 de dezembro de 1952. Foi uma pensadora próxima de Erich Fromm, e procurou renovar a Psicanálise estudando o aspecto cultural ou coletivo da dor psicológica típica da época atual.

“A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo” analisa a estrutura das ilusões emocionais na sociedade materialista. Em outras palavras, Karen Horney avalia no livro o “carma psicológico” dos seres humanos de hoje. Um dos capítulos é dedicado à ânsia de poder, prestígio e posse. Outro capítulo é dedicado à competição neurótica. São temas de grande importância para quem busca trilhar o caminho espiritual estabelecendo laços fraternos com outros peregrinos. Ao longo dos 15 textos da obra, a angústia, a culpa, o masoquismo e a raiva são serenamente examinados, sendo apontado o caminho para uma relativa libertação.

A leitura de “A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo” ajuda o estudante de teosofia a compreender as bases do pseudoesoterismo e da “hipocrisia espiritual”. Com essa ferramenta, o peregrino alcança uma visão mais realista do ensinamento original e ficam reduzidos os obstáculos à sua frente na busca da sabedoria.

Teosofia, Autoconhecimento e Psicanálise

A tarefa do estudante é identificar o que é falso ou verdadeiro não só no que está ao redor dele, mas também, e principalmente, em si mesmo e em tudo com que ele se identifica psicologicamente.

Ele precisa saber que possui diferentes níveis de consciência: alguns deles gravitam no mundo animal e instintivo, e outros níveis de percepção se erguem na direção do mundo celeste.

O ser humano é um paradoxo vivo. A partir do momento que o peregrino começa a estudar filosofia autêntica e se identifica com o ideal espiritual, amplia-se o contraste entre a sua consciência superior e a parte animal do seu ser. A observação dos sentimentos e o estudo da luta entre seus impulsos animais e sua aspiração espiritual adquirem então uma importância decisiva.

Frequentemente uma parte do eu inferior desenvolve uma disfarçada vaidade pseudoespiritual, ao mesmo tempo que outros setores do indivíduo vivenciam com sinceridade a caminhada filosófica. O céu e o inferno estão presentes em cada peregrino. A luta entre o egoísmo disfarçado sob aparências altruístas e o amor incondicional à verdade será uma batalha longa e árdua. Cabe observar serenamente o conflito entre verdade e ilusão. Os mecanismos da falsidade terão de ser percebidos pouco a pouco, passo a passo, de modo muitas vezes doloroso.

Diante do ensinamento sobre o caminho para a sabedoria divina, a parte superior do caráter se torna humilde e abençoada, crescendo em ânimo e coragem. Ao mesmo tempo a parte inferior infla com orgulho. Ela pensa que ela própria é magnífica e tenta roubar para si a imagem de nobreza que pertence à consciência altruísta: mas seus sentimentos são nobres sobretudo na aparência.

O aprendiz ingênuo absorve os conceitos teosóficos e pensa que compreendê-los e discuti-los no plano verbal é o mesmo que trilhar o Caminho. Para muitos, quem domina melhor o vocabulário e fala com mais elegância dá a impressão de ser mais evoluído ou de estar mais adiantado.

O orgulho pseudoespiritual se mostra não só quando alguém sente que é mais sábio que os outros, mas também quando se pensa que “a minha religião é melhor que a sua” e “o meu guru sabe mais que o seu”.

A imagem artificialmente espiritualizada de si mesmo, feita pelo eu inferior, não interage com as emoções reais nem as leva em conta. A pessoa fala de modo espiritual, e é sincera em muitos dos seus esforços, mas em grande parte as suas motivações emocionais são egoístas e opostas ao caminho da sabedoria.

Esta idealização funciona como um esquema de fuga psicológica para que o indivíduo não tenha que ver a si mesmo como o ser precário, mortal, limitado, e espiritualmente ignorante que na verdade é.

Evitando a Ilusão Compartilhada

A visão ingênua dos fatos é alimentada por processos coletivos muito presentes em grupos de estudo de tradições espirituais. A desinformação se afirma e se impõe aos indivíduos através de mecanismos de consenso que excluem o devido exame crítico.

Surge então no estudante uma falsa necessidade de estar em harmonia com os outros a qualquer custo. Este sequestro da autonomia individual destrói antahkarana, separa o peregrino da sua própria alma, leva-o a agir de modo irresponsável, e estimula aquilo que não deve ser estimulado.

Para crescer espiritualmente, o ser humano precisa seguir em primeiro lugar a sua própria consciência. Depois disso, cabe confrontar o carma de ser sincero em uma sociedade em que a falsidade não é difícil de encontrar e a hipocrisia é às vezes mais facilmente aceita que a verdade.

Da prática da sinceridade consigo mesmo resulta a honestidade para com os outros. Os cidadãos que optam pela autorresponsabilidade fazem a diferença, porque mantêm os pés no chão e obedecem à voz da sua consciência.

Os indivíduos que preferem buscar apoio e prestígio renunciando ao pensamento independente, no entanto, verão a honestidade como politicamente incorreta. As mentes superficiais são governadas por ventos mutáveis e passageiros.

O Privilégio de Ser Sincero

A bolha narcisística da autoimagem idealizada no nível das emoções egoístas deve ser rebentada pelo amor incondicional à verdade. Só então surge a autêntica autoimagem espiritual.

A visão efetiva da potencialidade superior do indivíduo resulta de um contato ampliado do eu inferior com o eu superior. A sua influência causa um sentimento de devoção pelo que há de universal e eterno; um amor incondicional pela verdade; uma percepção humilde e sem masoquismo dos seus próprios defeitos; e a decisão de viver da maneira mais correta possível.

A teosofia clássica gira em torno do conceito de Antahkarana, a ponte entre alma espiritual e alma animal. O estudo de psicanálise desde o ponto de vista teosófico destrói a máscara mental do “orgulho espiritualizado”. Ele restabelece a ponte vertical entre imagem ideal e realidade emocional, e coloca o estudo da filosofia esotérica sobre o chão duro da realidade. A psicanálise também revela outras tantas formas de ilusão infantil do eu inferior, facilitando o trabalho de autoconhecimento. O referencial psicanalítico deve ser utilizado sempre desde o ponto de vista do potencial sagrado da alma. Compreendendo as infantilidades, o indivíduo se liberta para viver como adulto.

Idealizar a si mesmo é um mecanismo neurótico, isto é, ilusório. Mentir para si e para os outros é provocar sofrimento desnecessário. Todo fingimento bloqueia gravemente a capacidade de aprender. O caminho da sabedoria é um privilégio dos que são sinceros. Cada passo dado em direção à sabedoria requer um passo do mesmo tamanho para longe do apego aos aspectos “agradáveis” da ignorância.

O estudante sensato é guiado pelo ideal de progresso e perfeição humanos. Ele trabalha para avançar no caminho da compreensão das leis do universo numa escala de tempo de longo prazo, incluindo muitos milhares de anos, e tem como sua aliada a lei da reencarnação. Ele é realista diante dos seus erros e acertos. Ele valoriza cada momento do aprendizado, e sabe que ter uma visão correta do futuro é experimentar a felicidade aqui e agora.

NOTAS:

[1] Palavras reproduzidas do artigo “A Necessidade de Reconstruir a Si Próprio”, de Helena Blavatsky. O texto está disponível em nossos websites associados.

[2] “Cartas dos Mahatmas”, Editora Teosófica, Brasília, 2001, volume II, Carta 136, p. 316.

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Veja em nossos websites o livro “A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo”, de Karen Horney.  

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Para conhecer um diálogo documentado com a sabedoria de grandes pensadores dos últimos 2500 anos, leia o livro “Conversas na Biblioteca”, de Carlos Cardoso Aveline.


Com 28 capítulos e 170 páginas, a obra foi publicada em 2007 pela editora da Universidade de Blumenau, Edifurb.  

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5 de abril de 2017

A Necessidade de Reconstruir a Si Próprio

Novas Ideias Não Bastam Para Que
o Ser Humano se Liberte da Ignorância

Helena P. Blavatsky

A Necessidade de Reconstruir a Si Próprio
Helena P. Blavatsky, em escultura de Alexey Leonov



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Nota Editorial:

Os parágrafos a seguir abrem o capítulo II do volume I
da obra “Ísis Sem Véu”, de Helena Blavatsky, edição em
quatro volumes, Ed. Pensamento, SP. A tradução foi revisada
de acordo com o original em inglês, “Isis Unveiled”, e está  
portanto bastante  diferente da edição da Editora Pensamento.

(Carlos Cardoso Aveline)

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“Quando falha a razão, o orgulho
vem em nossa defesa e preenche o
enorme vazio da falta de bom senso…”

A.Pope, em “Essay on Criticism”, 209


“Mas por que deveriam alterar-se as operações
da natureza? É possível que exista uma filosofia
mais profunda do que aquela com que sonhamos
- uma filosofia que descobre os segredos da
natureza, porém não os altera, ao conhecê-los.”

Bulwer-Lytton, em “Zanoni”



Basta ao homem saber que ele existe? Basta que se forme um ser humano para que mereça o nome de HOMEM? Temos a firme opinião e convicção de que, antes de ser uma entidade espiritual autêntica na verdadeira acepção da palavra, o ser humano deve, por assim dizer, criar-se de novo - isto é, eliminar por completo de sua mente e de seu espírito não só a influência dominante do egoísmo e de outras impurezas, mas também a infecção das superstições e do preconceito.

O preconceito difere muito do que normalmente chamamos de antipatia ou simpatia. No começo, somos arrastados irresistivelmente e sem perceber para dentro do seu círculo escuro pela influência peculiar e pela poderosa corrente de magnetismo que emana tanto das ideias como dos corpos físicos. Somos cercados por esta influência e finalmente impedidos de sair dela devido à covardia moral - o medo da opinião pública.

É raro os homens observarem uma coisa, seja de modo certo ou errado, aceitando por um ato livre a conclusão do seu próprio julgamento. Muito pelo contrário. Por via de regra a conclusão resulta da adoção cega do modo de ver que predomina momentaneamente entre aqueles com quem se associam. O membro de uma igreja não pagará um preço absurdamente caro pelo banco da sua igreja, nem um materialista irá ouvir duas vezes as palestras do sr. Huxley sobre evolução porque pensam que é correto fazê-lo, mas apenas porque o sr. e a sra. Tal-Ou-Qual o fizeram, e tais personagens são Isto-e-Aquilo.

O mesmo se aplica a todas as coisas. Se a psicologia tivesse tido o seu Darwin, ter-se-ia demonstrado que do ponto de vista das qualidades morais a origem da humanidade está inseparavelmente vinculada à da sua forma física.[1] O comportamento dos símios domesticados sugere ao observador atento da sua mímica a existência de um parentesco entre eles e os seres humanos ainda mais marcante do que o sugerido pelos indicadores externos que  o grande antropólogo assinala. As muitas variedades do macaco - “caricaturas de nós mesmos” - parecem ter sido criadas com o propósito de fornecer a um certo tipo de pessoas que usa roupas caras o material necessário para suas árvores genealógicas.

A ciência está avançando a cada dia, rapidamente para grandes descobertas na área da Química, da Física, da Organologia e da Antropologia. Os seres humanos cultos deveriam estar livres de qualquer tipo de preconceito ou superstição; entretanto, embora o pensamento e a opinião sejam agora livres, os cientistas ainda são os mesmos homens de outrora. É um sonhador utópico aquele que pensa que o ser humano em algum momento se modifica com o desenvolvimento e a evolução de novas ideias. O solo pode ser bem fertilizado e preparado para produzir a cada ano uma variedade de frutos maior e mais abundante; mas, se você cavar um pouco mais fundo que a camada necessária à colheita, irá encontrar no subsolo a mesma terra que havia antes da primeira passagem do arado.

NOTA:

[1] Escrevendo em 1879, quando foi publicada a obra “Ísis Sem Véu”, Blavatsky está aqui de certo modo prevendo o futuro. Sigmund Freud poderia ser chamado de “o Darwin da Psicologia”. A psicanálise freudiana estava completa e estabelecida no ano de 1902. (CCA)

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


Para ingressar no SerAtento, visite a página do e-grupo em YahooGrupos e faça seu ingresso de lá mesmo. O link direto é este:   


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