24 de junho de 2013

Os Diferentes Níveis do Templo

O Sonho e o Ideal Devem
Ser Testados Na Prática Diária

Carlos Cardoso Aveline





Entre os desafios enfrentados pelo estudante de filosofia esotérica está a tarefa de construir uma vida diária que se desenvolva em harmonia com a Lei Universal.

Ele procura estabelecer o  tempo  todo um contato consciente com a Lei.  Ele sabe que isso pode ser alcançado gradualmente. À medida que ele avança em seus estudos, a reflexão regular sobre os temas da  filosofia  universal muda sem alarde os diferentes aspectos da sua vida. Pouco a pouco o  “clima mental e emocional médio” da  sua existência se torna um  sustentáculo para o templo interior da consciência, aquele santuário invisível que é habitado pelo espírito dos seus pensamentos mais elevados,  aqueles pensamentos que são dirigidos sem egoísmo ao mundo supremo.  Surge então uma questão prática.  Até que ponto  ele deve envolver-se com fatos externos? 

O estudante percebe que, quando se deixa carregar pela expectativa e pelo envolvimento com  situações físicas, e emocionais - ou  sociais e políticas -  é como  se as luzes do templo interior fossem momentaneamente apagadas, e o templo ficasse vazio. O  caminho espiritual empalidece, quando o mundo externo fica brilhante e cheio de luzes. Diante disso, é necessário manter e fortalecer o templo interior. 

A Substância do Templo

Os cidadãos materialistas são levados por ciclos repetidos de ilusão e decepção em relação a fatos externos. Para libertar-se disso, o estudante de teosofia trata de trasladar o foco médio da sua consciência para um nível cada vez mais elevado e mais distante das sempre oscilantes preocupações pessoais. Assim ele constrói, com a própria substância do seu ser, um templo firme e flexível em que não há espaço para sentimentos duradouros de medo ou orgulho, ambição ou desânimo, tristeza ou euforia.

O templo interior é habitado por um sentimento imparcial e constante de comunhão com todos os seres. O estudante sabe que alguns seres são mais evoluídos que ele, que outros são menos evoluídos, e que isso não tem importância. O que importa é a ajuda mútua. 

A mais alta e firme das suas aspirações espirituais constitui a cúpula do templo interno: porém, elevar-se não basta.  Na mesma medida em que este ponto se eleva, torna-se necessário um apoio no chão firme. 

A base de sustentação é feita com desapego. As ações e os hábitos físicos corretos tornam-se pouco a pouco um sustentáculo indispensável para os níveis superiores de consciência. O âmbito médio das suas  emoções vai-se tornando uma base firme para os seus pensamentos mais elevados. O cultivo de pensamentos corretos abre espaço para o silêncio da intuição.  Sua vida interior se torna um templo de vários andares que interagem positivamente entre si. Este conjunto complexo deve ser consolidado como uma estrutura capaz  de resistir a abalos sísmicos de intensidade variada.

Construir um templo que cairá como uma folha de papel ao primeiro sinal de vento não é, no entanto, um fracasso total. Constitui uma primeira tentativa, feita por um estudante inexperiente. Outras tentativas mais sérias devem ter lugar, e obterão mais êxito. Do lado de fora do templo estão as forças probatórias. Elas operam a partir não só dos erros do próprio indivíduo, mas também da ignorância coletiva com a qual ele deve necessariamente conviver.

As energias inferiores testam o estudante para evitar que sua vitória seja prematura. Elas buscam os pontos fracos da construção e, se puderem, o derrubarão. Os testes resultam do contraste entre o templo interno e a vida externa, e não há como evitá-los. Suas reais intenções e sua paciência serão examinadas. É passando com êxito por tais obstáculos que ele conquista a certeza de merecer a vitória.    

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Uma versão inicial do texto acima foi publicada, sem indicação de nome do autor, na edição de agosto de 2009 de “O Teosofista”. 

Leia também os textos “Um Confronto Diário no Templo”, “Como Começar o Dia” e  “Oração para Começar o Dia”, do mesmo autor, que podem ser encontrados em nossos websites associados.

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Em setembro de 2016, depois de cuidadosa análise da situação do movimento esotérico internacional, um grupo de estudantes decidiu formar a Loja Independente de Teosofistas, que tem como uma das suas prioridades a construção de um futuro melhor nas diversas dimensões da vida.

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O grupo SerAtento oferece um estudo regular da teosofia clássica e intercultural ensinada por Helena Blavatsky (foto). 


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