28 de março de 2017

A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo

A Ilusão Psicológica Como um Processo
Individual e Coletivo na Cultura Moderna

Karen Horney

A Personalidade Neurótica do Nosso Tempo
Karen Horney (1885-1952) e a capa deste livro



INTRODUÇÃO

O propósito que nos guiou ao escrever este livro foi oferecer uma descrição fiel do neurótico que entre nós vive, com todos os conflitos que realmente o comovem, com todas as suas angústias, os seus sofrimentos e as múltiplas dificuldades que encontra nas suas relações com os outros e consigo próprio. Não nos referimos aqui a qualquer forma particular de neurose, antes nos cingimos à estrutura do carácter que, sob uma ou outra forma, aparece em quase todos os neuróticos do nosso tempo.

Acentuamos em especial os conflitos reais e os esforços do neurótico para os resolver; as suas angústias actuais e as defesas que levanta contra as mesmas.

(…)



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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


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22 de março de 2017

Caso Haja Um Problema Com a Civilização Atual

Notas Sobre a Necessidade de Acordar

Carlos Cardoso Aveline

Vale a pena agir com altruísmo enquanto é tempo  



Se acaso você observar que alguns políticos mentem diariamente e as palavras deles são em muitos casos governadas por mera aparência e pesquisas de opinião, evite a onda de pensamento negativo. Mantenha contato com a sinceridade em sua consciência, e olhe para o estado atual do movimento teosófico.

A qualidade de vida de uma comunidade reflete a existência ou não de um número suficiente de sábios em seu meio. O movimento teosófico foi criado para cumprir um papel ativo na própria alma da civilização humana, inspirando-a no caminho correto. A eficiência do esforço não depende da quantidade de associados das agrupações teosóficas: decorre da qualidade e da sabedoria que cada um deles tem. O dever dos teosofistas é estimular a ética e a sinceridade ao seu redor, fazendo isso através do exemplo individual e coletivo. 

Portanto, se a mídia diz apenas o que é conveniente para aqueles que controlam o dinheiro e as burocracias governamentais, você deve observar com atenção as associações teosóficas.

E se a proliferação nuclear se espalha e há guerras inter-religiosas, pergunte a si mesmo por que motivos o movimento teosófico, tal como originalmente pensado, não está mais forte, mais ativo, e mais claramente responsável pelo presente e pelo futuro da humanidade.

E se o movimento esotérico lhe parecer fraco e apresentar sintomas de uma irresponsabilidade crônica em relação à humanidade, pergunte então a si mesmo qual é a melhor maneira de acelerar o seu próprio despertar, como estudante da sabedoria eterna; e de que modo poderá acordar mais amigos a seu redor.

Não subestime seu potencial. Persevere e tire lições enquanto tenta o melhor a cada dia. A vitória virá, em silêncio, no tempo certo.

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O texto acima foi publicado pela primeira vez sem indicação de nome de autor, na edição de janeiro de 2016 de “O Teosofista”, pp. 1-2, sob o título “Caso Haja Um Problema Com Nossa Civilização Atual.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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20 de março de 2017

Vinoba e a Vontade de Construir

Filosofia do Oriente Propõe Ação
Criativa No Mundo Social e Político

Carlos Cardoso Aveline

Vinoba e a Vontade de Construir
 Vinoba Bhave (1895-1982)



A vida de Vinoba Bhave e o exemplo deixado por ele contêm uma chave para o surgimento da civilização do futuro.

Nascido na Índia a 11 de setembro de 1895, Vinoba foi um herdeiro espiritual de Mohandas Gandhi, e parece ter ido mais longe que o seu Mestre no caminho da sabedoria.

Ainda jovem Vinoba pediu a Gandhi que o adotasse como um filho espiritual. Gandhi respondeu com estas palavras:

“Sua amizade e o seu caráter vencem qualquer barreira da minha parte e aceito esta função. Um verdadeiro pai deve produzir um filho que seja mais verdadeiro que ele próprio. No seu caso, vejo que isso já aconteceu sem nenhum esforço da minha parte”. [1]

De fato, uma biografia emitida pelo governo da Índia afirma que embora fosse muito mais velho e experiente que Vinoba,  Gandhi via  seu discípulo  como espiritualmente mais avançado do  que ele.[2]

Mohandas Gandhi articulou de modo não-violento o projeto da independência política da Índia. Criou um movimento vitorioso de rejeição do domínio inglês. Rejeitar, porém, é mais fácil que construir. Na luta pela independência, os aspectos criativos da filosofia de Gandhi tiveram menos prioridade e relativamente pouco êxito.

Para Vinoba a ação construtiva foi a prioridade desde o início. Vinoba criou um vasto movimento de reforma social cuja força propulsora estava nos sentimentos de compaixão e fraternidade.  

Em numerosos pontos da Índia ele obteve doações de terra por parte de grandes proprietários para a criação de cooperativas e comunidades rurais mais eficientes. Vinoba inspirava pessoas a doarem terras, trabalho, dinheiro, conhecimento e instrumentos de trabalho. Só no plano do uso do solo, foram distribuídos deste modo cinco milhões de acres de terra entre comunidades pobres.[3]

A filosofia espiritual e social de Vinoba não está restrita ao mundo indiano. O seu ponto de vista é universal. Em qualquer país e cultura, o desafio básico não está em lutar contra aquilo de que não gostamos ou que consideramos injusto. Esta tarefa é secundária. O dever central das pessoas de boa vontade é organizar a construção efetiva do que é bom, belo e verdadeiro, estabelecendo uma tendência histórica e social que vai do rancor para a solidariedade.

O processo criativo é amplamente silencioso, enquanto a destruição faz barulho. Vinoba pode ter sido mais evoluído que Gandhi no plano da alma, mas sua vida não causou tanto ruído nem tanta crise. Ele afirmou:

“A amizade é maior que o ódio. A harmonia é mais natural. O espírito pode mover montanhas. (…) A principal tarefa (a ser desenvolvida pela nação) é purificar a atmosfera de ódio que vem permeando o país. Não é possível fazer isso com violência e com ódio crescente. Só a amizade purifica a atmosfera. O poder do Estado não pode fazê-lo. Apenas o povo, fora do mundo oficial, pode realizar a tarefa. O Estado pode apoiar, mas a maior parte do desafio depende dos próprios cidadãos.” [4]

Na ausência de otimismo e generosidade, a “luta contra injustiças” limita-se a procurar culpados, produzindo mais raiva do que justiça.

A oposição mútua sistemática entre forças políticas e sociais reduz as chances de uma mudança de opinião, destrói o respeito pela verdade e estabelece uma espécie de guerra de trincheiras em que o aparente diálogo não é mais que um jogo de cartas marcadas.

O esforço construtivo evita o erro de combater uma forma de egoísmo com outra forma de egoísmo. O projeto solidário combate o pensamento errado substituindo-o pelo pensamento correto, e tem como base o rigor ético.

As ações criminosas devem ser punidas. Toda fraude precisa ser desmascarada. É necessário responsabilizar devidamente os ladrões e os corruptos, garantindo o efetivo cumprimento da Lei. E também cabe ir além da justiça punitiva. A intenção paciente de construir relações sociais corretas gera um equilíbrio durável a partir da sintonia interna com o ideal do aperfeiçoamento humano.

Para Vinoba, construir a boa vontade é quase sempre mais importante do que falar de erros e fracassos. Semelhante atrai semelhante: pensar na ética faz com que a ética cresça. Uma ação correta inspira outra ação correta e assim se gera uma tendência. Ele escreveu:

“A luz não pode ver a escuridão, porque ilumina tudo aquilo que olha. Do mesmo modo, o homem bom só vê bondade a seu redor. Mas ele não vive no paraíso dos tolos, porque o seu trabalho ergue, semeia e reúne a bondade que ele deseja ver por toda parte.” [5]

A noção de que há interesses opostos entre diferentes seres humanos ou segmentos sociais é falsa, e Vinoba escreveu:

“O princípio de Sarvodaya é que o bem de todos está contido no bem de cada um. É impossível que o real interesse de qualquer pessoa entre em choque com os interesses dos outros. Não há oposição entre os reais interesses de qualquer comunidade, classe social ou país. A própria ideia de interesses em conflito é algo errado em si; o interesse de um ser humano é o mesmo interesse do outro, e não pode haver conflito. Mas se olharmos para o que é mau como se fosse o nosso bem, e pensarmos que o nosso bem consiste naquilo que é na verdade prejudicial, então os nossos ‘interesses’ poderão entrar em conflito.” [6]

Através do verdadeiro aprendizado, o ser humano transcende as lutas que surgem da ilusão egocêntrica.

Vinoba escreveu o seguinte sobre as condições necessárias para aprender:   

“Ter educação não é motivo de orgulho. Na verdade, uma condição essencial para ser capaz de recebê-la é que nós cresçamos em humildade. Em nossos livros antigos, vidya (educação) é vista como igual a vinaya (humildade); vinaya em sânscrito é um sinônimo de educação, e um estudante que completava seus estudos era chamado de vinit - perfeito em humildade. Essa humildade é fruto da verdadeira educação. O professor deve estar pronto a todo momento para ajudar os seus alunos com humildade; os estudantes devem aprender humildemente do professor. O professor e o estudante devem ver um ao outro como colegas de trabalho.” [7]

O estado correto do ser é encontrado no interior da alma do indivíduo. Nenhum líder político ou religioso pode tornar desnecessária a luta árdua de cada um consigo mesmo para alcançar a sabedoria.   

O peregrino que reforça o seu contato com a fonte interna de felicidade incondicional fica livre para - dentro das possibilidades cármicas do momento - construir no mundo externo aquilo que é ótimo e que reflete o seu estado de alma. A construção começa no plano do pensamento e do sentimento, irradiando-se então para o nível da ação externa concreta.  

NOTAS:

[1] Do documento “Acharya Vinoba Bhave (1895-1982), a Philosopher with Reborn Ideas”, emitido pela “Research and Reference Division” do “Ministry of Information and Broadcasting” do governo da Índia em 16 de novembro de 1982, 5 pp. em papel ofício, recebido por mim em 1983 e mandado pela embaixada da Índia no Brasil a meu pedido. Ver página 3.

[2] Documento citado na nota anterior, ver a mesma página.

[3] “The Intimate and the Ultimate”, Vinoba Bhave, edited by Satish Kumar, Element Books, Great Britain, 1986, 113 pp., ver p. 2.  

[4] Do documento “Thoughts of Acharya Vinoba Bhave”, emitido pela “Research and Reference Division” do “Ministry of Information and Broadcasting” do governo da Índia em 13 de novembro de 1982, 4 pp. em papel ofício, ver p. 1.

[5] Do documento “Thoughts of Acharya Vinoba Bhave”, emitido pela “Research and Reference Division” do “Ministry of Information and Broadcasting” do governo da Índia em 13 de novembro de 1982, 4 pp. em papel ofício, ver p. 4.

[6] “The Intimate and the Ultimate”, Vinoba Bhave, edited by Satish Kumar, Element Books, Great Britain, 1986, 113 pp., ver p. 41.

[7] “The Intimate and the Ultimate”, Vinoba Bhave, p. 21.

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Uma versão inicial do artigo acima foi publicada na edição de março de 2017 de “O Teosofista”, sob o título de “Articulando a Vontade de Construir”.  

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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15 de março de 2017

O Teosofista - Março de 2017





O seguinte pensamento abre a edição de março:

É preciso ter olhos para ver, antes de perceber o cosmos atrás do aparente caos.”

Na capa começa o artigo “A Lição De Peixes Para Áries”. Na página dois temos “Para Uma Civilização Que Adora o Dinheiro: A Bênção do Arrependimento”.

Um dos destaques da edição inicia na página três. O artigo “Articulando a Vontade de Construir” estuda a vida e a obra do sábio indiano Vinoba Bhave.

Nas páginas seis e sete temos “Vida Familiar É Um Dever? O Conhecimento Secreto na Teosofia Cotidiana”. A nota “As Causas da Dor Desnecessária” está na página oito.

Na sequência, o leitor encontra “Sabedoria Com o Pé no Chão:  Discernimento em Relação a Comida”. O artigo “Desafios Diante do Brasil: a Quem Cabe Dar o Primeiro Passo Para a Solução?” está nas páginas 10 e 11.

Outros temas de “O Teosofista” de março de 2017 incluem:

* A consciência das leis;

* A ilusão do rebanho;

* LIT, o paradoxo da independência;

* Dois de abril de 2017, um dia para celebrar o altruísmo; e

* Ideias ao Longo do Caminho.  

A edição tem 17 páginas e inclui a lista dos textos publicados recentemente em nossos websites.


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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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8 de março de 2017

O Trabalho e o Descanso Corretos

Equilíbrio é Necessário Para Que um
Peregrino Avance na Direção do Que é Sagrado

Carlos Cardoso Aveline

O Trabalho e o Descanso Corretos



Sob a aparência frequentemente caótica das coisas externas, tudo flui em paz no planeta e no universo.

Nenhum cidadão necessita tomar medidas práticas para que o Sol se apresse de modo a erguer-se na hora certa no horizonte, pela manhã. Tampouco há necessidade de fazer um esforço pessoal para colher os frutos da sua ação altruísta. O bom trabalho, feito com moderação no rumo do que é elevado, nos capacita a confiar no futuro.

A paz nasce de dentro: em algumas ocasiões, inclusive, ela desce sobre as pessoas de boa vontade como um estado mental elevado de duração especialmente longa. Um tal bem-estar envolve o eu inferior inteiro do indivíduo e o coloca numa espécie de “estado abençoado de suspensão animada”. A bênção com frequência ocorre depois de concluída uma tarefa difícil e demorada.  

Durante os estados de descanso contemplativo, é correto fazer pequenas coisas úteis que não exigem concentração. A mente externa será capaz de pequenas ações em aspectos superficiais da vida. Basta que o seu funcionamento seja lento e não faça qualquer esforço. Nossa natureza interna estará parcialmente afastada, renovando em silêncio suas forças em planos meditativos.

Os descansos psíquicos profundos não podem ser buscados artificialmente. Se o peregrino faz um trabalho correto sem nada esperar em troca no plano pessoal, as formas elevadas de descanso passarão a ser merecidas por ele. No tempo certo, elas ocorrerão.

Em outras palavras, o descanso mais reparador acontece depois do trabalho correto. A qualidade do repouso depende da qualidade do esforço. Este é um dos motivos pelos quais devemos administrar com bom discernimento as energias vitais tanto nos períodos de trabalho como nas horas de repouso. Um conhecimento da lei dos ciclos indicará quando é adequado fazer esforços intensos; quando cabe descansar; e como se pode usar corretamente o princípio da moderação.

Em todas as situações, a relação do peregrino com as pequenas coisas práticas da vida deve ser manejada de modo a preservar a sua relação com as coisas maiores. O magnetismo dos assuntos pequenos, que parece ser semi-inteligente, irá sugerir que ele lhes dê uma atenção exagerada, perdendo a relação de harmonia com o mundo das coisas maiores. O magnetismo dos fatores insignificantes é na verdade o seu próprio carma passado.

Gradualmente, a força de vontade espiritual se torna intensa e os laços com questões menores ficam atenuados. A consciência do indivíduo se expande à medida que ele aprende a lidar sem apego com os fatos externos e diminutos da vida. A caminhada humana é feita de ritmos. Tem a ver com hábitos. Quando criamos um padrão energético saudável, o progresso se torna mais fácil. Ao fazer uma coisa certa, fica menos difícil realizá-la corretamente outra vez. Mais adiante ela pode tornar-se uma parte do nosso ser.

Cabe focar a consciência no silêncio do coração várias vezes por dia. A tarefa é fácil e pode ser realizada sem parar o trabalho em que estejamos engajados. Com uma pequena quantidade de força de vontade, interrompemos a rotina mental para evocar o que é sagrado.  

Basta reduzir o ritmo dos esforços durante meio minuto, continuando com a mesma atividade em câmara lenta, enquanto o “vazio” meditativo é vivenciado por um instante na consciência do coração. Depois da pausa, a paz se expande e a eficiência aumenta.

A existência humana é feita de ciclos que fluem dentro de ciclos, e estes são parte de ciclos maiores, até o infinito. Saber descansar é tão importante quanto saber agir. Levando em conta a lei da expansão e da retração, começamos a conhecer a pulsação eterna do universo e entramos em harmonia com a lei que governa todas as coisas.

Ao longo do caminho da sabedoria, meditação e oração constituem fatores centrais no relaxamento do peregrino. O tipo correto de oração não é um pedido a uma divindade externa: constitui um voto independente e afirma uma decisão responsável. Há uma oração de origem judaica que celebra a conclusão dos ciclos de trabalho humano. Ela faz uma reflexão sobre o final de cada dia, e anuncia ao mesmo tempo a paz do final de uma encarnação inteira, quando foi vivida com honestidade. [1]

Diz ela:

Oração Para o Pôr do Sol

“O Sol desce, as sombras sobem.
O dia da Lei Universal está perto do fim.
A orbe brilhante voa agora para sua casa,
Uma brisa suave antecipa o repouso.
Que a Lei Universal faça culminar o nosso trabalho antes da noite:
Que haja luz no entardecer.

Enquanto o Sol se demora ainda nas nuvens,
Elevemo-nos, elevemo-nos até o céu;
Que o amor possa lançar os seus raios pacíficos,
Dando nova esperança às nossas almas.
Ah, que a hora final possa ser clara:
Na véspera, que haja luz.

E quando o Sol da nossa vida retirar-se,
Quando as sombras do entardecer nos rodearem,
E o nosso coração cansado já não bater,
Quando uma sepultura cobrir nossa vestimenta terrestre,
Nós teremos uma visão gloriosa:
Na véspera, haverá luz.” [2]

Através de contemplações meditativas adequadas, o peregrino organiza sua própria vontade de avançar na direção do mundo sagrado. A maneira eficaz de orar faz com que o eu inferior do indivíduo vivencie a sua unidade essencial com todos os seres.

Reflexão Para o Final de Semana

Por meio de orações em que a autonomia individual é respeitada, a consciência do peregrino se torna um templo ativo. Esta é uma oração para o início do final de semana:   

“Nós exaltamos a Lei Universal, e agradecemos a ela por todas as bênçãos da semana que agora termina.

Agradecemos pela vida, pela saúde, e pela força; pela casa, pelo amor e pela felicidade; pela disciplina das provações e tentações; pela felicidade do nosso êxito e prosperidade.

A Lei estabelece: em seis dias devemos fazer todo o nosso trabalho, e o sétimo dia deve ser dedicado à contemplação da lei e ao descanso.

A Lei Universal nos eleva pelas bênçãos do trabalho, e nos santifica no amor e na graça pelas bênçãos do descanso.” [3]

Em cada instância do mundo, o modo ótimo de agir inclui o hábito de consultar nossa consciência interna. Se ouvirmos a voz do silêncio, nossa existência mudará para melhor - em meio a desafios significativos - e poderemos trabalhar mais tempo, ficando menos cansados.

Aprender a viver é uma forma de alquimia interior.

Para a filosofia esotérica, devemos garantir que a nossa alma está satisfeita com o trabalho que fazemos, e também com a escolha das ações que decidimos não realizar. Quando todos os níveis da consciência individual estão identificados com a tarefa que realizamos e aprovam as renúncias que fazemos na vida, a energia vital é economizada e o caminho da sabedoria pode ser trilhado em segurança.

NOTAS:

[1] Nas duas orações do presente artigo, evitamos personificar divindades ou tratar de reduzi-las à condição humana. Em função disso, substituímos na tradução a palavra “Deus” pelas palavras “Lei Universal”. No esoterismo judaico, assim como na teosofia, “Deus” é uma coletividade impessoal de inteligências divinas, cuja ação expressa a Lei Una.

[2] Traduzido do livro “The Union Prayerbook for Jewish Worship”, Central Conference of American Rabbis, Volume II, New York, 1962, 350 pp., ver p. 325.

[3] Do livro “The Union Prayerbook for Jewish Worship”, Central Conference of American Rabbis, Volume II, 1962, ver p. 36.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


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